'Ay
Caramba!' Yo
me llamo
Filipe Balbi,
um 'cabrón' brasileiro atualmente vivendo na Cidade do
México, numa experiência de
trabalho (representando no México a AIESEC Internacional).
Esse é meu blog, onde conto todas minhas
impressões, aventuras e desventuras na terra dos Aztecas e dos Maias,
da Tequila
e dos mariachis!
Vixe, só falei dos clichês, né? Mas o
México é muito mais que isso... Leia o blog e
descubra o México (através de meus olhos e de
minhas experiências neste país encantador)
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e
por Jota
Schuler, a
mente criativa e
perversa por trás do template deste blog. Valeu, Jota. Sua
tequila tá garantida!
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
Te mando flores...
Eu tenho ouvido muita música em espanhol desde que cheguei aqui - acho que pode ser uma boa maneira de forçar ainda mais o aprendizado do idioma. :)
E aqui no México a variedade de sons que se ouve nas ruas é bem grande - vai desde música ao vivo tocada por mariaches a música eletrônica que se ouve nos barzinhos pela rua, passando, é claro, por eles, astros mexicanos - Thalia e REBELDES.
Uma dessas músicas, "Te mando flores", é uma de minhas preferidas. Ela é bem legal... A única questão é que não é mexicana :P
Quem canta é Fonseca, um cantor colombiano.
TE MANDO FLORES Fonseca
Te mando flores que recojo en el camino Yo te las mando entre mis sueños Porque no puedo hablar contigo Y te mando besos En mis canciones Y por las noches cuando duermo Se juntan nuestros corazones
Te vuelves aire Si de noche hay luna llena Si siento frio en la mañana Tu recuerdo me calienta Y tu sonrisa Cuando despiertas Mi niña linda yo te juro Que cada dia te veo mas cerca
Y entre mis sueños dormido Trato yo de hablar contigo Y sentirte cerca de mi Quiero tenerte en mis brazos Poder salir y abrazarte Y nunca mas dejarte ir
Quiero encontrarte en mis sueños Que me levantes a besos Ningun lugar está lejos Para encontrarnos los dos Dejame darte la mano Para tenerte a mi lado Mi niña yo te prometo Que sere siempre tu amor No te vayas por favor
Te mando flores que recojo en el camino Yo te las mando entre mis sueños Porque no puedo hablar contigo Y voy preparando 10.000 palabras Pa´convencerte que a mi lado Todo será como soñamos
Y entre mis sueños dormido Trato yo de hablar contigo Y sentirte cerca de mi Quiero tenerte en mis brazos Poder salir y abrazarte Y nunca mas dejarte ir
Quiero encontrarte en mis sueños Que me levantes a besos Ningun lugar está lejos Para encontrarnos los dos Dejame darte la mano Para tenerte a mi lado Mi niña yo te prometo Que sere siempre tu amor No te vayas por favor
Te mando flores pa que adornes tu casa Que las mas rojas esten siempre a la entrada Cada mañana que no les falte agua Bien tempranito levantate a regarlas
A cada una puedes ponerle un nombre Para que atiendan siempre tu llamada Rosita linda puede ser la mas gorda La margarita que se llame Mariana
Em Julho deste ano, o México foi às urnas para escolher seu novo presidente, que sucederá Vicente Fox, que governa o país desde 2000.
Concorriam basicamente dois candidatos:
Felipe Calderon, do partido do governo, perfil conservador;
Andres Manuel Lopez Obrador, da oposição, partido de esquerda.
A campanha toda foi bastante disputada, com trocas de insultos dos dois lados. E o resultado foi uma vitória do candidato do governo, Felipe Calderon, por uma supreendente diferença de menos de 1% dos votos!
E ai começou a polêmica, porque no México não há segundo turno e, como a votação é manual (cédula de papel), a contagem de votos é feita por amostragem.
Isso deu margem para o candidato derrotado pedir ao Tribunal Eleitoral mexicano a recontagem dos votos – o que foi feito, sem resultar em diminuição significativa dos votos do ganhador.
Obrador alega que em algumas zonas de votação apresentavam mais votos nas urnas do que o número de eleitores registrado. Ele e seus aliados também afirmam ter provas de fraudes no processo. Entre outras coisas, eles apresentaram um vídeo em que um homem supostamente estaria colocando votos – presumidamente favoráveis ao seu adversário – na urna de votação (logicamente o TSE deles rejeitou as alegações, dizendo que as imagens tinha sido “mau-interpretadas”).
O fato é que, depois de disputas judiciais, Calderon foi finalmente confirmado como vitorioso – e se prepara para assumir a cadeira presidencial dia 01 de dezembro.
Porém, o candidato derrotado surtou.
Em protesto contra o resultado final das eleições, ele fechou por DOIS MESES a principal avenida da Cidade do México, atrapalhando o trânsito por ali (!!! – imaginem o Alckmin acampando na Avenida Paulista por 2 meses depois de sua derrota, para impedir o trânsito! Seria o caos, não? Pois foi o que aconteceu aqui). E nada foi feito para removê-lo dali, porque ele é do mesmo partido que o prefeito da capital :S
Além disso, o maluco estendeu por várias semanas uma ENORME bandeira na principal praça (Zocalo) da cidade do México. Mas se você pensou que era uma bandeira do México, se enganou: era uma bandeira da UNIÃO SOVIÉTICA!!
(tipo, "hello!!! Se situa no tempo, Obrador!" :P)
Como se tudo isso fosse pouco, ele deu sua cartada final nesta segunda-feira, dia 20 de novembro, feriado nacional no México pelo Dia da Revolução (como o 7 de setembro deles).
Nesta segunda-feira, o sr. Andres Manuel Lopez Obrador, candidato derrotado nas eleições presidenciais mexicanas, liderou uma cerimônia não-oficial de tomada de posse!!! Ele foi empossado por um Senador da República e teve até juramento e faixa presidencial!
Durante o evento, Obrador disse que estava iniciando um “governo paralelo”, empossou seus ministros e prometeu fazer tudo o que fosse possível para impedir o governo de Calderon, a quem chama de neo-facista.
O evento contou com a participação de mais de 100.000 pessoas. Contudo, o apoio a Obrador já foi maior – tão maior que ele quase foi eleito presidente! Hoje as pessoas, mesmo seus eleitores, o vêem um pouco como louco. Até mesmo seus conselheiros políticos dizem que sua idéia de criar um governo alternativo é politicamente irresponsável.
Agora, resta saber como é que as coisas vão ficar a partir de 01 de Dezembro, quando o México passar a ter dois “presidentes” “legitimamente eleitos e oficialmente empossados”…
para ver fotos do evento de posse do "Presidente Obrador", no ultimo dia 20, clique aqui
Algumas pessoas me conhecem tão bem que estavam até me perguntando porque estava demorando tanto pra eu pagar meu primeiro mico aqui no México :P
A verdade é que ele já aconteceu – e não demorou nem nem uma semana!!!
Domingo, dia 12 de novembro. Estava apenas no meu QUARTO dia no México – era meu primeiro final de semana, então queria sair pra conhecer algo (estava fazendo muito frio, e no sábado choveu muito – ou seja, preso em casa no primeiro findi por aqui :S).
Sai com Daniela (alemã, diretora nacional de Recursos Humanos da AIESEC no Mexico), o namorado dela (esqueci o nome dele… :P) e Haydy (ou qualquer coisa assim… ela é colega da Dani, alemã também, e veio passar um tempo no México a passeio).
Fomos para Plaza Coyoacan, uma praça que tem todo fim de semana uma feira suuuper movimentada, onde se vende e faz absolutamente de tudo. Lá você pode encontrar de balas de pimentas a bonequinhos de luta livre, de camisetas grafadas com a palavra 'México' a casacos de frio… Lá você pode fazer cursos de artesanato (alí mesmo, no meio da feira) ou até colocar um piercing, se quiser (ali, no meio da feira, numa barraquinha… uuuuuhhhhhh).
Mas a principal atração da praça – a que mais chama a atenção das pessoas que visitam o local – são as apresentações públicas de artistas de ruas. Palhaços, piadistas, mímicos… artistas se revezam no espaço que existe no meio da praça e apresentam seus números para toda a gente que fica ali ao redor.
Pois bem… Chegamos à praça no tal domingo. Tomamos um café e começamos a rodar. O pessoal parou pra ver o show de um ‘palhaço’ que estava se apresentando na hora. Obviamente a apresentação era em espanhol. Só que eu ainda não tinha me acostumado com a velocidade da fala deles aqui – eles falam velocidade máxima, diga-se de passagem :P – e eu não tava entendendo muitas das piadas do palhaço – sabia apenas que estava encenando com VOLUNTÁRIOS a história da Chapeuzinho Vermelho.
Beleza… sem entender tudo – e não muito interessado –, comecei a observar as pessoas em volta da praça, as barracas, o movimento em geral, sem prestar NENHUMA atenção pra peça ou pro palhaço.
Pois foi quando, no exato momento em que meus olhos se voltaram para o “picadeiro” (hehehe… pra área onde ele estava atuando), vejo aquela coisa de nariz vermelho apontando na minha direção. Obviamente nem passou por minha cabeça que fosse comigo! Tanto que até olhei pra trás pra ver quem era o azarado que ia lá pro meio pagar mico. O único problema era que não havia ninguém atrás de mim. Ou seja, o palhaço estava apontando era pra mim mesmo! Shit!!!
Subitamente, um buraco enorme se abriu no mar de gente que me separava do palhaço (acho que era a vez das pessoas terem a mesma reação que eu, olhar pra trás e ver quem era o azarado) – e ficamos ali, eu e ele, frente a frente.
Minha primeira ação após o susto foi pedir pro pessoal dizer a ele que eu não falava espanhol.
- Não fala espanhol? Não tem problema. Do you speak english? (Fala inglês?) - Sim, eu falo –respondi, em inglês.
- Bem, não importa. Eu não falo inglês, mas vem assim mesmo.
E, do nada, eu comecei a ser empurrado pela multidão para a arena. E lá estava eu, no meio da praça, para interpretar o LENHADOR – ou guarda-bosques em espanhol – na encenação da peça Chapeuzinho Vermelho.
E o FDP começou me zoando:
- Bem… agora que temos o Salsicha, precisamos do Scooby-Doo. Algum voluntário?
Ha. Ha. Ha. Muito engraçado. (UAHUahuHA… o pior é que eu achei maaaaassa a tirada dele! Muito boa! Hahahah).
Já que estava lá, resolvi confessar pra ele que entendia espanhol, desde que ele falasse devagar. Ai começamos a interação: - Como se chama?
- Filipe.
- Quantos anos?
- 24.
- De onde é?
- Do Brasil.
E aí foi a festa. O palhaço sambou, cantou samba e falou um monte de coisas num portuñol pior que o meu :)
Não sei direito, não entendi tudo, mas sei que ele fez um monte de piadas sobre mim (hehehehe).
E começamos a encenação – eu e mais quatro pobres vítimas escolhidas por ele lá na praça (a chapeuzinho, a vovó, o lobo mau e o ajudante do lenhador – que não sei de onde ele tirou esse personagem, mas… :P)
No final, ao invés de matar e estripar o lobo, o palhaço mandou que eu fizesse o lobo dizer: “eu prometo nunca mais fazer isso novamente”. - Agora, você, lenhador. Repete comig. Eu prometo…
- Eu premeto…. - repeti - …nunca mais…
-…nunca mais…- continuei. - … voltar ao México! -completou o palhaço.
FDP!!!! :P
E o pior é que eu estava mais preocupado em pronunciar corretamente o que ele ia pedir pra eu dizer do que propriamente com o conteúdo da frase… E não é que, sem pensar, eu repeti?
E o povo foi às gargalhadas…
Bem… tenho que confessar que ADOREI a brincadeira. Foi super divertida. Cheguei ao México do jeito que eu gosto – aparecendo... BRILHANDO :P (HAUhauHAUhauA… que horror! Quem não me conhece até pensa que eu sou assim mesmo!)
Tem vídeos também, mas esses não podem ser exibidos aqui – tem que estreiar primeiro nos cinemas, para que eu possa concorrer ao Oscar no ano que vem. E olha que eu tenho chances, viu? :P
O metrô do México é enorme: são 11 LINHAS (!!!) no total, com mais de 200 km de linha que cruzam toda a cidade! E o melhor de tudo é o preço: 2 pesos! (algo como R$0,40!!). Faz ou não faz inveja? Aff….
Porém, nem tudo são flores. Todos os dias, cerca de 8 milhões de passageiros usam este meio de transporte. Dá pra imaginar o caos que é, né?
Peguei o metrô pela primeira vez num sábado a noite.
Primeiro, fiquei impressionado com a quantidade de gente que tinha (era como em SP em um dia de semana, por volta das 9h, 10h da manhã!!!). Nos horários de pico, as estações lotam (todas as manhãs milhões de pessoas usam o metrô, principalmente entre 9h e 10h da manhã!) e, como a cidade é enorme, é possível passar horas sobre os trilhos até o destino.
Segundo, com o empurra-empurra que é quando um trem para na estação. Vocês não tem noção do que é aquilo. A multidão sai empurrando quem quer que esteja pela frente, não importa se é velho, criança ou deficiente físico! Um desespero pra entrar no metrô que só vendo! Fiquei com medo, achei que tava acontecendo alguma coisa séria, como um arrastão (hHAUahuHAU).
(pena que não pode usar câmera fotográfica dentro das estações, senão eu faria um videozinho pra vocês verem).
O comércio informal é tão (ou mais) presente como no Brasil. No metrô, é possível encontrar vendedores de tudo quanto é coisa, desde balas e chicletes a livros de tabuada e ufologia (!), passando, é claro, pelos CDs e DVDs – piratas, óbvio!
Os de CD e DVDs são uma atração à parte: carregam nas costas uma mochila alto-falante que entoa o disco à venda. Tem uns mais moderninhos que tem até um monitorzinho para mostrar os DVDs que estão sendo vendidos!
É um comércio clandestino e ilegal, obviamente. Mas tudo é muito engraçado! Nunca vi isso no Brasil e acho que faria um sucesso danado se alguém começasse isso por lá.
Quem sabe não tenha descoberto aqui uma oportunidade de negócios pra quando eu voltar pro Brasil?
Eis me aqui no México, e já por praticamente uma semana!
Uma das coisas que mais me perguntaram desde que eu cheguei aqui é se eu estranhei alguma coisa na Cidade do México, se fiquei assustado com a quantidade de gente, com o tamanho da cidade… mas até que não – esse tempo morando em São Paulo foi como uma preparação/ transição para a experiência aqui no México.
São Paulo e Cidade do México tem muito em comum. A começar pelo tamanho. São duas cidades enormes, mas a hermana mexicana se supera: imagine São Paulo elevada à enésima potência, com mais gente, mais trânsito e mais confusão. Então você chegou perto do que é a Cidade do México.
Mas só perto, porque Mexico City consegue ser ainda mais caótica! Andar na rua é um desafio! Nas calçadas, tropeça-se em homens tocando realejos e altares à Virgem de Guadalupe, a principal santa do país. O México é um país bem religioso – tanto ou mais que o Brasil! Aqui predomina a religião católica e em tudo que é esquina tem uma igreja,
O trânsito aqui é bem pesado (muitos carros na rua) e as regras de trânsito não são muito obedecidas - ou, se bobear, até desconhecidas! Os motoristas não respeitam muitos os semáforos, parece não existir muita diferença entre “vermelho” e “verde” (e quem respeita ouve chingamentos sobre pelo menos 4 gerações de sua família!). Isso faz do simples ato de cruzar um semáforo uma aventura e tanto. Mas acho que não se compara ao caos que é a Índia. :)
Às vezes, no meio dessa confusão, é difícil saber para onde andar ou olhar. Nesse caso, a melhor coisa é achar um café, tomar um “helado” (os mexicanos tomam muito sorvete, até mesmo em épocas frias, como agora) ou uma água de jamaica (refresco feito com a flor do hibisco), respirar fundo e voltar à confusão!
Uma das coisas que mais me chamou a atenção até agora foi a comida. Tudo o que eu sabia sobre a culinária mexicana era:
que ela era uma das cinco maiores/mais famosas cozinhas do mundo (junto com a Turca, Chinesa, Francesa e Italiana).
que aqui se come pimenta com comida (e não comida com pimenta J) e que ela é usada até no café da manhã.
Eu jurava que ia sofrer horrores com a comida aqui e que meu estômago ia explodir de tanta gastrite. Mas sabe que eu estou até gostando? A comida aqui é MARAVILHOSA! O cheiro de comida pelas ruas as vezes enjoa, mas são um convite para não parar de comer! E o que são aqueles TACOS, meu Deus!
Taco é um prato tipicamente mexicano e fundamental na gastronomia local. Onde quer que você vá pela cidade, é possível encontrar tacos, seja em traillers que vendem apenas tacos (que hamburgueres, que nada!), seja em casas especializadas em tacos ou até mesmo restaurantes de luxo. Ele é tido como um tipo de “fast food”, mas é muito mais saudável e gostoso que qualquer sanduíche do MacDonald’s.
Os tacos são feitos com uma tortilla enrolada e recheada, e que se come com a mão mesmo. O recheio pode ser feito com praticamente qualquer tipo de carne e/ou verdura – e, logicamente, é acompanhado de ‘salsa’, os temperos picantes.
Há muitos tipos de tacos, tem de tudo quanto é recheio – e o meu favorito são os TACOS AL PASTOR, que leva carne de porco temperada com naranja, vinagre e pimenta. Dizem que é uma adaptação do KEBAB turco – ou seja, não consegui fugir do Kebab (que, por ser gostoso e barato, era o que eu comia praticamente toooooodos os dias enquanto estive na Europa :P).
Num breve resumo, assim é a Cidade do México: excessivamente colorida, excessivamente grande, muito religiosa, suja, muita gente pobre nas ruas, com cheiro de comida por todos os lados, com muita gente nas ruas, trânsito absolutamente desordenado… enfim, absolutamente ADORÁVEL!
Estou apenas começando a conhecer a cidade, mas tenho certeza de que terei momentos inesquecíveis aqui.
Durante os últimos meses, convivi muito intensamente com um grupo muito especial de pessoas. Moravamos juntos, trabalhavamos juntos, nos divertiamos juntos... Foram praticamente minha segunda família durante este tempo.
Para os que não os conhecem, permitam-me apresentá-los a todos vocês.
Meus hosts, o MC team Atrás: Rod, Ju, Barbara e Coelho. Na frente: Araz (minha chefe - ela não é do time, só tá de intrusa na foto :]), Irina, Gabiru e Maurício.
Este é o time do MC (diretoria nacional da AIESEC no Brasil). Com eles eu convivi praticamente todos os dias desde agosto, quando mudei pra SP.
Fora estes sete, há duas pessoas mais que tornavam a casa mais divertida:
Essas duas estonianas me proporcionaram momentos divertidíssimos em SP... como as panquecas do domingo a noite, os convites inesperados para cafés da manhã, as sessões de filmes de documentários baixados na internet, a furada que era a saída na sexta a noite (um clube de dança de salão onde a maioria ultrapassava os 50 :P)...
Por tudo isso foi tão especial a festinha de despedida que organizaram para mim na minha última semana no Brasil.
(veja mais fotos da festinha no meu Yahoo Photos. Clique aqui)
Três meses e meio. 103 dias. 2,472 horas. Esse foi o tempo em que fiquei sem escrever no meu blog...
Quanta coisa pode acontecer durante três meses e meio?
Eu te asseguro: MUITA COISA!
Nos últimos meses muita coisa aconteceu em minha vida... Foi uma reviravolta total. Algumas pessoas acompanharam minhas aventuras através de conversas via email ou MSN (ou telefone, no caso específico da minha família, apesar de minha mãe sempre reclamar que eu não ligo pra casa pra dar notícias :P).
Porém, para situar todos vocês para os próximos posts, vamos a um rápido RESUMÃO da odisséia até agora.
Maio.2006. Eu estava quieto no meu canto, pronto pra sair da AIESEC e me dedicar a faculdade, quando soube de um cargo em nível internacional - oportunidade que não poderia perder (leia mais aqui, em inglês), mesmo tendo que trancar a faculdade. Candidatei-me, fui selecionado e, em 12 dias, estava Holanda para as sessões de transição e planejamento, no escritório da AIESEC Internacional (em Rotterdam), com Araz ("a chefe" :)), Piret (a colega de trabalho) e Oriana (a antecessora da Araz na função dela).
Junho.Julho.2006. Um mês em Rotterdam (de 15 de junho a 15 de julho) para a tal transição e planejamento (relato em inglês aqui). Conheci os times da AI, 05-06 e 06-07, muito legais. Participei de vários team dinners com eles, inclusive cozinhei em um deles (fiz feijoada, com feijão em lata! Veja a história em inglês clicando aqui). Assisti aos jogos da Copa do Mundo num ambiente completamente diferente. Revi amigos queridos (Laura, Audrey), conheci muita gente legal (Marya em Maastrich, Vija e Jen em Bruxelas, Yovin e Kevin em Rotterdam, o pessoal da AI, o MC da França...) e conheci muitos lugares legais (Paris, Bruxelas, Bruges, Amsterdam, Rotterdam, Haia, Maastricth, etc...) nos países por onde passei (Holanda, Belgica e França).
Julho-Agosto.2006. Voltei pro Brasil. 15 dias em Vitória e 15 dias em São Paulo. Meu vôo foi direto pra Vitória, onde fiquei até 02/8 (e nem pude ir à praia, pois estava muito frio... inverno :[ ). Cheguei a SP no dia 02 de agosto e fui morar com o MC (diretoria nacional) da AIESEC no Brasil. Conheci a Triinu, a segunda estoniana da minha vida. Revi a Juliana, a segunda colombiana mais querida (Johanna, você ainda é minha número 1; te espero no Mexico, baby ;)). Fiquei mais próximo da Piret (a estoniana #1). E quase fiquei louco, achando que não ia pro IC (International Congress) da AIESEC, na Polônia, por falta de $tempo$ :P (não estava encontrando passagem barata: graças à quebra da Varig, o preço das passagens pra Europa subiram assustadoramente! Não encontrava passagens por menos de 2.500 dólares... impossível. Mas deu tudo certo, e no dia 19 de agosto estava embarcando rumo ao meu primeiro Congresso Internacional!
Agosto-Setembro.2006. Depois de muita procura, encontrei uma passagem a um preço "viável" (1.800 dolares :S) que me levaria de São Paulo até Varsóvia. Infelizmente não diretamente - foi uma perigrinação (o percurso foi: São Paulo - Lisboa - Madri - Colônia (alemanha), de avião. Colônia-Berlim-Varsóvia, de trem). Muito tempo, muito cansativo. Mas foi legal, conheci muita gente interessante (conheci uma menina judia, de Israel, que morava com o namorado na Alemanha, em Stutgart. Fui toda a viagem de Colônia a Berlim conversando com ela sobre várias coisas relacionadas à cultura judaica, aprendi um monte de coisas e vi como os judeus ainda não se entendem perfeitamente com os alemães e como anti-semitismo ainda é um problema (e sério) na Alemanha, agravado ainda mais na última década com o surgimento de vários grupos neo-nazistas. Não lembro o nome dela, acho que era Matah. Só lembro que ela musicista e tocava oboé numa orquesta alemã e não aceitava de jeito nenhum tocar peças de Richard Wagner). Em Berlim, conheci uma cidade linda (uma das mais bonitas que eu vi!, apesar do clima ainda meio pesadão que a cidade ainda tem por causa dos tempos do nazismo e da divisão pelo muro... Onde quer que você vá em Berlim, há alguma coisa que te faça lembrar do passado da cidade e do povo alemão) e revi o Arne e a Annika, amigos que vieram fazer um intercâmbio no Brasil em 2004 (o Arne no Rio e a Annika em Vitória). Em Varsóvia (Polônia), participei do IC, a maior conferência da AIESEC! 800 pessoas, de quase 100 países diferentes, trabalhando juntas durante 12 dias... Uma experiência fantástica! Vou entrar em mais detalhes depois, em um próximo post (talvez :P). Visitei mais lugares legais (Berlim, Varsóvia, Cracóvia, Auschwitz, Praga, Budapeste, Viena, Colônia e Madri), revi pessoas queridas (Alice! Annika! Toni! e muitos AIESECos que conheci no Expro em Vitoria) e conheci muita gente legal (AIESECos, como Agatah e Ines, do board do CEE, e não AIESECos, como o Miro, esloveno que conheci em Budapeste e que deve ir pro Brasil em Junho). E ah! E fui ao show da Madonna em Praga!, que é possível resumir em uma palavra, PERFEITO! Mas isso é uma história que vai ficar para um próximo post (que escreverei com certeza!).
Setembro-Novembro.2006. De volta a Sao Paulo dia 15 de Setembro. O que deveria ser uma estada de 15 dias, acabou virando quase dois meses! E tudo culpa do bendito visto pro México! Foi uma novela (e mexicana!) conseguir este visto. Tive que ir - sem brincadeira! - 9 vezes ao Consulado do Mexico (5 vezes no Consulado de Sao Paulo e mais 4 vezes no Consulado do Rio de Janeiro). Briguei com a mulher do Consulado de Sao Paulo (quando pediu um documento completamente esdrúxulo - uma declaração de que eu sou estudante assinada pelo reitor da minha universidade em Vitória e com firma reconhecida em São Paulo!), quase fiquei maluco com o cara do Rio de Janeiro quando "negou" meu visto porque queria uma declaração assinada por meus pais (os dois juntos!) falando que arcariam com todas as minhas despesas no México (e eu tenho salário pra que? :P). Mas deu tudo certo e consegui o visto - de trabalho e por 3 meses, mesmo tendo pedido o visto de estudante por 6 meses! :P Porém, ficar mais tempo em São Paulo foi muuuuuuito bom. Fiquei mais próximo ainda de amigos queridos (Piret, Triinu, Marcus, Ju), fiquei mais próximo do MC Brazil (grandes amigos que foram praticamente minha família durante este tempo :)), conheci pessoas legais (Frank, de Vitória, que só vim a conhecer de verdade, em toda sua loucura, em Sao Paulo; e a dupla paraense Jessé e Charles, duas figuras super legais), tive que ir ao Rio de Janeiro forçadamente e ficar lá por uns dias por causa do visto (que chato! :)) e até fui ao show do Robbie Williams na praça da Apoteose (RJ)! Foi um período bem especial... talvez o mais gostoso até agora! :)
E eis-me aqui, agora, no México, desde quinta-feira 09 de novembro, iniciando um novo período da minha vida. Dessa vez, passarei mais tempo (ficarei quase 6 meses) e, portanto, poderei passear mais, conhecer mais a cultura do país e sobre o estilo de vida dos mexicanos. E, claro, aprender espanhol! :)
Nos próximos posts falarei mais dos meus primeiros dias aqui no México, além de apresentar minha nova "família".
Depois de um longo, longo inverno, eis que surge novamente a vida! :P
Há alguns meses eu criei um blog, este que você está lendo, com a intenção de compartilhar com meus amigos algumas das minhas experiências pessoais, de trabalho e também coisas interessantes (ou não!) que eu tenha visto ou pensado.
Porém, confesso que não tive muita disciplina para manter o blog. Muita coisa acontecendo, e tive que priorizar meu tempo para outras atividades.
Contudo, apesar de não dedicar tempo algum a isso, conquistei alguns leitores fiéis (e anônimos) que visitavam meu blog com freqüência muito maior que a de publicação dos posts aqui. Não sei quem são os doidos, mas durante estes três meses de inatividade deste blog, cerca de 150 pessoas diferentes visitavam meu blog mensalmente. Quem são essas pessoas, esses heróis da resistência :P, só Deus sabe... Se estiverem lendo esta mensagem, por favor se identifiquem :)
Além disso, muita coisa tem acontecido que vale a pena compartilhar com vocês. Por tudo isso, resolvi reativar esse blog:
Ladies and gentlemen, Bem-vindos (novamente)
ao meu blog!
Estamos de volta, porém com uma pequena mudança: a partir de agora, o blog será escrito em português.
A intenção da mudança é a mesma de quando, em Julho, decidi escrever o blog em inglês: atingir um número maior de pessoas. Porém, agora, quero que as mensagens sejam lidas por aqueles que realmente me importam, família e amigos, e muitos deles não falam inglês.
To the people that doesn't speak portuguese, i'm sorry for this change. I hope you see this as a challenge to learn my language :)