'Ay
Caramba!' Yo
me llamo
Filipe Balbi,
um 'cabrón' brasileiro atualmente vivendo na Cidade do
México, numa experiência de
trabalho (representando no México a AIESEC Internacional).
Esse é meu blog, onde conto todas minhas
impressões, aventuras e desventuras na terra dos Aztecas e dos Maias,
da Tequila
e dos mariachis!
Vixe, só falei dos clichês, né? Mas o
México é muito mais que isso... Leia o blog e
descubra o México (através de meus olhos e de
minhas experiências neste país encantador)
______________________________
For
ENGLISHversion
If you want to
read my blog in english,
click
here for Google's automatic translation. It's not perfect but
helps to give you a clue of what I am talking about.
______________________________
Mi reloj
______________________________
Mis
álbuns de fotos
Quer ver minhas fotos? Clique aqui
e vá para meu Yahoo Photos Albums.
Gostaria de apresentar-lhes aos "chapolines", delícia tradicional da culinária mexicana (se não me engano, bem comum em Oaxaca, que vou visitar em duas semanas).
As fotos foram tiradas no caminho para a Basílica de Guadalupe. Era um senhor com uma mesa, no meio da rua, vendendo os chapolines como se fossem doces (e, claro, reparem a garrafa de chili, disponível para os que gostam de um 'chapolin picante' :P)
E aí, você toparia encarar essa iguaria?
(não sei se você percebeu, mas são grilos. E eles não são as únicas coisas esdrúxulas que servem de comida para o pessoal daqui... Um dia, quando tiver estômago, escrevo sobre o lado obscuro da culinária mexicana).
Uma dos traços mais fortes da cultura mexicana é a religiosidade.
México é um dos principais países católicos do mundo (parece que é o segundo, logo atrás do Brasil). E isso se manifesta na grande adoração à famosa “Virgem de Guadalupe”, de quem tanto ouvimos falar nas orações do Cirilo do Carrossel, entre uma lamúria e outra da Maria Mercedez/Maria do Bairro/Marimar, ou na novela América, quando a Sol sofria agarrada à imagem da Santa… A verdade é que, como disse num post anterior, aqui no México a Virgem de Guadalupe é onipresente: em praticamente toda esquina da Cidade do México, é possível ver imagens da Virgem em altares super decorados. E eu não estou exagerando quando digo “praticamente toda esquina”: no ônibus, o motorista faz uma pequena oração para ela antes de partir (e eu faço outra, pedindo pra ela ouvi-lo e não deixar que nada aconteça no louco trânsito mexicano :P); nas casas de famílias, é comum ver pequenos altares dedicados à Padroeira nacional; até nas igrejas, só dá ela! (na que tem perto da minha casa, quase não tem imagem de outro santo, só dela…) E o ápice de toda esta devoção é possível sentir de uma maneira muito forte na Basílica de Guadalupe. É impressionante o tamanho do local, que não é apenas uma igreja, mas sim várias igrejas numa mesma área – um verdadeiro complexo religioso (ou como disse Christoph, o amigo suiço, “praticamente a Disney católica!”. E faz sentido… não duvido nada que deva ter mais ou menos o mesmo público que a Disney. Estava super cheio no dia que fomos lá…) A capela está construída nas imediações da área onde a Virgem fez suas 3 aparições para Juan Diego – as duas primeiras em 09 de dezembro de 1531, e a terceira no dia 10. No dia 12 de dezembro, no lugar onde falou com a virgem, Juan Diego encontrou rosas, que são consideradas a prova do milagre da aparição.
(a propósito: esse é o dia da Virgem de Guadalupe, dia 12 de Dezembro. Feriado nacional. Uma multidão de pessoas na Basílica, impossível de chegar perto). Finalmente, em 1660 foi construída uma capela, no alto de uma montanha, para comemorar as aparições – e essa é a primeira das capelas construídas.
A virgem, e o interior de sua primeira capela.
Seguiram-se várias outras (não estou seguro, mas deve ter como umas 6 igrejas lá… Não contei no dia, mas vou averiguar depois…).
O templo principal está no pátio central, logo na entrada do “parque de orações” :). É uma igreja bem bonita, apesar das colunas de sustentação, que (também não tenho certeza, mas…) devem estar lá desde o terremoto de 1983, que abalou as estruturas do templo (e de inúmeros outras construções na cidade) – tanto que é visível a inclinação se observado o piso da igreja.
Esculturas de uma das igrejas; Templo principal
As estruturas metálicas segurando a estrutura da igreja.
(há uma outra igreja, no centro da cidade, onde os estragos causados pelo terremoto são ainda mais impressionantes… Depois vou escrever sobre o centro histórico do México e ponho as fotos da “igreja inclinada”).
Há ainda uma igreja mais nova, totalmente diferente da arquitetura das outras, que foi construída para a visita do Papa João Paulo II ao México, em algum momento (não pergunte quando… hehhehe).
Igreja construída para a visita do Joao Paulo II, por fora e por dentro.
A aparição da virgem; e um sinal da imaginação fértil dos mexicanos :)
Para ver todas as fotos da visita à Basílica, clique AQUI.
Conheci nesta semana uma música bem bonitinha, chamada "Unwritten".
Ela é uma dessas canções-chiclete, que grudam na cabeça e não saem mais, até que outra música deste tipo apareça para tomar o lugar. Mas até que eu gostei da música... Digamos que ouve uma forte identificação pessoal com a letra :)
Eu coloquei este comentário em um post à parte porque queria ter certeza de que vocês dariam a atenção necessária a ele (fala sobre o gosto musical do mexicano, e tem uma música para vocês escutarem... vale beeeeeeeeem a pena ouvir).
Uma coisa bem legal é que os mexicanos valorizam muito a cultura nacional. Aqui, músicas tradicionais são bem escutadas, por todos. Mesmo pessoas de alto poder aquisitivo, que se vestem com as melhores marcas de grifes internacionais, com bom nível de educação formal (superior ou mais)… enfim, pessoas totalmente inseridas numa cultura ‘pop-global-consumista’ e aparentemente descartariam coisas muito regionalistas… até essas pessoas escutam músicas bem tradicionais mexicanas, algo próximo do sertanejo (não o sertanejo pop, mas o sertanejo de raíz!!!). Isso é engraçado, mas ao mesmo tempo muito legal, porque mostra que, mesmo cada vez mais globalizados, cosmopolitas e ricos (é um país relativamente rico, apesar das desigualdades sociais bem marcadas), os mexicanos nunca deixam de lado suas raízes.
Mas que é cafona, ah, isso é. Escuta só essa música (clique aqui para escutar, e aqui para ler a letra da música). O nome é "De rodillas te pido" ('De joelhos te peço'). Essa música, cantada por 'Los alegres de la Sierra', é um dos maiores sucessos aqui no México hoje. Em todos os lugares se escuta a música - e não há uma única vez em que se entre no metrô e não tenha um vendedor de CDs piratas tocando a música nas "mochilas cantantes" (para ler sobre as mochilas cantantes, clique aqui)
UPDATE (escrito no domingo) PS: Só para ter uma idéia da dimensão do alcance que este tipo de música tem aqui no México: ontem, sábado, eu fui a uma boate. É uma boate bem para jovens, na faixa de 22-28 anos. Apesar da entrada barata (10 reais), é uma boite que está na moda aqui no DF, parecia até bem frequentada e fica numa região boa (aliás, onde moro). E eis que, depois de muita música eletrônica e, claro, uma seqüência de reggaeton, eis que o DJ da boite começa a tocar o quê? Música nortenha - este tipo de música da qual 'De rodillas te pido' faz parte. Vejam só: em uma boite com público predominatemente jovem se ouve esse tipo de música. E não só se ouve, mas também se dança entusiasticamente! É mole ou quer mais provas de que os mexicanos têm uma veia brega beeeeeeeem forte? ;)
Olhem só as caras dos figuras que cantam a música!!! Esses bigodinhos são muito sexies, não? Hahahaha!
Rápidos comentários sobre meu aprendizado sobre o México:
andar de metrô ou "pesero" (ônibus) não é mais tão divertido. É engraçadoo começo, na primeira vez. Na segunda é apenas legal. Na terceira, você tá de saco cheio da quantidade de gente. Na quarta vez, toma um táxi, nem que te custe uma fortuna!!!
Nem que você queira, o transporte aqui vai te custar uma fortuna. Para percorrer uma distância que em São Paulo eu pagaria uns 30 reais, aqui eu não pago mais que 5 reais. (A viagem ao aeroporto custa 30 reais, e é a mesma distância em km de onde vivia na Vila Madalena ao Aeroporto de Garulhos – que me custava, no mínimo, 70 reais…). E a passagem de ônibus sai pelo mesmo preço que a passagem de metrô - 40 centavos de real… Ai, ai... Quanta diferença!
Bem, pode, sim, custar uma fortuna, nos casos em que você for enganado por algum taxista trapaceiro (tem aos montes por aqui) ou resolver ser extremamente generoso com a gorjeta do taxista - mas faça isso apenas com os taxistas bonzinhos, que trabalham com taxímetro :)
Tacos, tortas e alambres são as maiores delícias mexicanas. E o ceviche, claro - uma espécie de salada levemente picante, feita com frutos do mar… yummi, yummi… :]
Tacos e ceviche.
Gente, que emoção! Descobri que Coyoacan (onde fui assaltado e onde tive minha primeira experiência como ator) é o bairro onde gravaram a novela ‘Carrossel’. Eu nem sabia disso!!! Vou fazer uma busca na internet e descobrir mais infos sobre o bairro e a novela… E fazer um roteirão turístico ‘carrosselístico’. Quero ir à ‘Escuela Mundial’ e conhecer a professora Helena (melhor dizendo, a Maestra Jimena, o nome dela na versão em espanhol)!!!
Putz, como o pessoal daqui é feinho… Tá cada vez pior!!! De verdade, são poucos os que são amigos da beleza aqui nessa cidade… vixe! (dizem que culpa é dos ancestrais aztecas, que eram “um pouco feinhos” – mas na minha opinião eles devem ter sido a civilização mais ‘horrorível’ de todos os tempos da história do mundo! Hehehehe)
Em compensação, apesar de feinhos, os mexicanos são extremamente gentis!!! Todos (com exceção do mardito que me assaltou :P) são sempre muito educados, prestativos e bem humorados (de alguma maneira tinha que compensar a feiura, né? :P)
O México tem se tornado um país cada vez mais relevante em produção cinematográfica. Daqui saem atores mundialmente reconhecidos (como Gael Garcia Bernal e Salma Hayek), diretores consagrados (Guillermo del Toro, diretor de ‘Labirinto de Fauno’, Alejandro González Iñárritu, diretor de ‘Amores Perros’, ‘21 gramas’ e ‘Babel’, e Alfonso Cuaron, diretor dos ótimos ‘A princesinha’e ‘Filhos da Esperança’ – além do Harry Potter 3 – Prisioneiro de Azkaban) e filmes bem interessantes (como ‘E sua mãe também’, ‘Amores Peros’ e ‘Labirinto de Fauno’, que você não pode deixar de ver – o filme é ótimo). Há, obviamente, coisas estranhas (como o filme ‘A ciência do sonho’, com Gael Garcia) e baboseiras inofensivamente divertidas (como a comédia romântica ‘Cansada de beijar sapos’). Mas o bom é ver que aqui o cinema nacional é bem produzido e desperta grande interesse da população em geral.
Cartaz de 'Labirinto de Fauno'. Gael Garcia Bernal. Cartaz de 'Cansada de besar sapos'.
No último domingo vivi minha experiência mais intensa aqui no México até o presente momento: fui assaltado!
E não foi um assalto qualquer não!!! Foi um assalto a mão armada! Tá pensando o que? Que sou pouca coisa, é? :P
Foi a primeira vez que fui assaltado de verdade (já havia sido roubado uma vez, há uns 5 anos, no calçadão da Praia da Costa, em Vila Velha. Mas foi um bandido mixuruca. Ele roubou apenas 2 passes escolares de ônibus que eu tinha na carteira… hahahahhaha).
Mas esses eram ladrões profissionais… outro nível, claro. Deu até gosto de ser roubado por eles! :P
Era domingo a tarde, por volta de 13h40. Eu estava em Coyoacan (o bairro onde está aquela praça que eu paguei o mico, lembra?) indo ao Museu Frida Kahlo, que há algum tempo queria conhecer. Estava escutando música e caminhando quando, a apenas duas quadras do museu, senti uma pessoa tocando meu braço. Pensei que era alguém pedindo informação, vi a boca da pessoa mexendo (como se falando alguma coisa), mas não escutei, porque tinha os fones no ouvido. Tirei os fones:
- 'Como?', perguntei;
- Pásame todas sus cosas, rápido!
Não havia entendido bem o que ele disse – talvez porque não esperava que fora dizer aquilo –, porém, quando vi a arma em sua mão, entendi rapidinho o que estava acontecendo. Fiquei extremamente nervoso na hora, afinal foi um susto enorme. E minha única reação foi levar as mãos ao alto, numa reação instintiva ao ver a arma.
E acho que isso me salvou, porque era uma rua em que passavam alguns carros (inclusive um carro da polícia passou a 15 metros, na rua paralela, no exato momento em que fui assaltado). E acho que, com medo que alguém me visse com as mãos pro alto (sinal claro de que alguma coisa acontecia), eles (eram dois) tomaram meu iPod e me fizeram rapidamente abrir a carteira e tomaram algo como 300 pesos (30 dolares, 60 reais, mais ou menos).
Mas encarei isso como se tivesse saído no lucro, porque comigo tinha minha câmera digital, meu celular, meu cartão de crédito e meu cartão do banco… Fora que eles poderiam ter feito alguma agressão física contra mim – o que parece ser bem comum nos crimes de roubo aqui no México (roubo seguido de lesão física).
Tudo foi bem rápido e não durou mais que 30 segundos… Dali, segui pro museu. Lá, ligaram para a polícia e fui até a delegacia fazer o registro da ocorrência (disseram que naquela mesma semana uma outra turista havia sido roubada também… então fui mais pensando em aumentar a segurança da área do que em recuperar meu iPod, que sabia que já devia estar bem longe). (ah, e eu fui no carro da polícia, na parte de trás – no camburão – porque não havia bancos de passageiros, era só a ‘jaula’, hehehehe).
Mas o mais triste foi ver o quanto a polícia mexicana é parecida (nos aspectos negativos) com a polícia brasileira. Chegando na delegacia, falei com o agente de plantão que queria registrar o roubo que tinha sofrido.
- Mas o que te roubaram? Seu carro, seus cartões de crédito? (tipo… alow??? Carro???? Hahahaha)
- Não, nada disso. Roubaram meu iPod e 300 pesos.
- Hum… tem certeza de que você quer fazer a denúncia? Porque geralmente fazemos a ocorrência de roubos de valor mais significativo…
- Bem… Roubaram meu iPod, que me custou 250 dólares. E isso para mim é um valor bastante significativo. Portanto, gostaria sim de fazer o registro da ocorrência.
- Eu digo isso porque o valor é relativamente baixo, e não sei se vale a pena fazer isso…
- Olha amigo. Eu sou advogado e sei bem que tenho o direito de registrar o roubo, independente do valor. E sei a importância que isso tem para a questão de aumentar a segurança na área em torno do museu…
(ai, quando disse que era advogado, a pessoa fez uma cara de surporesa e rapidinho mudou o tom da conversa… hehehe… é incrível o valor que eles dão a títulos aqui no México… depois vou escrever sobre isso).
- Tudo bem. Só te aviso que temos muito trabalho hoje e por isso, vai demorar um pouquinho. Pode ser?
- Tudo bem. São apenas 2h30 da tarde, então tenho o dia todo para fazer isso… E olhei para os lados e não havia nada na delegacia, apenas uma televisão ligada e um policial gordinho cochilando no canto da sala.
Ele me mandou esperar na recepção porque me entregaria um formulário para preencher para registrar a ocorrência. E isso tomou exatos 45 minutos!!! Sim, 45 minutos para me entregar uma folha de papel e uma caneta para preencher um simples formulário!!! Dá pra acreditar?
Depois de mais uns 15, 20 minutos de espera, com o formulário preenchido, me chamou para uma sala, onde digitou alguns documentos e pediu que eu assinasse o B.O.. Depois, pediu que eu aguardasse um outro policial, que tomaria meu depoimento.
E se tudo até aqui parecia esdrúxulo, a coisa fica ainda pior quando chega o tal fulano que tomaria meu depoimento.
Não sei porque, mas ele parecia não acreditar que eu tinha sido roubado. Perguntou se eu tinha certeza de que não havia deixado o iPod cair na rua, se eu tinha certeza de que tinha trazido o iPod e não tinha esquecido em casa (“dããã... sim, esqueci em casa… e a música que estava escutando era captada pela antena parabólica que tenho imbutida na cabeça… :P). Só faltou perguntar se eu tinha certeza de que tinha um iPod!!!!! Absurdo…
O mesmo aconteceu com outro trainee, que teve o laptop roubado. A polícia não acreditou que ele fora roubado. Eles insinuavam que o próprio carinha tinha roubado o laptop – que na verdade era da empresa onde ele trabalhava – e que estava registrando o roubo como feito por um terceiro para manter o laptop com ele… Ridículo…
Saí da delegacia como as 5 da tarde… Encontrei Johanna e o namorado dela (‘tá namorando! Tá namorando!’ :P), que foram me buscar (‘gracias, Johy, por ser tão querida’).
O pior de tudo não foi nem ter sido roubado – que é triste, mas foi apenas uma perda material e ao menos eu estou bem fisicamente… Para mim, o pior foi a sensação ruim que segue ao roubo: um sentimento horrível de desrespeito, de violação, de impotência… Foi triste, mas estou tentando encarar isso de uma maneira positiva – pensando que poderia ter sido pior, pensando que é parte de minha experiência de viver em uma cidade monstruosamente grande e desigual como México City…
E pensando que agora estou preparado para os próximos assaltos… Afinal, a gente só aprende quando se relaciona com profissionais de verdade, como foi agora… :)
Que venham os próximos assaltos! (hehehhe… piada sem graça… :P)
Na verdade, verdadeira, não ficamos em Acapulco, Acapulco propriamente dito. Ficamos em ‘Pie de la Cuesta’, uma praia menor – porém, muito mais bonita – a apenas 8km de Acapulco (e a apenas incríveis 15 reais de taxi! Moooooito barato).
Saímos de Mexico City as 2h da manhã da sexta-feira dia 29 e chegamos lá as 8h da matina! E depois de deixar as coisas no hotel, fomos direto para a praia. Meu primeiro contato com o Pacífico, que emoção! :P
A praia onde ficamos; e meu primeiríssimo contato com o Pacífico
O restaurante onde comemos; e a vista do restaurante.
Café da manhã, com Corona e chili. E uma água-de-côco, para matar a saudade :)
A praia era bem bonita e incrivelmente azul. E fazia um dia de muito sol, belíssimo! (finalmente vesti bermudas desde que cheguei aqui! :P)
Depois de ‘desayunar’, fiquei morgando na praia, tomando um sol e mergulhando (doido pra me livrar da catarrada que obstruia meu nariz, depois de uma gripe super forte que tive na semana do Natal). E torrei… no fim do dia, já tava um camarão. E olha que eu me atochei de filtro solar!
Navio encalhado depois de uma tempestade em 2005. Vida difííííícil a nossa em Acapulco...
Depois de um espetacular pôr-do-sol(meu primeiro sob o mar do Pacífico… aliás, a primeira vez que vejo o sol se pôr pelo mar, já que no Brasil o sol nasce no mar e se pôe atrás de uma cortina enorme de concreto, formada pelos edifícios da costa…), jantamos em um restaurante bonitinho que fica na frente do mar – e é do tipo pé na areia. Super legal. E comi peixe! Ah, que saudade que eu tava… :)
Pôr do sol. Dando close, disfarçado de camarão.
No dia seguinte, chegaram os outros que faltavam para comemorar o ano novo. Na sexta eramos apenas 8, mas no sábado já éramos 20.
No sabado a tarde, fizemos um passeio de “lancha” – na verdade era um barco, desses de madeira. Mas foi super legal. Fomos a uma ilha que fica no meio de uma lagoa (enoooooooorme… navegamos como quase 1 hora para chegar até lá!). O lugar é bem bonito, meio deserto, um tipão meio 'Lost'... hehehe... Eu me senti o próprio Jack (se bem que eu estou mais pra Rodrigo Santoro, não? ahhahahahahaha). Lá, tomamos banho de lagoa e descansamos para a noite, que prometia!
Passeio de lancha. Uns chatos fazendo inveja na gente.
Pelicanos! Eram muitos! Encontramos no caminho para a ilha.
A ilha para onde fomos. Praticamente figurantes de 'LOST' :) Aqueles nos esperando são 'Os Outros' :P
Curtindo a ilha.
A noite, fomos a Acapulco. A cidade é bem legal, muito bonita, colorida e com boa infra-estrutura. Ela não tem nem de longe o glamour que os velhos filmes dos anos 60 feitos nessa praia (Elvis Presley era o rei da locação em Acapulco), mas isso não afeta em nada o climão simpático e descolado da cidade.
Depois de muito tempo apagada, fora do roteirão turístico mais descolado, Acapulco ressurgiu. Hoje, é uma praia super movimentada, cheia de turistas e gente jovem. E parece vira o point de todo mundo que é bonito na Cidade do México (e que se escondem de mim, porque até agora, não vi muita gente bonita aqui não… :P)
A noite, em Acapulco, fomos à ‘Paradise’, um ‘antro’ (boite) super legal, vários ambientes. Em cima, era uma pista de dança ao ar livre, com vista para o mar. Abaixo, havia um restaurante, uma área de esportes (bungee-jump) e uma pista de dança in-door (não tão in-door assim: só tinha um teto, e nada de parede; tudo dava vista para o mar), onde ficavam as pessoas que pagavam pelo ‘open-bar’ (a de cima pagava por bebida, a de baixo era tudo liberado… loucura!!!). E logo mais a frente, estava a praia, com espreguiçadeiras para quem quisesse relaxar entre uma música e outra. Logicamente, fomos para a pista de baixo – a do open bar. A entrada, que normalmente custaria 100 reais para homens, saiu por menos de 40 – isso porque causamos um verdadeiro conflito entre dois vendedores de ingressos, que disputaram a venda para nosso grupo, centavo por centavo. Um baixava alguns pesos, o outro fazia uma oferta melhor, seguida de outra oferta mais baixa, do primeiro. Até que um deles chegou ao preço mínimo e o outro desistiu! Hahaha
Entrando na boate, eu jurei que não ia tomar nada (estava tomando remédios, pra uma gripe super forte que tive). Na entrada eu até perguntei se podia pagar menos, já que não ia beber (logicamente que a mulher morreu de rir e disse não).
Porém… como resistir a um open-bar em Acapulco, cheio de tequilas, piñas coladas, margaritas, malibus, 'sex on the beach', 'sex on the shower', 'sex on the desert' (e 'sex on' mais um monte de lugares, cada um mais esquisito que o outro. Tinha até 'sex on my face'!!! Vixe... Mas esse era bom... hehehe...) e mais um monte de outras bebidas super se oferecendo para mim (praticamente dizendo "me toma, me toma, me toma!")? Não tinha como resistir… até porque não tinha refrigerante nem água no bar, então tinha que ser álcool mesmo – até para tomar a dose de remédio da meia noite!
E o negócio subiu forte!!! Foi uma noite louca… Teve reggaeton, salsa, merengue, uns outros tipos de dança que não conheço… e muita música eletrônica/dance. E teve table dance, numa performance já antológica – e realizada por ninguém menos que eu!
Foi uma noite suuuuuuuper divertida! Não bebi muito, de verdade… Devo ter bebido apenas uns 3 drinks, não mais que isso… Mas foi super legal, me diverti pra caramba. Descobri na Alexia uma parceira para loucuras (gente, ela é a mais louca de todas as loucas que eu já conheci na minha vida!!!) e dei origem a uma nova medição de grau de alcoolismo (mais bêbado que Filipe em Acapulco/menos bêbado que Filipe em Acapulco) – apesar de não estar bêbado.
E foi legal também porque agora todas as festas tenho presença super requisitada. Não há mais festa em DF que não conte com minha presença (e quando não vou, todos reclamam, dizendo q a festa está chata – e ligam para mim, implorando para que vá para a festa. E não importa se são 2h da manhã, eles vêm me buscar para ir pra festa! Hahahaha).
A galera, antes de entrar na boite. Eu, no restaurante da boite.
As loucas me atacando! Alexia 'chup-chup'; com Alexia e Yahaira.
Alexia, a mais doida de todas; eu fazendo 'chão-chão-chão' com a Wanda. No dia seguinte, tava todo mundo só no bagaço. Então dormimos até mais tarde, porque a noite era noite de Reveillon!
A noite fomos para Acapulco, em uma praia looooooooonge pra caramba, pagando uma fortuna de taxi, porque disseram que haveria fogos e uma festa muito massa. Sim, havia fogos e sim, havia uma festa. Mas a festa era fechada (para os hóspedes de um hotel 5 estrelas na praia onde fomos) e os fogos foram beeeeeeeeeem michuruca; tipo, mal mal duraram 5 minutos! (ah, Rio de Janeiro…).
Confesso que não foi nada de especial… Na verdade, foi 'riponga' demais pro meu gosto... Imagina, uma pessoa fina como eu, acostumado a frequentar as festas mais chiques da high-society capixaba... hahhahaha...
Mas também eu não tinha muitas expectativas, já que estava morrendo de cansaço pelo dia anterior, a gripe tinha piorado um pouco e eu tinha voltado a tomar remédios, então não ia beber (me fizeram prometer tomar uma taça de champagne na virada do ano… mas… que champagne??? Hahahaha a galera ficou bêbada é com bacardi, não teve nem as borbulhas do champagne… nem o cheirinho :P).
Foi muito mais divertida a ‘viagem’ até a praia (busão lotado, em plena noite de 31 de dezembro!) do que o reveillón em si… Mas foi legal… estava com pessoas muito queridas (como Johy) e bem legais (como os demais), de quem me tornei mais próximo depois do Natal e desses dias loucos em Acapulco...
Bagunça no busão no ano novo. Na praia, recebendo o ano em estilo riponga. Fogos de artifícios - tão rápidos que nem deu tempo de tirar uma foto comigo, só a Johy teve sorte... :[
No dia 01, juntamos todas as tralhas e fomos embora… Foi triste deixar Acapulco… sabia que seria muito ruim sair daquele calor delicioso de 35º e chegar nesse frio horroroso de 5º aqui em Mexico City… Mas tá tranquilo. Muito em breve vou voltar a Acapulco… Bem, assim espero. :)
Todas as fotos de Acapulco (eu disse TODAS, inclusive as 'proibidas'), estão disponíveis no álbum. Para ver, clique aqui.
No dia 25 de Dezembro, acordamos bem cedinho, tipo 6h30 da manhã (“Obrigado, Wanda!”) para irmos a Hidalgo.
Iamos visitar uns amigos da Wanda, una panamenha que está fazendo seu intercâmbio aqui. Wanda nos disse que seus amigos haviam a convidado para passear de cavalo e fazer outras coisas, conhecer a cidade, etc e tal… e todos gostamos da idéia e nos oferecemos para ir juntos! E fomos todos para Hidalgo – eu, Julia, Johanna, Hanna e Wanda. Putz… que buraco! Sabe aqueles filmes de faroeste que mostram uma cidadezinha minúscula do interior do México? Pois então… bem-vindo a Hidalgo!
Hidalgo
A cidade fica apenas a 1h30 do DF (muito perto para os padrões mexicanos; mas para mim isso é longe… bem longe), a cidade não tem nada… Bem, tem sim. Tem uma coisa muito legal. E que fez valer a viagem até a cidade. Tem uma família muito louca que conhecemos lá (a família de um dos amigos de Wanda). Vixe, que bando de doidos!!! Chegamos lá e a casa estava uma zona (mais do que já parecia ser normalmente). A mesa estava cheeeeeeeeia de comidas da noite anterior. E não estavam apenas nas panelas, não! Estavam espalhadas por toda a mesa (“sabe como é casa com criança pequena, né?”, diziam). Muito hospitaleiros, nos ofereceram um café da manhã. E como dizer não??? De repente, estava na nossa frente um enorme prato com arroz, macarrão e uma carne assada e recheada com nozes – obviamente o que sobrara da ceia de Natal da família… hehehe. A família era bem grande, conheci umas 10 pessoas, mais ou menos… Mas o mais figura de todos era o pai…. Vixe, o cara devia ter como uns 60-70 anos, mas era doidinho. Nos ofereceu fumo (uma erva psicotrópica que os índios fumavam antigamente), falava palavrão, zoava da esposa (de uma maneira respeitosa, claro, mas muito engraçado) e tirava sarro até da mãe dele, uma senhora de uns 90 anos (“não gosta de beber, mas gosta de uma mota, né, velha?” – mota significa fumo, maconha… ou seja, entregou a velha pra todo mundo! Hahahaha). Eram uns loucos adoráveis. Super simpáticos e receptivos. E com ótimas sugestões de turismo na cidade - quando perguntado que podiamos fazer na cidade, disse para passar na casa de uma fulana, porque ela ia ensinar umas ‘groserias’ (palavrões) para a gente! Hahaha. Depois fomos a outra casa, de outra família, mais normal… E em seguida fomos passear pela cidade… Mas para ver alguma coisa, ver movimento, tivemos que ir a outro lugar, uma meia hora distante de Hidalgo… que também não tinha nada de especial, mas enfim, foi um passeio legal.
A outra cidade, que esqueci o nome :)
Feira livre na outra cidade. Cozinhando no meio da rua.
Feira livre. Lá é possível encontrar de tudo!!!
Quanto ao passeio de cavalos, não aconteceu, infelizmente… Mas o passeio a Hidalgo valeu por sair um pouco de DF (ver alguma coisa diferente, mesmo que o diferente seja nada) e por ter conhecido as pessoas mais engraçadas e loucas que conheci no México até agora.
Contrariando todas minhas expectativas, meu Natal foi super legal! :)
Como disse num post anterior, estava um pouco triste e ansioso, porque para mim Natal é uma festa para ser celebrada em família – da qual estou um pouco longe - ou de pessoas queridas – que ainda não tinha aqui no México, já que não me sentia próximo o suficiente de nenhum dos trainees para querer muito passar o Natal com eles (exceto Johanna, claro, minha musa :])
Eu e Julia (alemã); Johanna (colombiana) e Ruben (espanhol).
No entanto, foi uma bem especial. Estavamos em 20 pessoas, mais ou menos, quase todos internacionais e sem família aqui no México. Cada um levou para a ceia um prato típico de seu país (e proporcionou que descobrissemos que a batata é um ingrediente típico de todos os países do mundo, porque quase todos fizeram salada de batata – a única coisa que mudava era o nome, pois os ingredientes eram os mesmos! Hahahaha) Os participantes da 'Cena de Navidad del Castillo'
A mesa, com alguns dos pratos.
O 'champagne' (na verdade, Crida Cerezer :P) e o brinde ao Natal.
Eu fiz duas sobremesas. Fiz rabanada (pela primeira vez na minha vida - e foi super fácil. Não lembrava de ter comido aquilo antes, apesar de ser super típico do Natal do Brasil) e uma outra sobremesa chamada Terrini, uma espécie de bolo de sorvete com creme chantily – que ficou suuuuuuuuuuper gostoso e que, graças à receita descoberta no “Terra Culinária” (numa busca super criteriosa, cujos únicos requisitos eram que fosse uma coisa fácil, rápida e barata de fazer :)), me proporcionou o título de “melhor prato do Natal 2006” :P
Uau… quem diria, hein? Para uma pessoa que, até pouco tempo atrás, tinha como únicas experiencias culinárias fritar hamburguer, fazer pipoca no microondas e fazer gelatina, até que foi um resultado muito bom, não? ;)
E ah! Fiz uma descoberta super importante: percebi que o que estraga o Natal é a Simone!Putz… nada como um Natal sem aquelas músicas! (se bem que aqui eles não tem Simone, mas tem o Luiz Miguel, com seu disquinho de Natal… mas até que passa por um Natal, apenas :P)
O que sobrou do terrini (mas só sobrou porque eu escondi :P) e 'Paleta Payaso', uma gostosura feita de marshmelow e muito açúcar! :)
Quando você perguntar sobre Xochimilco a algum chilango (os nascidos na Cidade do México), provavelmente eles tentarão te explicar a cidade da seguinte maneira: - Xochimilco é a Veneza mexicana! Nada mais falso do que isso!!! :P A única semelhança entre Xochimilco e Veneza é a existência de canais navegáveis. E pára por aí! :P As coloridas 'trajineras' e os canais navegáveis, 'à lá Veneza' Xochimilco é uma área onde se pode conhecer a Cidade do México como ela era em seus tempos pré-hispânicos. A Cidade do México era uma grande lagoa, que foi aterrada aos poucos pelos aztecas, através dos conhecidos sistemas de ‘chiampas’, que eram, a grosso modo, como pequenos aterros que faziam, cercando um pedaço de água com toras de madeira e enchendo de terra, criando um espaço onde podiam viver e plantar. A Cidade do México foi toda aterrada, e o grande lago que existia aqui antigamente, desapareceu por completo (aliás, essa é uma das razões por DF ser uma cidade tão plana. Além de uma questão cultural, os prédios são baixos também pela ‘fragilidade’ que tem o subsolo. Aqui raramente se vê construções altas, maiores de 4 andares… bem, mas bem raramente). Porém, em Xochimilco, ainda se pode ver como eram feitos os aterros com as chiampas. E é bem interessante (e finalmente entendi tudo o que estudei sobre história americana pré-hispanica, mas nunca havia compreendido de fato :P). Para entender as chiampas: imagens das laterais dos canais.
A cidade é uma cidade pequena, meio que de interior, mas, como tudo no México, é bem colorida e cheia de sons e olores! Tudo bem que alguns desses cheiros são bem desagradáveis – os canais são extremamente poluídos e cheiram super mal –, mas o passeio vale a pena. O passeio é feito em TRAJINEIRAS, que são como chamam umas pequenas barcas, usadas nos canais, todas muito coloridas – ou seja, bem ao estilo mexicano! O passeio completo dura como 3 horas, entre ida e volta. No meio do caminho, cruza-se com todos os tipos de “ambulantes”, que, dentro de pequenos barcos individuais, cruzam os canais oferecendo ‘serenatas’ mariachis para casais e turistas (a troco de uma ‘módica’ quantia de 10 reais por canção) e vendendo desde artesanatos com o nome da cidade até petiscos (tacos, quesadillas e cia, todos feitos dentro das trajineiras, no canal… pode me chamar de fresco, mas não tive coragem de comer lá… hahahha). Fizemos o passeio em 3 – eu, Hanna e Johanna. Ou seja, a turma de sempre. Porém, o legal é ir um grupo maior, levar música e comida, e passar o dia no barquinho, fazendo a festa. Parece ser um programa legal… É a farofada do DF! Johanna, eu e Hanna.
Os vendedores ambulantes: mariachis, fotografia, flores e comida.
Depois do passeio, passamos pelo mercadinho da cidade. Lá foi a vez da Hanna fazer a festa. A menina resolveu fazer feira em Xochimilco, comprar tomate, batata, frutas… E olha que estavamos bem longe de casa, e tinhamos que tomar um trem em horário de pico para voltar (sábado a noite é horario cheio no metrô aqui no México… é incrível a quantidade de pessoas nesse horário!). O engraçado é que não podia escolher os produtos: se quisesse comprar tomates, tinha que aceitar o que o feirante colocava na sacola, e se quisesse escolher, pagava o dobro do preço. Espertinhos, não?? Mas o melhor era o estilão do mercadão. Parecia uma feira ao ar livre. Super engraçado. Via-se de tudo, de fitas cassete (há milhões de anos não via essas fitas… ehehhe… E eram músicas de álbuns super ‘lançamento’, ou seja, ainda se faz fita cassete aqui no México!!!) a perus vivos (talvez porque era pouco antes do Natal, mas não duvido muito de que se voltamos à Xochimilco agora, também veríamos alguns exemplares da ave no meio do mercado) e plantas carnívoras!!! (sim, isso mesmo. Planta carnívora! Aquela que come insetos, sabe qual?) Esse México… cada vez mais supreendente, cada vez mais engraçado… Mercadoria: perus, fitas cassetes e plantas carnívoras!
Para ver todas as fotos de Xochimilco,clique aqui.