filipe balbi blog

El perfil del Mariachi


'Ay Caramba!'
Yo me llamo Filipe Balbi, um 'cabrón' brasileiro atualmente vivendo na Cidade do México, numa experiência de trabalho (representando no México a AIESEC Internacional). Esse é meu blog, onde conto todas minhas impressões, aventuras e desventuras na terra dos Aztecas e dos Maias, da Tequila e dos mariachis!  

Vixe, só falei dos clichês, né? Mas o México é muito mais que isso... Leia o blog e descubra o México (através de meus olhos e de minhas experiências neste país encantador)

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e por Jota Schuler, a mente criativa e perversa por trás do template deste blog. Valeu, Jota. Sua tequila tá garantida!

Sexta-feira, Março 02, 2007

Guadalajara, Guadalajara, Guadalajaaaaaaara!

Em meia hora vou começar minha viagem de fim de semana :)

Agora, o passeio da vez é a famosa cidade de Guadalajara!

Sim, vou conhecer a terra de origem dos mariachis e da tequila!

Volto na segunda a noite, e na próxima semana contarei tudo aqui. Isso se eu sobreviver à visita a fábrica de tequila, claro.

Hasta pronto, amigos!




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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Centro histórico: Templo Mayor

TEMPLO MAYOR
Zócalo foi, em tempos pré-hispânicos, um grande centro cerimonial para os Aztecas Tenochtitlán. Conhecido como Teocalli, este centro foi construído em algum momento entre os séculos 14 e 15. No entanto, com a dominação espanhola, o local foi parcialmente destruído e completamente aterrado, utilizando-se, inclusive, pedras das ruínas de Teocalli e de outras construções aztecas.

E até a metade do século 20, Zócalo era mais um amontoado de barracas tipo de camelô e menos uma praça aberta, como hoje.

E tudo isso permaneceu aterrado até 1978, quando trabalhadores da companhia de energia da Cidade do México, escavando a área para reparação da rede elétrica, encontraram por acaso um enorme disco de pedra, pesando 8 toneladas, que representava a Deusa azteca Coyolzauhqui (vixe…). Foi então que tomou-se a decisão de demolir dezenas de prédios coloniais antigos e escavar a área, resultando na descoberta do enorme e belíssimo templo azteca, adormecido por centenas de anos abaixo de muitos metros de construção.

Diz-se que o Templo Mayor foi construído exatamente onde os aztecas viram a imagem que os guiou por todo um período de peregrinação em busca do lugar onde deveriam se assentar. Eles identificariam esse lugar – que pensavam ser nada menos que o centro do universo – através de uma imagem (uma águia, com uma serpente presa em suas garras, parada sobre um cactus) que foi visualizada em um sonho por um dos guerreiros líderes dos aztecas – e, diga-se se passagem, essa imagem é hoje um dos maiores símbolos nacionais mexicanos.

No sítio, que abriga um ótimo museu, é possível ver as múltiplas camadas de construção. Assim como em Teotihuacán e demais construções sagradas em Tenochtitlán, a construção do Templo Mayor foi iniciada em 1375 e expandida inúmeras vezes, aumentando-se a base para crescer verticalmente. E, claro, cara ‘reforma na casa’ era acomanhada pelo sacrifício de guerreiros capturados. A maior (e penúltima) reforma foi em 1487. Estima-se que mais de 20.000 vítimas foram sacrificadas para comemorar o fato, numa cerimônia que durou quatro dias inteiros!!!

Quando os europeus chegaram, haviam duas grandes pirâmides de mais de 40 metros – que, obviamente, foram destruídas. Hoje, o que se vê são ruínas das diferentes fases da construção do templo (e não sobrou nada da última fase de construção do templo, a qual foi vista pelos conquistadores espanhóis quando chegaram por aqui).

As ruínas foram transformadas em um museu, onde se podem ver peças para sacrifícios feitos no templo, além de ter uma boa perspectiva geral da civilização azteca, incluindo seu sistema de agricultura por chinampas, seu sistema de governo e comércio, suas crenças, guerras e sacrifícios.

Site oficial do Museu Templo Mayor: www.conaculta.gob.mx/templomayor


Sítio arqueológico do Museu Templo Mayor. No meio da cidade, entre muitos outros prédios históricos.


Ruínas do sítio, e a enorme pedra com representação da Deusa Coyolzauhqui, peça que foi encontrada em escavações e que motivou a criação do Museu.


Artefatos arquelógicos dos aztecas.

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Centro histórico: Palácio de Bellas Artes e Torre Latino Americana

PALÁCIO DE BELLAS ARTES

Palácio de Bellas Artes (vista aérea, da Torre Latino Americana)

Edifício cuja história remete ao período do Porfiriato, quando surgiu entre a alta sociedade mexicana uma tendência de imitar o estilo e costumes europeus na vida cotidiana e nos modelos arquitetônicos. Disso resultou a vontade de construir um novo Teatro Nacional. Assim, demoliu-se o que existia anteriormente para construir o que hoje é o belíssimo Palácio de Bellas Artes.

Projeto de um arquiteto italiano que incorporou ao projeto os melhores elementos dos melhores teatros do mundo naquela época, a construção do edifício duraria quatro anos, porém tomou exatos 30 anos. Mas valeu a pena, penso eu.

O prédio é famoso por sua bela fachada, toda em mármore branco, por sua cúpula, em cores e por uma impressionante cortina de mosaicos de cristal, feita pela Tiffany de Nova York (a famosa joalheria), com mais de um milhão de peças de cristal.

Hoje em dia, o Palácio de Bellas Artes é considerado um dos maiores e mais importantes teatros do mundo, e desde sua fundação tem sido um dos centros culturais mais importantes do México.


TORRE LATINO-AMERICANA
A Torre Latinoamericana é um dos edifícios mais emblemáticos do México, por sua localização central, sua altura (quase 200 metros, em 44 andares) e sua história.

Considerada durante vários anos o edifício mais alto do México e da América Latina, a Torre é um motivo de orgulho para os ‘chilangos’, uma vez que durante sua construção rompeu vários recordes em engenharia, utilizando tecnologia mexicana, e também por ter resistido, sem sofrer nenhum dano, aos terremotos de 1957 e de 1985 (o prédio se encontra em uma área sísmica de alta atividade; além disso, o solo do local tem uma composição lodosa, uma vez que ali existia o Lago Texcoco).


A Torre Latino Americana. Na imagem da direita, uma simulação de onde a Torre estaria localizada no Lago Texcoco (a construção central é a cidade Azteca de Tenochtitlán, destruída pelos espanhóis, e onde hoje está localizada a praça Zócalo)


A destruição causada por terremotos, e a Torre Latino Americana, impune à destruição.

No alto dos seus 44 andares, está um mirante, de onde se pode ter uma vista muito legal da Cidade, em todas as direções. E, dali, fica nítido como a Cidade do México é uma cidade plana: diferente de São Paulo, onde há uma grande concentração de prédios muito altos, aqui eles são exceções, predominando uma ‘paisagem de concreto’ mais plana, o que permite ver toda a cidade e também os montes que a cercam (isso, claro, quando a poluição permitir enxergar a mais de 10 metros de distância).


A cidade vista do alto da Torre

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Centro histórico: Palácio Nacional e Catedral Metropolitana

PALÁCIO NACIONAL

O Palácio Nacional é um prédio imponente, que abriga os gabinetes presidenciais do México, a Secretaria da Fazenda e impressionantes murais feitos (por quem mais?) Diego Rivera (o marido da Frida).

Em princípio, o local abrigava a casa Montezuma, o lendário imperador asteca, que foi completamente destruída pelo conquistador Hernán Cortés em 1521 e reconstruída como uma enorme ‘arena’, onde os visitantes poderiam se diverter com ‘toradas’. Porém, mais tarde, a Coroa Espanhola comprou o local para construir a casa do Vice-Rei da Nova Espanha. Demolido e reconstruído em 1692, o prédio permanece até hoje tal qual foi construído naquela época.

O prédio fica cheio, cheio, cheio de turistas que vão ali para ver os murais do artista mexicano Diego Rivera. Trata-se de uma série de murais, que tem como destaque um que fica nas escadarias que levam ao segundo andar, onde estão todos os outros. Nesse mural principal, Rivera condensa a história do México separando os vilões (colonizadores e capitalistas) dos heróis (revolucionários e povos pré-colombianos). Os outros murais, espalhados pelos corredores, retratam cenas indígenas, como a vida nos mercados, a produção de pulque, bebida fermentada de maguey, a planta que dá origem à tequila, e mulheres tecendo.


As escadarias e o painel principal.


O prédio visto por dentro, e um dos outros painéis.


CATEDRAL METROPOLITANA

Catedral Metropolitana da Cidade do México (na praça Zócalo).

A Catedral Metropolitana da praça Zócalo é conhecida por ser a maior da América Latina – sua construção começou em 1573 e tomou mais de dois séculos para ser finalizada.

O templo, erguido em semelhança aos de Toledo e Granada, foi construído em estilo barroco, com uma basílica em três naves dedicada à Virgem Maria, cuja ascensão é representada num enorme painel bem no centro da igreja.

Porém, além de ser enorme e ter altares barrocos de confundir os olhos, a Catedral impressiona por estar totalmente torta. Como foi construído sobre as ruínas dos templos Aztecas – que, por sua vez, foram erguidos sobre o lago Texcoco –, o prédio tem afundado em algumas partes desde sua construção, resultado em fissuras e rachaduras na estrutura. E ao entrar no prédio, é possível observar, em um enorme corredor, que as colunas pendem para um lado. Dá uma agonia ver as pilastras inclinadas, ainda que seja uma coisa não muito rara de ser ver no México (cuja história foi marcada por grandes terremotos no século 20, que deixaram muitas construções – principalmente os prédios históricos – em uma posição que não é exatamente a vertical :P)


Uma igreja próxima a Zócalo, impressionantemente inclinada.


Rachaduras e remendos no teto e paredes da construção.

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Zócalo – onde tudo começou

O melhor lugar para começar a conhecer a Cidade do México é exatamente o lugar onde tudo isso começou. O Centro Histórico da cidade tem como marco central a principal praça da cidade, a Plaza Zócalo, e se estende por muitas quadras, em todas as direções.

Zócalo: a praça vista da Torre Latino Americana.

Declarado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, a área apresenta impressionantes ruínas de sítios aztecas e também estruturas coloniais e pre-revolucionárias, um legado de incomparável riqueza e importância que a cidade teve um dia.

O coração da Cidade é, de fato, a ‘Plaza de la Constituición’, também conhecida como ‘Zócalo’, que significa ‘centro, base’ em algum idioma que não sei qual :P. Está tudo ali: um templo asteca, uma catedral da Nova Espanha, murais de Diego Rivera, prédios históricos, muitas pessoas e milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo.

(Detalhe curioso: o nome Zócalo, a princípio usado apenas para essa praça específica na Ciudad de México, passou a ser adotado informalmente por muitas outras cidades mexicanas para designar suas praças principais. Não importa aonde; em qualquer lugar que você for no México, há uma praça chamada Zócalo – e pode apostar que é ponto de referência na cidade).

Em torno de Zócalo surgiu e cresceu a Cidade, sendo que as principais construções estão na área do Centro Histórico. Porém, há alguns pontos/‘sights’ que se destacam aos demais. Os próximos posts, da série “Ciudad de México: Centro Histórico”, vão tratar sobre esses locais.


Um dia tranquilo no Centro Histórico da Cidade do México.


Uma apresentação folclórica em Zócalo. E eu fazendo carão para a foto, dando close de Azteca :P

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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Basílica de Guadalupe

Uma dos traços mais fortes da cultura mexicana é a religiosidade.

México é um dos principais países católicos do mundo (parece que é o segundo, logo atrás do Brasil). E isso se manifesta na grande adoração à famosa “Virgem de Guadalupe”, de quem tanto ouvimos falar nas orações do Cirilo do Carrossel, entre uma lamúria e outra da Maria Mercedez/Maria do Bairro/Marimar, ou na novela América, quando a Sol sofria agarrada à imagem da Santa…

A verdade é que, como disse num post anterior, aqui no México a Virgem de Guadalupe é onipresente: em praticamente toda esquina da Cidade do México, é possível ver imagens da Virgem em altares super decorados. E eu não estou exagerando quando digo “praticamente toda esquina”: no ônibus, o motorista faz uma pequena oração para ela antes de partir (e eu faço outra, pedindo pra ela ouvi-lo e não deixar que nada aconteça no louco trânsito mexicano :P); nas casas de famílias, é comum ver pequenos altares dedicados à Padroeira nacional; até nas igrejas, só dá ela! (na que tem perto da minha casa, quase não tem imagem de outro santo, só dela…)

E o ápice de toda esta devoção é possível sentir de uma maneira muito forte na Basílica de Guadalupe. É impressionante o tamanho do local, que não é apenas uma igreja, mas sim várias igrejas numa mesma área – um verdadeiro complexo religioso (ou como disse Christoph, o amigo suiço, “praticamente a Disney católica!”. E faz sentido… não duvido nada que deva ter mais ou menos o mesmo público que a Disney. Estava super cheio no dia que fomos lá…)

A capela está construída nas imediações da área onde a Virgem fez suas 3 aparições para Juan Diego – as duas primeiras em 09 de dezembro de 1531, e a terceira no dia 10. No dia 12 de dezembro, no lugar onde falou com a virgem, Juan Diego encontrou rosas, que são consideradas a prova do milagre da aparição.

(a propósito: esse é o dia da Virgem de Guadalupe, dia 12 de Dezembro. Feriado nacional. Uma multidão de pessoas na Basílica, impossível de chegar perto).


Finalmente, em 1660 foi construída uma capela, no alto de uma montanha, para comemorar as aparições – e essa é a primeira das capelas construídas.


A virgem, e o interior de sua primeira capela.


Seguiram-se várias outras (não estou seguro, mas deve ter como umas 6 igrejas lá… Não contei no dia, mas vou averiguar depois…).

O templo principal está no pátio central, logo na entrada do “parque de orações” :). É uma igreja bem bonita, apesar das colunas de sustentação, que (também não tenho certeza, mas…) devem estar lá desde o terremoto de 1983, que abalou as estruturas do templo (e de inúmeros outras construções na cidade) – tanto que é visível a inclinação se observado o piso da igreja.



Esculturas de uma das igrejas; Templo principal


As estruturas metálicas segurando a estrutura da igreja.

(há uma outra igreja, no centro da cidade, onde os estragos causados pelo terremoto são ainda mais impressionantes… Depois vou escrever sobre o centro histórico do México e ponho as fotos da “igreja inclinada”).

Há ainda uma igreja mais nova, totalmente diferente da arquitetura das outras, que foi construída para a visita do Papa João Paulo II ao Mé
xico, em algum momento (não pergunte quando… hehhehe).



Igreja construída para a visita do Joao Paulo II, por fora e por dentro.


A aparição da virgem; e um sinal da imaginação fértil dos mexicanos :)



Para ver todas as fotos da visita à Basílica, clique AQUI.

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Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Ano Novo em Acapulco!!!!

Uhuuuuuuuuuu!!! Reveillon em Acapulco!!!

Na verdade, verdadeira, não ficamos em Acapulco, Acapulco propriamente dito. Ficamos em ‘Pie de la Cuesta’, uma praia menor – porém, muito mais bonita – a apenas 8km de Acapulco (e a apenas incríveis 15 reais de taxi! Moooooito barato).

Saímos de Mexico City as 2h da manhã da sexta-feira dia 29 e chegamos lá as 8h da matina! E depois de deixar as coisas no hotel, fomos direto para a praia. Meu primeiro contato com o Pacífico, que emoção! :P


A praia onde ficamos; e meu primeiríssimo contato com o Pacífico


O restaurante onde comemos; e a vista do restaurante.


Café da manhã, com Corona e chili. E uma água-de-côco, para matar a saudade :)

A praia era bem bonita e incrivelmente azul. E fazia um dia de muito sol, belíssimo! (finalmente vesti bermudas desde que cheguei aqui! :P)

Depois de ‘desayunar’, fiquei morgando na praia, tomando um sol e mergulhando (doido pra me livrar da catarrada que obstruia meu nariz, depois de uma gripe super forte que tive na semana do Natal). E torrei… no fim do dia, já tava um camarão. E olha que eu me atochei de filtro solar!



Navio encalhado depois de uma tempestade em 2005. Vida difííííícil a nossa em Acapulco...

Depois de um espetacular pôr-do-sol (meu primeiro sob o mar do Pacífico… aliás, a primeira vez que vejo o sol se pôr pelo mar, já que no Brasil o sol nasce no mar e se pôe atrás de uma cortina enorme de concreto, formada pelos edifícios da costa…), jantamos em um restaurante bonitinho que fica na frente do mar – e é do tipo pé na areia. Super legal. E comi peixe! Ah, que saudade que eu tava… :)


Pôr do sol. Dando close, disfarçado de camarão.

No dia seguinte, chegaram os outros que faltavam para comemorar o ano novo. Na sexta eramos apenas 8, mas no sábado já éramos 20.

No sabado a tarde, fizemos um passeio de “lancha” – na verdade era um barco, desses de madeira. Mas foi super legal. Fomos a uma ilha que fica no meio de uma lagoa (enoooooooorme… navegamos como quase 1 hora para chegar até lá!). O lugar é bem bonito, meio deserto, um tipão meio 'Lost'... hehehe... Eu me senti o próprio Jack (se bem que eu estou mais pra Rodrigo Santoro, não? ahhahahahahaha). Lá, tomamos banho de lagoa e descansamos para a noite, que prometia!


Passeio de lancha. Uns chatos fazendo inveja na gente.


Pelicanos! Eram muitos! Encontramos no caminho para a ilha.


A ilha para onde fomos. Praticamente figurantes de 'LOST' :) Aqueles nos esperando são 'Os Outros' :P


Curtindo a ilha.

A noite, fomos a Acapulco. A cidade é bem legal, muito bonita, colorida e com boa infra-estrutura. Ela não tem nem de longe o glamour que os velhos filmes dos anos 60 feitos nessa praia (Elvis Presley era o rei da locação em Acapulco), mas isso não afeta em nada o climão simpático e descolado da cidade.

Depois de muito tempo apagada, fora do roteirão turístico mais descolado, Acapulco ressurgiu. Hoje, é uma praia super movimentada, cheia de turistas e gente jovem. E parece vira o point de todo mundo que é bonito na Cidade do México (e que se escondem de mim, porque até agora, não vi muita gente bonita aqui não… :P)

A noite, em Acapulco, fomos à ‘Paradise’, um ‘antro’ (boite) super legal, vários ambientes. Em cima, era uma pista de dança ao ar livre, com vista para o mar. Abaixo, havia um restaurante, uma área de esportes (bungee-jump) e uma pista de dança in-door (não tão in-door assim: só tinha um teto, e nada de parede; tudo dava vista para o mar), onde ficavam as pessoas que pagavam pelo ‘open-bar’ (a de cima pagava por bebida, a de baixo era tudo liberado… loucura!!!). E logo mais a frente, estava a praia, com espreguiçadeiras para quem quisesse relaxar entre uma música e outra.

Logicamente, fomos para a pista de baixo – a do open bar. A entrada, que normalmente custaria 100 reais para homens, saiu por menos de 40 – isso porque causamos um verdadeiro conflito entre dois vendedores de ingressos, que disputaram a venda para nosso grupo, centavo por centavo. Um baixava alguns pesos, o outro fazia uma oferta melhor, seguida de outra oferta mais baixa, do primeiro. Até que um deles chegou ao preço mínimo e o outro desistiu! Hahaha

Entrando na boate, eu jurei que não ia tomar nada (estava tomando remédios, pra uma gripe super forte que tive). Na entrada eu até perguntei se podia pagar menos, já que não ia beber (logicamente que a mulher morreu de rir e disse não).

Porém… como resistir a um open-bar em Acapulco, cheio de tequilas, piñas coladas, margaritas, malibus, 'sex on the beach', 'sex on the shower', 'sex on the desert' (e 'sex on' mais um monte de lugares, cada um mais esquisito que o outro. Tinha até 'sex on my face'!!! Vixe... Mas esse era bom... hehehe...) e mais um monte de outras bebidas super se oferecendo para mim (praticamente dizendo "me toma, me toma, me toma!")? Não tinha como resistir… até porque não tinha refrigerante nem água no bar, então tinha que ser álcool mesmo – até para tomar a dose de remédio da meia noite!

E o negócio subiu forte!!! Foi uma noite louca… Teve reggaeton, salsa, merengue, uns outros tipos de dança que não conheço… e muita música eletrônica/dance. E teve table dance, numa performance já antológica – e realizada por ninguém menos que eu!

Foi uma noite suuuuuuuper divertida! Não bebi muito, de verdade… Devo ter bebido apenas uns 3 drinks, não mais que isso… Mas foi super legal, me diverti pra caramba. Descobri na Alexia uma parceira para loucuras (gente, ela é a mais louca de todas as loucas que eu já conheci na minha vida!!!) e dei origem a uma nova medição de grau de alcoolismo (mais bêbado que Filipe em Acapulco/menos bêbado que Filipe em Acapulco) – apesar de não estar bêbado.

E foi legal também porque agora todas as festas tenho presença super requisitada. Não há mais festa em DF que não conte com minha presença (e quando não vou, todos reclamam, dizendo q a festa está chata – e ligam para mim, implorando para que vá para a festa. E não importa se são 2h da manhã, eles vêm me buscar para ir pra festa! Hahahaha).


A galera, antes de entrar na boite. Eu, no restaurante da boite.


As loucas me atacando! Alexia 'chup-chup'; com Alexia e Yahaira.


Alexia, a mais doida de todas; eu fazendo 'chão-chão-chão' com a Wanda.

No dia seguinte, tava todo mundo só no bagaço. Então dormimos até mais tarde, porque a noite era noite de Reveillon!

A noite fomos para Acapulco, em uma praia looooooooonge pra caramba, pagando uma fortuna de taxi, porque disseram que haveria fogos e uma festa muito massa. Sim, havia fogos e sim, havia uma festa. Mas a festa era fechada (para os hóspedes de um hotel 5 estrelas na praia onde fomos) e os fogos foram beeeeeeeeeem michuruca; tipo, mal mal duraram 5 minutos! (ah, Rio de Janeiro…).

Confesso que não foi nada de especial… Na verdade, foi 'riponga' demais pro meu gosto... Imagina, uma pessoa fina como eu, acostumado a frequentar as festas mais chiques da high-society capixaba... hahhahaha...

Mas também eu não tinha muitas expectativas, já que estava morrendo de cansaço pelo dia anterior, a gripe tinha piorado um pouco e eu tinha voltado a tomar remédios, então não ia beber (me fizeram prometer tomar uma taça de champagne na virada do ano… mas… que champagne??? Hahahaha a galera ficou bêbada é com bacardi, não teve nem as borbulhas do champagne… nem o cheirinho :P).

Foi muito mais divertida a ‘viagem’ até a praia (busão lotado, em plena noite de 31 de dezembro!) do que o reveillón em si… Mas foi legal… estava com pessoas muito queridas (como Johy) e bem legais (como os demais), de quem me tornei mais próximo depois do Natal e desses dias loucos em Acapulco...


Bagunça no busão no ano novo. Na praia, recebendo o ano em estilo riponga. Fogos de artifícios - tão rápidos que nem deu tempo de tirar uma foto comigo, só a Johy teve sorte... :[


No dia 01, juntamos todas as tralhas e fomos embora… Foi triste deixar Acapulco… sabia que seria muito ruim sair daquele calor delicioso de 35º e chegar nesse frio horroroso de 5º aqui em Mexico City… Mas tá tranquilo. Muito em breve vou voltar a Acapulco… Bem, assim espero. :)


Todas as fotos de Acapulco (eu disse TODAS, inclusive as 'proibidas'), estão disponíveis no álbum. Para ver, clique aqui.


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Hidalgo

No dia 25 de Dezembro, acordamos bem cedinho, tipo 6h30 da manhã (“Obrigado, Wanda!”) para irmos a Hidalgo.

Iamos visitar uns amigos da Wanda, una panamenha que está fazendo seu intercâmbio aqui.

Wanda nos disse que seus amigos haviam a convidado para passear de cavalo e fazer outras coisas, conhecer a cidade, etc e tal… e todos gostamos da idéia e nos oferecemos para ir juntos! E fomos todos para Hidalgo – eu, Julia, Johanna, Hanna e Wanda.

Putz… que buraco!

Sabe aqueles filmes de faroeste que mostram uma cidadezinha minúscula do interior do México? Pois então… bem-vindo a Hidalgo!

Hidalgo
A cidade fica apenas a 1h30 do DF (muito perto para os padrões mexicanos; mas para mim isso é longe… bem longe), a cidade não tem nada…

Bem, tem sim. Tem uma coisa muito legal. E que fez valer a viagem até a cidade. Tem uma família muito louca que conhecemos lá (a família de um dos amigos de Wanda).

Vixe, que bando de doidos!!! Chegamos lá e a casa estava uma zona (mais do que já parecia ser normalmente). A mesa estava cheeeeeeeeia de comidas da noite anterior. E não estavam apenas nas panelas, não! Estavam espalhadas por toda a mesa (“sabe como é casa com criança pequena, né?”, diziam).

Muito hospitaleiros, nos ofereceram um café da manhã. E como dizer não??? De repente, estava na nossa frente um enorme prato com arroz, macarrão e uma carne assada e recheada com nozes – obviamente o que sobrara da ceia de Natal da família… hehehe.

A família era bem grande, conheci umas 10 pessoas, mais ou menos… Mas o mais figura de todos era o pai…. Vixe, o cara devia ter como uns 60-70 anos, mas era doidinho. Nos ofereceu fumo (uma erva psicotrópica que os índios fumavam antigamente), falava palavrão, zoava da esposa (de uma maneira respeitosa, claro, mas muito engraçado) e tirava sarro até da mãe dele, uma senhora de uns 90 anos (“não gosta de beber, mas gosta de uma mota, né, velha?” – mota significa fumo, maconha… ou seja, entregou a velha pra todo mundo! Hahahaha).

Eram uns loucos adoráveis. Super simpáticos e receptivos. E com ótimas sugestões de turismo na cidade - quando perguntado que podiamos fazer na cidade, disse para passar na casa de uma fulana, porque ela ia ensinar umas ‘groserias’ (palavrões) para a gente! Hahaha.

Depois fomos a outra casa, de outra família, mais normal… E em seguida fomos passear pela cidade… Mas para ver alguma coisa, ver movimento, tivemos que ir a outro lugar, uma meia hora distante de Hidalgo… que também não tinha nada de especial, mas enfim, foi um passeio legal.




A outra cidade, que esqueci o nome :)


Feira livre na outra cidade. Cozinhando no meio da rua.


Feira livre. Lá é possível encontrar de tudo!!!

Quanto ao passeio de cavalos, não aconteceu, infelizmente… Mas o passeio a Hidalgo valeu por sair um pouco de DF (ver alguma coisa diferente, mesmo que o diferente seja nada) e por ter conhecido as pessoas mais engraçadas e loucas que conheci no México até agora.

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Xochimilco - o México pré-hispânico

Quando você perguntar sobre Xochimilco a algum chilango (os nascidos na Cidade do México), provavelmente eles tentarão te explicar a cidade da seguinte maneira:

- Xochimilco é a Veneza mexicana!

Nada mais falso do que isso!!! :P

A única semelhança entre Xochimilco e Veneza é a existência de canais navegáveis. E pára por aí! :P

As coloridas 'trajineras' e os canais navegáveis, 'à lá Veneza'

Xochimilco é uma área onde se pode conhecer a Cidade do México como ela era em seus tempos pré-hispânicos.

A Cidade do México era uma grande lagoa, que foi aterrada aos poucos pelos aztecas, através dos conhecidos sistemas de ‘chiampas’, que eram, a grosso modo, como pequenos aterros que faziam, cercando um pedaço de água com toras de madeira e enchendo de terra, criando um espaço onde podiam viver e plantar.

A Cidade do México foi toda aterrada, e o grande lago que existia aqui antigamente, desapareceu por completo (aliás, essa é uma das razões por DF ser uma cidade tão plana. Além de uma questão cultural, os prédios são baixos também pela ‘fragilidade’ que tem o subsolo. Aqui raramente se vê construções altas, maiores de 4 andares… bem, mas bem raramente).

Porém, em Xochimilco, ainda se pode ver como eram feitos os aterros com as chiampas. E é bem interessante (e finalmente entendi tudo o que estudei sobre história americana pré-hispanica, mas nunca havia compreendido de fato :P).