'Ay
Caramba!' Yo
me llamo
Filipe Balbi,
um 'cabrón' brasileiro atualmente vivendo na Cidade do
México, numa experiência de
trabalho (representando no México a AIESEC Internacional).
Esse é meu blog, onde conto todas minhas
impressões, aventuras e desventuras na terra dos Aztecas e dos Maias,
da Tequila
e dos mariachis!
Vixe, só falei dos clichês, né? Mas o
México é muito mais que isso... Leia o blog e
descubra o México (através de meus olhos e de
minhas experiências neste país encantador)
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e
por Jota
Schuler, a
mente criativa e
perversa por trás do template deste blog. Valeu, Jota. Sua
tequila tá garantida!
Quinta-feira, Março 29, 2007
Learning Networks Day 2007
Como mencionei no post anterior, no dia 23 de março começou o AXLDS, o Congresso da AIESEC para a região da Ibero-America (Américas + Espanha). Uma das atividades do congresso é “Learning Networks Day”, evento que eu era responsável por organizar.
O“Learning Networks Day” é um evento que tem como pretensão reunir jovens a empresas, governos, acadêmicos e a sociedade civil, proporcionando um espaço para diálogo em torno de temas de relevância global nas áreas de Responsabilidade Social Corporativa, Empreendedorismo Social e Empreendedorismo de Negócios, tópicos que são extremamente relevantes para a região atualmente.
Todo o evento foi desenhado como um fórum onde os participantes podem interagir e aprender uns com os outros através de painéis e workshops interativos, conectando os participantes com seus temas preferidos e com pessoas que também se interessam ou trabalham em determinada área.
Esse evento é parte do programa ‘SER MÁS’ (que, obviamente, significa 'ser mais', em espanhol), programa que eu coordeno em nível regional e que tem como propósito oferecer a jovens na região da Ibero-America uma plataforma de auto-descoberta e apredizado prático em torno dos temas mencionados acima (RSC e Empreendedorismo de Negócios e Social). O programa SER MAS foi construído com o conceito de ser essa plataforma que possibilita jovens a ‘serem mais’ através da busca por seu potencial e engajando-se em atividades que adicionam valor a eles mesmos e a suas comunidades. Esse conceito está baseado na crença que a AIESEC tem de que o futuro desenvolvimento de nossos países e comunidades está nos líderes que podem aumentar a competitivade dos países ao gerar mudanças sociais e econômicas em nossas comunidades.
Esse evento foi um evento muito especial, porque foi o primeiro “Learning Networks Day” desde a criação do ‘SER MÁS’ em junho do ano passado. Para mim, foi um momento de grande realização pessoal, pois vi o programa, do qual participei de todo o processo de criação conceitual juntamente com meu time (Araz e Piret) e com Oriana (ex-diretora da AIESEC Internacional para a Ibero-America), se ‘materializar’ de uma maneira impressionante na minha frente, através do evento no qual participaram diversas organizações. É muito emocionante ver todo um ano de dedicação a um projeto tomar forma na sua frente e ver como um monte de pessoas que você nem tinha idéia que existissem tem suas vidas impactadas e transformadas por isso.
Além disso, foi um momento especial também por representar o alívio depois de 4 meses totalmente dedicados a organização deste evento. Sim, passeei e me diverti muito, mas também trabalhei horrores para organizar esse fórum. Nessa imagem abaixo estão as logomarcas das organizações participantes do evento, entre eles estão organizações da sociedade civil, empresas multi-nacionais e meios de comunicação. E a sensação de dever cumprido é imensamente prazerosa.
Mas o resultado super valeu a pena. Os comentários foram extremamente positivos, tanto por parte das empresas expositoras quanto por parte das pessoas participantes do evento. Foi muito emocionante ver o dia chegar ao fim (foi todo um dia de atividades, começando as 10 da manhã e terminando às 8 da noite) e ouvir as pessoas falando que adoraram o evento ou, ainda mais emocionante!, que tudo o que eles ouviram e aprenderam durante todo o dia mudou suas visões de mundo sobre os temas e fez com que alguns encontrassem suas ‘paixões pessoais’, ou seja, aquilo que realmente gostam e a querem dedicar suas vidas.
Esse foi meu objetivo durante quatro anos na AIESEC: enquanto aprendia e me desenvolvia pessoal e profissionalmente, ajudava a outras pessoas a passarem pela mesma experiência de auto-descoberta e aprendizado, em um processo em que somos aprendizes ativos e responsáveis não somente pelo nosso aprendizado, mas também pela experiência de aprendizado de todos os envolvidos.
Para mim, não poderia haver maneira melhor de terminar minha carreira na AIESEC, encerrando de uma maneira emocionante esses intensos quatro anos que marcaram minha vida de forma inesquecível.
Ay
caramba!
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10:41 PM
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Sábado, Março 24, 2007
AXLDS is hot to go!
Já foi dada a largada!
Há alguns minutos foi realizada a Plenária de Abertura do AXLDS 2007.
Essa conferência, que reúne as principais lideranças da AIESEC para a região das Américas, é o ápice da minha gestão como membro da Diretoria dessa região.
São 170 participantes, de mais de 20 países, de todas as partes do mundo (vieram participantes da Turquia, Japão, Austrália, Holanda, Índia, além de, claro, participantes de todo o continente americano).
Meus dias mais intensos são o domingo, a segunda-feira e a quarta. Nos próximos dias vou contar tudo em detalhes aqui, para que vocês também possam participar deste momento, que é tão especial para mim.
E é especial por várias razões. - Por ser meu último congresso como membro da AIESEC - Por ser meu último congresso internacional - Por ser um congresso que reúne toda a região da América Latina (ou seja, o ambiente é super alto astral) - Por ser meu primeiro congresso internacional com responsabilidade realmente alta em termos de entrega do evento - Por significar que meu período no México está terminando - Por significar que meu período na AIESEC também está chegando ao fim.
Portanto, é uma conferência que promete muitas emoções para mim.
Ay
caramba!
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3:34 PM
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Segunda-feira, Março 19, 2007
Y todos me miran!, by Gloria Trevi
Ainda no clima de 'celebrização' do post anterior, apresento a vocês um dos grandes sucessos no México atualmente.
A música se chama 'Todos me miran' e é cantada por Gloria Trevi - sim, aquela mesma que cometeu crime aqui (se não me engano, facilitou abuso sexual de menores por parte de seu empresário), foi presa no Brasil e engravidou na prisão para não ser deportada para o México.
Bem... o passado da mulher condena, e como condena!, mas deixando isso de lado, divirtam-se com a música abaixo.
Dá uma olhada apenas no refrão:
Y todos me miran, me miran, me miran porque sé que soy linda, porque todos me admiran Y todos me miran, me miran, me miran porque hago lo que pocos se atreverán Y todos me miran, me miran, me miran algunos con envidia pero al final, pero al final pero al final, todos me amarán
Celebriza ou não celebriza, essa mulher? CELEBRIZA GERAL!
Ay
caramba!
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6:06 PM
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Domingo, Março 18, 2007
Celebrizando no México
Acho que gosto tanto do México porque viver aqui faz bem para o ego.
Sabe aquele ditado que diz que"em terra de cego, quem tem um olho é rei"?
Então... acho que aqui, esse ditado poderia ser adaptado para "em terra de feios, até os apenas simpáticos são príncipes encantados" :P
Gente, não é tiração de onda não, mas por onde passo atraio a atenção de todos (por ser estrangeiro também, claro). E é super engraçado ouvir os gritos de "guapo" e " papacito" pela rua afora... :P
Ai, ai... ainda bem que tenho visto para ficar no México até Fevereiro de 2008.
Quer saber? O Brasil que me espere mais um pouco! :P
PS: a expressão CELEBRIZAR deriva da fusão de uma série de atitudes. CELEBRIZAR=Chamar a atenção+ arrasar+ detonar! Para os que celebrizam onde quer que estejam, recomendo esta comunidade do Orkut.
Ay
caramba!
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12:19 AM
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Sábado, Março 17, 2007
Voladores de Papantla
Hoje, quando alguém menciona o povoado de Papantla (em Veracruz), a primeira imagen que vem à minha é a dos ‘voladores’, já que esta dança, que é um verdadeiro atentado à segurança pessoal e à lei da gravidade, feita com intenção de saudar ao Rei Sol e pedir por chuvas, transcendeu o tempo e fronteiras e hoje é um dos maiores marcos da cultura mexicana.
Em suas origens, esta tradição executada por indígenas Totonacas, era conhecida como “kos'niin” (ou “vôo dos mortos”) e estava relacionada ao culto de deuses da fertilidade, como Xipe Totec e Tlazolteotl. Os ‘Voladores de Papantla’ realizam um ritual que representa uma dança para o Criador, em que atuam 5 pessoas: 4 voladores e um sacerdote, que se veste em vermelho e branco representando o sol. Os 5 estão sobre um mastro de 25 metros de altura, que tem em sua ponta um tambor e um marco giratório que também serve para facilitar a dança do sacerdote. O mastro representa a conexão entre a terra e os céus, entre o infra-mundo e o mundo superior. No ponto em que se comunicam os mundos (onde se crava o poste), colocam-se oferendas como tamales, sete frangos (ou um perú vivo) e aguardente. (Nota pessoal: quando vi os ‘voladores’ pela primeira vez, pensei que as oferendas, que estavam ao lado do mastro, eram compras que os ‘voladores’ tinham feito no supermercado a caminho do trabalho e deixaram ali do lado… hahaha… pobre turista desinformado). Preso ao poste estão 4 cordas que representam o cordão umbilical. Os 4 voladores sobem, sentam-se no marco giratório e se amarram pela cintura. Depois, sobe o sacerdote, que se coloca sobre o tambor, para dançar e tocar flauta, e ao bailar sobre o tambor, suas pisadas são levadas até a terra e o som da flauta se vai em direção ao céu. Depois de dançar e tocar para todas as direções (norte, sul, leste e oeste, para saudar toda a terra), o sacerdote se senta no tambor e os 4 ‘voladores’ se deixam cair de costas no vazio, presos apenas pela corda em suas cinturas. Seus pesos fazem com que o todo o marco (e também o tambor, que está sobre o marco) gire em torno do mastro. Os quatro ‘voladores’ caem lentamente em círculos, desenrolando completamente a corda em exatas 13 voltas em torno do mastro, até que toquem a terra.
A rotação dos aparatos simboliza o movimento dos astros, em especial o do Sol. E também há uma forte significação nos números correspodentes a tradição. 4x13=52. 4 são os voladores, que dão 13 voltas, que correspondem aos 13 meses do calendario maia, totalizando 52, que simboliza os 52 anos do ‘século’/ ciclo cósmico pré-hispânico, quando há um novo nascer e a vida volta a florecer. 52 também representa Vênus, a estrela da manhã, e sua influência sobre a terra, e também o céu no calendário Azteca, que é um marco na cultura deste povo que tinha profundo conhecimento sobre Astronomia. Alguns desses elementos do ritual foram introduzidos depois da dominação Azteca aos Totonacas, tal como a música como oferenda e a dança de quatro participantes que voavam de cabeça para baixo, com os braços abertos, disfarçados de aves associadas ao Sol: guacamaya, águia, quetzal e calandria. Não há dúvidas que de esta é uma das manifestações culturais mais significativas do país e o mais interessante é que, hoje em dia, os ‘voladores’ não apenas mantêm viva a tradição com singular entrega e impressionante demonstração de fé e coragem, como também sentem um grande orgulho por serem ‘herdeiros’ dessa tradição que é não apenas um ritual mágico, cheio de misticismo e cores, como também uma cerimônia religiosa de respeito e equilibrio com a natureza, e um sinal de respeito às tradições que marcaram a história de todo o país. Fotos dos 'voladores' estão disponíveis no álbum (clique aqui).
Ou, se quiser ver um vídeo da apresentação dos voladores, que encontrei no YouTube (não fui eu que filmei, mas até que está legal... hehehe), clique aqui.
Ay
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7:13 PM
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Quarta-feira, Março 14, 2007
Contagem regressiva...
Nessa semana tenho sentido o coração mais apertado...
Por um lado, estou MORRENDO de saudade da minha família, dos meus pais, dos meus amigos, da minha avó, da minha casa (e até de estudar confesso que tenho saudade, por mais incrível que pareça!), e quero voltar logo para casa e rever tudo e todos!
Por outro, já estou começando a sentir saudade do México... Este período me marcou muito, e muito mais que eu poderia imaginar. Tudo o que eu vivi aqui foi incrivelmente especial, e estou certo de que vou sentir muita falta de tudo isso. (sempre que penso que o tempo aqui está acabando, dá até vontade de chorar... :[ ).
Bem, de qualquer maneira, tenho que voltar, afinal uma vida me espera no Brasil.
E para os que, como eu, estão ansiosos com meu regresso, aqui vai uma ajuda para que não percam o dia da minha chegada:
Ay
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9:57 PM
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Gerador de nomes de pobre
Tenho muita coisa para falar sobre o México... Cidades que visitei, festas, coisas simpáticas e esdrúxulas que vi por aqui... Mas falta tempo para escrever sobre tudo isso.
Prometo tentar botar muita coisa em dia no próximo fim de semana.
No entanto, enquanto isso, para vocês se divertirem, envio um incrível gerador de nomes de pobre.
Todo mundo sabe que pobre adora um nome 'importado', cheios de Ys, Ws e Ks... E fazem combinações bizarras, que as vezes é impossível até de saber de onde aquilo saiu.
Aqui dá para ter uma idéia de quão esdrúxula essa prática pode chegar :P
Ay
caramba!
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9:30 PM
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Sexta-feira, Março 09, 2007
Tem coisas que só o México faz por você #1
Sabe aquelas coisas que são tão únicas que nem o MasterCard pode fazer por você?
Então... o México é cheio de coisas assim. São coisas únicas - e super engraçadas - que você só vê por aqui.
Nas próximas semanas vou postar algumas das situações interessantes (ou interessantemente esdrúxula) com as quais me deparei durante meu tempo aqui.
Hoje, lhes apresento a uma curiosa mistura de sex-shop e 'peixaria' que encontrei pelas ruas de Guadalajara. Na dúvida entre qual negócio rende mais dinheiro, por que não abrir os dois? Ainda que seja no mesmo espaço, mas que que tem? O cheiro de peixe também pode ser afrodisíaco para algumas pessoas, né?
Nesta semana o Brasil recebe a "ilustre" visita de Geoge W. Bush, presidente dos Estados Unidos. Como será impossível chegar perto de tal personalidade, visto o esquema de segurança montando em razão do passeio "tropical" (Bush, esperto que é, trará até água por precaução), separei alguns webgames divertidos para entrar no clima do (anti)imperialismo norte-americano.
(PS: para mim, Filipe, o melhor de todos é o Dancing Bush. Super engraçado! E o Bush Shoot-Out e o Bush Royal Rampage também são bem legais)
Ay
caramba!
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10:59 PM
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Domingo, Março 04, 2007
Que pasó con meu portugues?
Direto de Guadalajara, a pergunta que nao quer calar.
O que aconteceu com meu portugues???
Depois de um fim de semana na casa do Bruno, o brasileiro de Recife que está num intercambio aqui na cidade, percebi que meu portugues virou portunhol! Sai um monte de palavras trocadas...
Acho que quando voltar para o Brasil, ao invés de estudar espanhol, vou ter que estudar é portugues, isso sim! :P
Ay
caramba!
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7:23 PM
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Carnaval em Veracruz
No sábado de Carnaval, fui para Veracruz para comemorar o Carnaval ao melhor estilo mexicano. Confesso que não tinha muitas expectativas para a festa – até porque conheço o que é um carnaval de verdade! -, e ir para lá sem esperar muita coisa foi a melhor coisa que poderia ter feito: sendo bem objetivo, o carnaval em Veracruz não é ruim, mas também está longe de ser bom. Bem, para falar a verdade, todo o fim de semana foi um pouco estranho… Saímos de Mexico City no sábado pela manhã para enfrentar 6 horas de viagem até Veracruz. Por sorte fomos de carro (eu, Johanna, Hanna, Oscar e Mário, no carro deste, que, para quem não se lembra, o namorado de Johanna... hehehe...), o que torna a viagem, ainda que longa, muito mais tranquila e agradável (escutando músicas e vendo a paisagem pela janela - no caminho para Veracruz, é possível ver muitos vulcões, e alguns ainda ativos!).
Vulcão Orizaba, no caminho a Veracruz. Ok, essa outra foto não é do mesmo vulcão, é de uma exposição de fotos que eu fui. Mas achei linda e resolvi colocar aqui para ilustrar :)
Chegando à cidade, fomos direto para a casa onde ficariamos. E aí vimos a furada em que tinhamos entrado: a menina que organizou o passeio era uma belga, que mal conhecia Veracruz. Por isso, alugou uma casa horrível e no meio do nada!!!! (isso que dá alugar uma casa sem ver pessoalmente o local). O local onde a casa estava era feio e longe, muito longe!!! Ainda que de táxi custasse pouco (10 reais a viagem até o centro da cidade), em carro tomava como 25 minutos. Em ônibus, então… vixe… Mas o pior era mesmo a casa: disseram que, sim era possível que 20 pessoas dormissem ali, tranquilamente e com conforto. Mas ao chegar, vimos que na casa tinha apenas 2 quartos – e que mal mal caberiam mais que 10 pessoas ali… e já haviam muito mais de 20! (alguns amigos de amigos resolveram aparecer para uma visitinha, e ficaram para o Carnaval :S) Percebendo que não daria para ficar ali, fomos buscar um hotel. E, apesar de a cidade estar cheia em razão da festa, encontramos um hotel em um local perfeito, no centro da cidade e a 5 minutos caminhando do local do desfile. Check in, banho, almoço. E fomos conhecer a cidade. E vimos que era impossível conhecer qualquer coisa, com aquela quantidade de gente nas ruas. Sério, a cidade estava lotada, e mal podíamos caminhar. E fomos para a área portuária, onde aconteceria a festa.
Porto de Veracruz. Farol da cidade.
Na principal avenida, a “Avenida Atlântica” de Veracruz, são montadas arquibancadas para todos assistirem o carnaval. São arquibancadas pequenas, não passam de dois metros de altura, porém se extendem por toda a praia – ou seja, é muuuuito grande. Enquanto o desfile não começa, o espaço fica cheio de pessoas passando de um lado para o outro e de vendedores ambulantes. E quando o desfile está para começar, passa a polícia, abrindo o espaço, empurrando as pessoas com o escudo. Faxinão feito, esperamos o desfile... ... que demorou quatro horas até chegar ao ponto onde estávamos sentados!!! (de tão grande que é o trajeto que têm que percorrer… Eu disse que era enorme, e vocês não acreditaram…) Sério, já estava a ponto de ir embora quando ouvi a música se aproximando. E resolvi ficar um pouco mais, afinal, todos falavam tão bem do desfile, que eu estava no mínimo curioso para ver como seria, e poderia aguentar mais 10 minutos até que começasse.
A polícia passa limpando a galera, mas logo em seguida todos já estão na pista novamente. Na foto da direita, Hanna (a chica checa) sambando no meio da Avenida, junto com a galera que passava desfilando (e o povo que baixou para a pista).
Entre a passagem da polícia e o início do desfile, tudo o que nos restava era esperar. E a única que podíamos fazer era beber. Na foto, tomando Sol, a cerveja patrocinadora oficial do evento (em tamanho especial para o Carnaval, garrafa de 5 litros). E, depois de beber tanto, nem percebe que as dançarinas contratadas pela Sol para animar a festa não são nada gatinhas... :P
Porém, quando o desfile chegou na nossa frente, foi uma supresa enorme. Imagine uma mistura de:
Carnaval do Rio de Janeiro (pela quantidade de pessoas assistindo)
Carnaval de Salvador (pelo tamanho do percurso)
Carnaval de Vitória (pelos carros e fantasias pobres)
Carnaval de Recife (por aqueles bonecões que esqueci o nome :P)
Parada de 07 de Setembro (com bandas marciais e até aquelas meninas que vão na frente, com balizas/bastões)
Canal de televendas (tipo ShopTime)
Baile funk, pela quantidade de gente feia
Fugitivos de um SPA, pela quantidade de gente gorda
e qualquer coisa que seja referência de desorganização para você.
Voilá! Deu para ter uma idéia do que é o Carnaval de Veracruz… Sério… o negócio é uma propaganda gigante, de 3 horas de duração. Os carros alegóricos são, na verdade, carros de publicidade: qualquer empresa que se interessar pode pôr um carro na avenida (pagando o preço por isso, claro). E não há nenhuma coerência com relação a tema…
Bandinha marcial. Balisas gordinhas. Bonecões gigantes do Recife.
Carros alegóricos/publicidade ambulante :)
Comentário a parte: quando eu digo que qualquer um pode pôr o carro na Avenida, eu realmente quero dizer QUALQUER UM MESMO. Havia uns carros muito curiosos. Um era um carro patrocinado pelo VIAGRA... Sim, a pílula azul estava presente no desfile com um carro próprio! Porém, o outro carro era ainda mais esdrúxulo: era um carro alegórico patrocinado por um table-dance (clube de strip-tease) chamado "CLIMAX". E, obviamente, sobre o carro vinham as beldades que trabalham no local. Lógico que foi o carro preferido da cuecada... mas o curioso é que o Carnaval aqui é uma festa bem familiar. Vão crianças pequenas assistir, apesar do horário. E apesar disso, há carros como este (se bem que para nenhum de nós foi um problema :P)
As senhoras que representavam o 'Climax Night Club'
Além de tudo, para mim pareceu horrível quando vi um bando de gente descendo das arquibancadas para ir para o meio da avenida, e “interagir” com os que passavam em desfile. (tinha uma gordinha que estava na passarela e dançava… hum… ‘sensualmente’ [ai…] com praticamente um homem de cada ‘ala’ que passava. E, para finalizar, dava um tapinha na bunda de cada um! Hahahaha!)
A gordinha bailarina (de blusa branca, dançando com os que passavam)
No domingo, a festa continua. As mesmas pessoas, os mesmos grupos, desfilam novamente, com as mesmas fantasias. E a espera é a mesma, looooonga. (obviamente não vimos o desfile do domingo. Nenhum dos dois, porque tem um às 11 da manhã e outro às 5 da tarde… exatamente iguais ao de sábado).
Aliás, Veracruz é a única cidade do México que tem feriado no Carnaval. Aqui, ninguém trabalha na terça-feira de Carnaval (na segunda, sim, tem expediente, afinal, uma cidade não pode parar completamente por 5 dias, que dirá um país intero!… Hum…). Na terça-feira tem mais festa (outro desfile, igual aos demais), e “tudo se acaba na quarta-feira”.
Entonces… Terminando o passeio, no domingo fomos ao Aquário de Veracruz, que todos disseram ser ‘o maior da América Latina’… gente, até o aquário que eu tenho em casa é maior que aquele (e olha que eu nem tenho aquário! Hahaha). Sério, os mexicanos tem um certo complexo de megalomania… Tudo deles é o mais antigo, mais bonito, maior e mais chifranirranim do mundo… Tinha uns peixinhos bonitinhos, alguns brasileiros inclusive, mas estou certo de que em Cancun deve ter um aquário maior que esse.
Depois de comer, tomamos o carro e voltamos para casa, depois de um fim de semana ‘inesquecível’, com o maior carnaval do México…
Ok, talvez esteja pintando uma imagem muito forte, muito drástica… O carnaval de Veracruz é chato, longo e suuuuuuper brega, mas foi divertido, eu confesso. Ri muito com as ‘morangas’ (uma mistura de mocréias com barangas) em roupas super pequenas e de gosto duvidoso (como qualquer roupa de carnaval, em qualquer lugar - inclusive no Brasil). E foi divertido conhecer o carnaval de outro país, até para valorizar mais a festa brasileira.
E eu prometo nunca mais reclamar do Carnaval de Matilde! (para quem não conhece, o lugar onde minha avó mora, e que tem o carnaval mais chato do mundo. Bem, tinha, porque agora ele é apenas o segundo mais chato! Hehehhe)
Ay
caramba!
Post escrito (en perfecto portuñol) por Filipe at
10:55 AM
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Quinta-feira, Março 01, 2007
Conhecendo a famosa não sei quem
Ontem aconteceu uma coisa engraçadinha :)
A noite fui a um evento suuuuper chique, uma cerimônia de premiação para empresas que receberiam um certificado de Responsabilidade Social. Estavam ali as maiores empresas do México.
E como de costume em uma festa deste porte, a apresentação do evento não poderia ficar nas mãos de qualquer pessoa: um famoso sempre traz brilho (e repercussão) quando faz as honras de mestre-de-cerimônia.
E foi o que aconteceu: convidaram para apresentar o evento uma mulher que é a apresentadora mais famosa da Telemundo. Ela é uma cubana que iniciou a carreia como modelo, depois virou atriz e agora, além de tudo isso, também faz bico como apresentadora de TV.
O nome dela? Não faço a menor idéia!
Só sei que a mulher é famosa. Todos babavam por ela e não houve um só minuto em que ela não tinha na cara o sorrisinho forçado para tirar a foto com o fã. (e olha que estamos falando de um evento empresarial, onde os 'fãs' são, na verdade, senhores em seus 30-50 anos, todos muito formais, trajando terno e ocupando altas posições em empresas mexicanas e, apesar disso tudo, babavam atrás da mulher).
Um colega que também estava na festa resolveu querer uma foto também e pediu para eu tirá-la. Até aí, tudo bem. Tirei a foto e ficou super legal. O problema foi quando a mulher virou para mim e ficou me encarando com cara "pode vir, agora é a sua vez de tirar foto".
Tipo, eu não queria tirar foto. Eu nem sabia quem era a fulana! Para falar a verdade, não sei até agora! (hehehhee). Até que a diretora da Telemundo, que estava alí do nosso lado, virou para mim e perguntou:
- Você não quer tirar a foto? - Hum... não é isso. - Então... por que não vai? - É que... bem... é que eu nem sei quem é ela!
E foi quando a mulher me olhou com uma cara de espanto, como se eu tivesse dito o maior dos palavrões!!!
Tive que explicar que eu era brasileiro e que não tinha Telemundo na minha TV a cabo (na verdade, nem sei se tem ou não. Tem na SKY? É a que tenho em casa...) e, por isso, nunca tinha ouvido falar ou visto aquela senhora até a noite de ontem.
Dito isso, a mulher mudou a expressão (até sorriu e falou "Ah, Brasil! Adoro samba e carnaval. Você sabe sambar?", frase típica de qualquer estrangeiro quando conhece um brasileiro).
E para evitar maiores constrangimentos, fui tomar a foto com a mulher. Eis-la aqui. :)
Eu e a famosa modelo-atriz-apresentadora Fulana de Tal
Para falar a verdade, ela era extremamente simpática! Em nenhum momento foi grosseira com os fãs e não tinha sorriso forçado (falei de brincadeira :]). Super agradável, ficamos conversando com ela por um bom tempo, uma meia hora. E ela era até inteligente, para uma modelo-atriz-apresentadora de TV (considerando o padrão brasileiro de pessoas da mesma 'catiguria').
E ok, tudo bem. A mulher era super bonita e usava um vestido super justo e decotado. Eu reconheço que todos queriam tirar fotos com ela não exatamente pela fama... ;)
Talvez eles queriam a foto porque ela fica muito bem de perfil, não? hahahaha