filipe balbi blog

El perfil del Mariachi


'Ay Caramba!'
Yo me llamo Filipe Balbi, um 'cabrón' brasileiro atualmente vivendo na Cidade do México, numa experiência de trabalho (representando no México a AIESEC Internacional). Esse é meu blog, onde conto todas minhas impressões, aventuras e desventuras na terra dos Aztecas e dos Maias, da Tequila e dos mariachis!  

Vixe, só falei dos clichês, né? Mas o México é muito mais que isso... Leia o blog e descubra o México (através de meus olhos e de minhas experiências neste país encantador)

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e por Jota Schuler, a mente criativa e perversa por trás do template deste blog. Valeu, Jota. Sua tequila tá garantida!

Sexta-feira, Março 02, 2007

Guadalajara, Guadalajara, Guadalajaaaaaaara!

Em meia hora vou começar minha viagem de fim de semana :)

Agora, o passeio da vez é a famosa cidade de Guadalajara!

Sim, vou conhecer a terra de origem dos mariachis e da tequila!

Volto na segunda a noite, e na próxima semana contarei tudo aqui. Isso se eu sobreviver à visita a fábrica de tequila, claro.

Hasta pronto, amigos!




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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Centro histórico: Templo Mayor

TEMPLO MAYOR
Zócalo foi, em tempos pré-hispânicos, um grande centro cerimonial para os Aztecas Tenochtitlán. Conhecido como Teocalli, este centro foi construído em algum momento entre os séculos 14 e 15. No entanto, com a dominação espanhola, o local foi parcialmente destruído e completamente aterrado, utilizando-se, inclusive, pedras das ruínas de Teocalli e de outras construções aztecas.

E até a metade do século 20, Zócalo era mais um amontoado de barracas tipo de camelô e menos uma praça aberta, como hoje.

E tudo isso permaneceu aterrado até 1978, quando trabalhadores da companhia de energia da Cidade do México, escavando a área para reparação da rede elétrica, encontraram por acaso um enorme disco de pedra, pesando 8 toneladas, que representava a Deusa azteca Coyolzauhqui (vixe…). Foi então que tomou-se a decisão de demolir dezenas de prédios coloniais antigos e escavar a área, resultando na descoberta do enorme e belíssimo templo azteca, adormecido por centenas de anos abaixo de muitos metros de construção.

Diz-se que o Templo Mayor foi construído exatamente onde os aztecas viram a imagem que os guiou por todo um período de peregrinação em busca do lugar onde deveriam se assentar. Eles identificariam esse lugar – que pensavam ser nada menos que o centro do universo – através de uma imagem (uma águia, com uma serpente presa em suas garras, parada sobre um cactus) que foi visualizada em um sonho por um dos guerreiros líderes dos aztecas – e, diga-se se passagem, essa imagem é hoje um dos maiores símbolos nacionais mexicanos.

No sítio, que abriga um ótimo museu, é possível ver as múltiplas camadas de construção. Assim como em Teotihuacán e demais construções sagradas em Tenochtitlán, a construção do Templo Mayor foi iniciada em 1375 e expandida inúmeras vezes, aumentando-se a base para crescer verticalmente. E, claro, cara ‘reforma na casa’ era acomanhada pelo sacrifício de guerreiros capturados. A maior (e penúltima) reforma foi em 1487. Estima-se que mais de 20.000 vítimas foram sacrificadas para comemorar o fato, numa cerimônia que durou quatro dias inteiros!!!

Quando os europeus chegaram, haviam duas grandes pirâmides de mais de 40 metros – que, obviamente, foram destruídas. Hoje, o que se vê são ruínas das diferentes fases da construção do templo (e não sobrou nada da última fase de construção do templo, a qual foi vista pelos conquistadores espanhóis quando chegaram por aqui).

As ruínas foram transformadas em um museu, onde se podem ver peças para sacrifícios feitos no templo, além de ter uma boa perspectiva geral da civilização azteca, incluindo seu sistema de agricultura por chinampas, seu sistema de governo e comércio, suas crenças, guerras e sacrifícios.

Site oficial do Museu Templo Mayor: www.conaculta.gob.mx/templomayor


Sítio arqueológico do Museu Templo Mayor. No meio da cidade, entre muitos outros prédios históricos.


Ruínas do sítio, e a enorme pedra com representação da Deusa Coyolzauhqui, peça que foi encontrada em escavações e que motivou a criação do Museu.


Artefatos arquelógicos dos aztecas.

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Centro histórico: Palácio de Bellas Artes e Torre Latino Americana

PALÁCIO DE BELLAS ARTES

Palácio de Bellas Artes (vista aérea, da Torre Latino Americana)

Edifício cuja história remete ao período do Porfiriato, quando surgiu entre a alta sociedade mexicana uma tendência de imitar o estilo e costumes europeus na vida cotidiana e nos modelos arquitetônicos. Disso resultou a vontade de construir um novo Teatro Nacional. Assim, demoliu-se o que existia anteriormente para construir o que hoje é o belíssimo Palácio de Bellas Artes.

Projeto de um arquiteto italiano que incorporou ao projeto os melhores elementos dos melhores teatros do mundo naquela época, a construção do edifício duraria quatro anos, porém tomou exatos 30 anos. Mas valeu a pena, penso eu.

O prédio é famoso por sua bela fachada, toda em mármore branco, por sua cúpula, em cores e por uma impressionante cortina de mosaicos de cristal, feita pela Tiffany de Nova York (a famosa joalheria), com mais de um milhão de peças de cristal.

Hoje em dia, o Palácio de Bellas Artes é considerado um dos maiores e mais importantes teatros do mundo, e desde sua fundação tem sido um dos centros culturais mais importantes do México.


TORRE LATINO-AMERICANA
A Torre Latinoamericana é um dos edifícios mais emblemáticos do México, por sua localização central, sua altura (quase 200 metros, em 44 andares) e sua história.

Considerada durante vários anos o edifício mais alto do México e da América Latina, a Torre é um motivo de orgulho para os ‘chilangos’, uma vez que durante sua construção rompeu vários recordes em engenharia, utilizando tecnologia mexicana, e também por ter resistido, sem sofrer nenhum dano, aos terremotos de 1957 e de 1985 (o prédio se encontra em uma área sísmica de alta atividade; além disso, o solo do local tem uma composição lodosa, uma vez que ali existia o Lago Texcoco).


A Torre Latino Americana. Na imagem da direita, uma simulação de onde a Torre estaria localizada no Lago Texcoco (a construção central é a cidade Azteca de Tenochtitlán, destruída pelos espanhóis, e onde hoje está localizada a praça Zócalo)


A destruição causada por terremotos, e a Torre Latino Americana, impune à destruição.

No alto dos seus 44 andares, está um mirante, de onde se pode ter uma vista muito legal da Cidade, em todas as direções. E, dali, fica nítido como a Cidade do México é uma cidade plana: diferente de São Paulo, onde há uma grande concentração de prédios muito altos, aqui eles são exceções, predominando uma ‘paisagem de concreto’ mais plana, o que permite ver toda a cidade e também os montes que a cercam (isso, claro, quando a poluição permitir enxergar a mais de 10 metros de distância).


A cidade vista do alto da Torre

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Centro histórico: Palácio Nacional e Catedral Metropolitana

PALÁCIO NACIONAL

O Palácio Nacional é um prédio imponente, que abriga os gabinetes presidenciais do México, a Secretaria da Fazenda e impressionantes murais feitos (por quem mais?) Diego Rivera (o marido da Frida).

Em princípio, o local abrigava a casa Montezuma, o lendário imperador asteca, que foi completamente destruída pelo conquistador Hernán Cortés em 1521 e reconstruída como uma enorme ‘arena’, onde os visitantes poderiam se diverter com ‘toradas’. Porém, mais tarde, a Coroa Espanhola comprou o local para construir a casa do Vice-Rei da Nova Espanha. Demolido e reconstruído em 1692, o prédio permanece até hoje tal qual foi construído naquela época.

O prédio fica cheio, cheio, cheio de turistas que vão ali para ver os murais do artista mexicano Diego Rivera. Trata-se de uma série de murais, que tem como destaque um que fica nas escadarias que levam ao segundo andar, onde estão todos os outros. Nesse mural principal, Rivera condensa a história do México separando os vilões (colonizadores e capitalistas) dos heróis (revolucionários e povos pré-colombianos). Os outros murais, espalhados pelos corredores, retratam cenas indígenas, como a vida nos mercados, a produção de pulque, bebida fermentada de maguey, a planta que dá origem à tequila, e mulheres tecendo.


As escadarias e o painel principal.


O prédio visto por dentro, e um dos outros painéis.


CATEDRAL METROPOLITANA

Catedral Metropolitana da Cidade do México (na praça Zócalo).

A Catedral Metropolitana da praça Zócalo é conhecida por ser a maior da América Latina – sua construção começou em 1573 e tomou mais de dois séculos para ser finalizada.

O templo, erguido em semelhança aos de Toledo e Granada, foi construído em estilo barroco, com uma basílica em três naves dedicada à Virgem Maria, cuja ascensão é representada num enorme painel bem no centro da igreja.

Porém, além de ser enorme e ter altares barrocos de confundir os olhos, a Catedral impressiona por estar totalmente torta. Como foi construído sobre as ruínas dos templos Aztecas – que, por sua vez, foram erguidos sobre o lago Texcoco –, o prédio tem afundado em algumas partes desde sua construção, resultado em fissuras e rachaduras na estrutura. E ao entrar no prédio, é possível observar, em um enorme corredor, que as colunas pendem para um lado. Dá uma agonia ver as pilastras inclinadas, ainda que seja uma coisa não muito rara de ser ver no México (cuja história foi marcada por grandes terremotos no século 20, que deixaram muitas construções – principalmente os prédios históricos – em uma posição que não é exatamente a vertical :P)


Uma igreja próxima a Zócalo, impressionantemente inclinada.


Rachaduras e remendos no teto e paredes da construção.

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Zócalo – onde tudo começou

O melhor lugar para começar a conhecer a Cidade do México é exatamente o lugar onde tudo isso começou. O Centro Histórico da cidade tem como marco central a principal praça da cidade, a Plaza Zócalo, e se estende por muitas quadras, em todas as direções.

Zócalo: a praça vista da Torre Latino Americana.

Declarado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, a área apresenta impressionantes ruínas de sítios aztecas e também estruturas coloniais e pre-revolucionárias, um legado de incomparável riqueza e importância que a cidade teve um dia.

O coração da Cidade é, de fato, a ‘Plaza de la Constituición’, também conhecida como ‘Zócalo’, que significa ‘centro, base’ em algum idioma que não sei qual :P. Está tudo ali: um templo asteca, uma catedral da Nova Espanha, murais de Diego Rivera, prédios históricos, muitas pessoas e milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo.

(Detalhe curioso: o nome Zócalo, a princípio usado apenas para essa praça específica na Ciudad de México, passou a ser adotado informalmente por muitas outras cidades mexicanas para designar suas praças principais. Não importa aonde; em qualquer lugar que você for no México, há uma praça chamada Zócalo – e pode apostar que é ponto de referência na cidade).

Em torno de Zócalo surgiu e cresceu a Cidade, sendo que as principais construções estão na área do Centro Histórico. Porém, há alguns pontos/‘sights’ que se destacam aos demais. Os próximos posts, da série “Ciudad de México: Centro Histórico”, vão tratar sobre esses locais.


Um dia tranquilo no Centro Histórico da Cidade do México.


Uma apresentação folclórica em Zócalo. E eu fazendo carão para a foto, dando close de Azteca :P

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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Basílica de Guadalupe

Uma dos traços mais fortes da cultura mexicana é a religiosidade.

México é um dos principais países católicos do mundo (parece que é o segundo, logo atrás do Brasil). E isso se manifesta na grande adoração à famosa “Virgem de Guadalupe”, de quem tanto ouvimos falar nas orações do Cirilo do Carrossel, entre uma lamúria e outra da Maria Mercedez/Maria do Bairro/Marimar, ou na novela América, quando a Sol sofria agarrada à imagem da Santa…

A verdade é que, como disse num post anterior, aqui no México a Virgem de Guadalupe é onipresente: em praticamente toda esquina da Cidade do México, é possível ver imagens da Virgem em altares super decorados. E eu não estou exagerando quando digo “praticamente toda esquina”: no ônibus, o motorista faz uma pequena oração para ela antes de partir (e eu faço outra, pedindo pra ela ouvi-lo e não deixar que nada aconteça no louco trânsito mexicano :P); nas casas de famílias, é comum ver pequenos altares dedicados à Padroeira nacional; até nas igrejas, só dá ela! (na que tem perto da minha casa, quase não tem imagem de outro santo, só dela…)

E o ápice de toda esta devoção é possível sentir de uma maneira muito forte na Basílica de Guadalupe. É impressionante o tamanho do local, que não é apenas uma igreja, mas sim várias igrejas numa mesma área – um verdadeiro complexo religioso (ou como disse Christoph, o amigo suiço, “praticamente a Disney católica!”. E faz sentido… não duvido nada que deva ter mais ou menos o mesmo público que a Disney. Estava super cheio no dia que fomos lá…)

A capela está construída nas imediações da área onde a Virgem fez suas 3 aparições para Juan Diego – as duas primeiras em 09 de dezembro de 1531, e a terceira no dia 10. No dia 12 de dezembro, no lugar onde falou com a virgem, Juan Diego encontrou rosas, que são consideradas a prova do milagre da aparição.

(a propósito: esse é o dia da Virgem de Guadalupe, dia 12 de Dezembro. Feriado nacional. Uma multidão de pessoas na Basílica, impossível de chegar perto).


Finalmente, em 1660 foi construída uma capela, no alto de uma montanha, para comemorar as aparições – e essa é a primeira das capelas construídas.


A virgem, e o interior de sua primeira capela.


Seguiram-se várias outras (não estou seguro, mas deve ter como umas 6 igrejas lá… Não contei no dia, mas vou averiguar depois…).

O templo principal está no pátio central, logo na entrada do “parque de orações” :). É uma igreja bem bonita, apesar das colunas de sustentação, que (também não tenho certeza, mas…) devem estar lá desde o terremoto de 1983, que abalou as estruturas do templo (e de inúmeros outras construções na cidade) – tanto que é visível a inclinação se observado o piso da igreja.



Esculturas de uma das igrejas; Templo principal


As estruturas metálicas segurando a estrutura da igreja.

(há uma outra igreja, no centro da cidade, onde os estragos causados pelo terremoto são ainda mais impressionantes… Depois vou escrever sobre o centro histórico do México e ponho as fotos da “igreja inclinada”).

Há ainda uma igreja mais nova, totalmente diferente da arquitetura das outras, que foi construída para a visita do Papa João Paulo II ao Mé
xico, em algum momento (não pergunte quando… hehhehe).



Igreja construída para a visita do Joao Paulo II, por fora e por dentro.


A aparição da virgem; e um sinal da imaginação fértil dos mexicanos :)



Para ver todas as fotos da visita à Basílica, clique AQUI.

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Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Ano Novo em Acapulco!!!!

Uhuuuuuuuuuu!!! Reveillon em Acapulco!!!

Na verdade, verdadeira, não ficamos em Acapulco, Acapulco propriamente dito. Ficamos em ‘Pie de la Cuesta’, uma praia menor – porém, muito mais bonita – a apenas 8km de Acapulco (e a apenas incríveis 15 reais de taxi! Moooooito barato).

Saímos de Mexico City as 2h da manhã da sexta-feira dia 29 e chegamos lá as 8h da matina! E depois de deixar as coisas no hotel, fomos direto para a praia. Meu primeiro contato com o Pacífico, que emoção! :P


A praia onde ficamos; e meu primeiríssimo contato com o Pacífico


O restaurante onde comemos; e a vista do restaurante.


Café da manhã, com Corona e chili. E uma água-de-côco, para matar a saudade :)

A praia era bem bonita e incrivelmente azul. E fazia um dia de muito sol, belíssimo! (finalmente vesti bermudas desde que cheguei aqui! :P)

Depois de ‘desayunar’, fiquei morgando na praia, tomando um sol e mergulhando (doido pra me livrar da catarrada que obstruia meu nariz, depois de uma gripe super forte que tive na semana do Natal). E torrei… no fim do dia, já tava um camarão. E olha que eu me atochei de filtro solar!



Navio encalhado depois de uma tempestade em 2005. Vida difííííícil a nossa em Acapulco...

Depois de um espetacular pôr-do-sol (meu primeiro sob o mar do Pacífico… aliás, a primeira vez que vejo o sol se pôr pelo mar, já que no Brasil o sol nasce no mar e se pôe atrás de uma cortina enorme de concreto, formada pelos edifícios da costa…), jantamos em um restaurante bonitinho que fica na frente do mar – e é do tipo pé na areia. Super legal. E comi peixe! Ah, que saudade que eu tava… :)


Pôr do sol. Dando close, disfarçado de camarão.

No dia seguinte, chegaram os outros que faltavam para comemorar o ano novo. Na sexta eramos apenas 8, mas no sábado já éramos 20.

No sabado a tarde, fizemos um passeio de “lancha” – na verdade era um barco, desses de madeira. Mas foi super legal. Fomos a uma ilha que fica no meio de uma lagoa (enoooooooorme… navegamos como quase 1 hora para chegar até lá!). O lugar é bem bonito, meio deserto, um tipão meio 'Lost'... hehehe... Eu me senti o próprio Jack (se bem que eu estou mais pra Rodrigo Santoro, não? ahhahahahahaha). Lá, tomamos banho de lagoa e descansamos para a noite, que prometia!


Passeio de lancha. Uns chatos fazendo inveja na gente.


Pelicanos! Eram muitos! Encontramos no caminho para a ilha.


A ilha para onde fomos. Praticamente figurantes de 'LOST' :) Aqueles nos esperando são 'Os Outros' :P


Curtindo a ilha.

A noite, fomos a Acapulco. A cidade é bem legal, muito bonita, colorida e com boa infra-estrutura. Ela não tem nem de longe o glamour que os velhos filmes dos anos 60 feitos nessa praia (Elvis Presley era o rei da locação em Acapulco), mas isso não afeta em nada o climão simpático e descolado da cidade.

Depois de muito tempo apagada, fora do roteirão turístico mais descolado, Acapulco ressurgiu. Hoje, é uma praia super movimentada, cheia de turistas e gente jovem. E parece vira o point de todo mundo que é bonito na Cidade do México (e que se escondem de mim, porque até agora, não vi muita gente bonita aqui não… :P)

A noite, em Acapulco, fomos à ‘Paradise’, um ‘antro’ (boite) super legal, vários ambientes. Em cima, era uma pista de dança ao ar livre, com vista para o mar. Abaixo, havia um restaurante, uma área de esportes (bungee-jump) e uma pista de dança in-door (não tão in-door assim: só tinha um teto, e nada de parede; tudo dava vista para o mar), onde ficavam as pessoas que pagavam pelo ‘open-bar’ (a de cima pagava por bebida, a de baixo era tudo liberado… loucura!!!). E logo mais a frente, estava a praia, com espreguiçadeiras para quem quisesse relaxar entre uma música e outra.

Logicamente, fomos para a pista de baixo – a do open bar. A entrada, que normalmente custaria 100 reais para homens, saiu por menos de 40 – isso porque causamos um verdadeiro conflito entre dois vendedores de ingressos, que disputaram a venda para nosso grupo, centavo por centavo. Um baixava alguns pesos, o outro fazia uma oferta melhor, seguida de outra oferta mais baixa, do primeiro. Até que um deles chegou ao preço mínimo e o outro desistiu! Hahaha

Entrando na boate, eu jurei que não ia tomar nada (estava tomando remédios, pra uma gripe super forte que tive). Na entrada eu até perguntei se podia pagar menos, já que não ia beber (logicamente que a mulher morreu de rir e disse não).

Porém… como resistir a um open-bar em Acapulco, cheio de tequilas, piñas coladas, margaritas, malibus, 'sex on the beach', 'sex on the shower', 'sex on the desert' (e 'sex on' mais um monte de lugares, cada um mais esquisito que o outro. Tinha até 'sex on my face'!!! Vixe... Mas esse era bom... hehehe...) e mais um monte de outras bebidas super se oferecendo para mim (praticamente dizendo "me toma, me toma, me toma!")? Não tinha como resistir… até porque não tinha refrigerante nem água no bar, então tinha que ser álcool mesmo – até para tomar a dose de remédio da meia noite!

E o negócio subiu forte!!! Foi uma noite louca… Teve reggaeton, salsa, merengue, uns outros tipos de dança que não conheço… e muita música eletrônica/dance. E teve table dance, numa performance já antológica – e realizada por ninguém menos que eu!

Foi uma noite suuuuuuuper divertida! Não bebi muito, de verdade… Devo ter bebido apenas uns 3 drinks, não mais que isso… Mas foi super legal, me diverti pra caramba. Descobri na Alexia uma parceira para loucuras (gente, ela é a mais louca de todas as loucas que eu já conheci na minha vida!!!) e dei origem a uma nova medição de grau de alcoolismo (mais bêbado que Filipe em Acapulco/menos bêbado que Filipe em Acapulco) – apesar de não estar bêbado.

E foi legal também porque agora todas as festas tenho presença super requisitada. Não há mais festa em DF que não conte com minha presença (e quando não vou, todos reclamam, dizendo q a festa está chata – e ligam para mim, implorando para que vá para a festa. E não importa se são 2h da manhã, eles vêm me buscar para ir pra festa! Hahahaha).


A galera, antes de entrar na boite. Eu, no restaurante da boite.


As loucas me atacando! Alexia 'chup-chup'; com Alexia e Yahaira.


Alexia, a mais doida de todas; eu fazendo 'chão-chão-chão' com a Wanda.

No dia seguinte, tava todo mundo só no bagaço. Então dormimos até mais tarde, porque a noite era noite de Reveillon!

A noite fomos para Acapulco, em uma praia looooooooonge pra caramba, pagando uma fortuna de taxi, porque disseram que haveria fogos e uma festa muito massa. Sim, havia fogos e sim, havia uma festa. Mas a festa era fechada (para os hóspedes de um hotel 5 estrelas na praia onde fomos) e os fogos foram beeeeeeeeeem michuruca; tipo, mal mal duraram 5 minutos! (ah, Rio de Janeiro…).

Confesso que não foi nada de especial… Na verdade, foi 'riponga' demais pro meu gosto... Imagina, uma pessoa fina como eu, acostumado a frequentar as festas mais chiques da high-society capixaba... hahhahaha...

Mas também eu não tinha muitas expectativas, já que estava morrendo de cansaço pelo dia anterior, a gripe tinha piorado um pouco e eu tinha voltado a tomar remédios, então não ia beber (me fizeram prometer tomar uma taça de champagne na virada do ano… mas… que champagne??? Hahahaha a galera ficou bêbada é com bacardi, não teve nem as borbulhas do champagne… nem o cheirinho :P).

Foi muito mais divertida a ‘viagem’ até a praia (busão lotado, em plena noite de 31 de dezembro!) do que o reveillón em si… Mas foi legal… estava com pessoas muito queridas (como Johy) e bem legais (como os demais), de quem me tornei mais próximo depois do Natal e desses dias loucos em Acapulco...


Bagunça no busão no ano novo. Na praia, recebendo o ano em estilo riponga. Fogos de artifícios - tão rápidos que nem deu tempo de tirar uma foto comigo, só a Johy teve sorte... :[


No dia 01, juntamos todas as tralhas e fomos embora… Foi triste deixar Acapulco… sabia que seria muito ruim sair daquele calor delicioso de 35º e chegar nesse frio horroroso de 5º aqui em Mexico City… Mas tá tranquilo. Muito em breve vou voltar a Acapulco… Bem, assim espero. :)


Todas as fotos de Acapulco (eu disse TODAS, inclusive as 'proibidas'), estão disponíveis no álbum. Para ver, clique aqui.


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Hidalgo

No dia 25 de Dezembro, acordamos bem cedinho, tipo 6h30 da manhã (“Obrigado, Wanda!”) para irmos a Hidalgo.

Iamos visitar uns amigos da Wanda, una panamenha que está fazendo seu intercâmbio aqui.

Wanda nos disse que seus amigos haviam a convidado para passear de cavalo e fazer outras coisas, conhecer a cidade, etc e tal… e todos gostamos da idéia e nos oferecemos para ir juntos! E fomos todos para Hidalgo – eu, Julia, Johanna, Hanna e Wanda.

Putz… que buraco!

Sabe aqueles filmes de faroeste que mostram uma cidadezinha minúscula do interior do México? Pois então… bem-vindo a Hidalgo!

Hidalgo
A cidade fica apenas a 1h30 do DF (muito perto para os padrões mexicanos; mas para mim isso é longe… bem longe), a cidade não tem nada…

Bem, tem sim. Tem uma coisa muito legal. E que fez valer a viagem até a cidade. Tem uma família muito louca que conhecemos lá (a família de um dos amigos de Wanda).

Vixe, que bando de doidos!!! Chegamos lá e a casa estava uma zona (mais do que já parecia ser normalmente). A mesa estava cheeeeeeeeia de comidas da noite anterior. E não estavam apenas nas panelas, não! Estavam espalhadas por toda a mesa (“sabe como é casa com criança pequena, né?”, diziam).

Muito hospitaleiros, nos ofereceram um café da manhã. E como dizer não??? De repente, estava na nossa frente um enorme prato com arroz, macarrão e uma carne assada e recheada com nozes – obviamente o que sobrara da ceia de Natal da família… hehehe.

A família era bem grande, conheci umas 10 pessoas, mais ou menos… Mas o mais figura de todos era o pai…. Vixe, o cara devia ter como uns 60-70 anos, mas era doidinho. Nos ofereceu fumo (uma erva psicotrópica que os índios fumavam antigamente), falava palavrão, zoava da esposa (de uma maneira respeitosa, claro, mas muito engraçado) e tirava sarro até da mãe dele, uma senhora de uns 90 anos (“não gosta de beber, mas gosta de uma mota, né, velha?” – mota significa fumo, maconha… ou seja, entregou a velha pra todo mundo! Hahahaha).

Eram uns loucos adoráveis. Super simpáticos e receptivos. E com ótimas sugestões de turismo na cidade - quando perguntado que podiamos fazer na cidade, disse para passar na casa de uma fulana, porque ela ia ensinar umas ‘groserias’ (palavrões) para a gente! Hahaha.

Depois fomos a outra casa, de outra família, mais normal… E em seguida fomos passear pela cidade… Mas para ver alguma coisa, ver movimento, tivemos que ir a outro lugar, uma meia hora distante de Hidalgo… que também não tinha nada de especial, mas enfim, foi um passeio legal.




A outra cidade, que esqueci o nome :)


Feira livre na outra cidade. Cozinhando no meio da rua.


Feira livre. Lá é possível encontrar de tudo!!!

Quanto ao passeio de cavalos, não aconteceu, infelizmente… Mas o passeio a Hidalgo valeu por sair um pouco de DF (ver alguma coisa diferente, mesmo que o diferente seja nada) e por ter conhecido as pessoas mais engraçadas e loucas que conheci no México até agora.

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Xochimilco - o México pré-hispânico

Quando você perguntar sobre Xochimilco a algum chilango (os nascidos na Cidade do México), provavelmente eles tentarão te explicar a cidade da seguinte maneira:

- Xochimilco é a Veneza mexicana!

Nada mais falso do que isso!!! :P

A única semelhança entre Xochimilco e Veneza é a existência de canais navegáveis. E pára por aí! :P

As coloridas 'trajineras' e os canais navegáveis, 'à lá Veneza'

Xochimilco é uma área onde se pode conhecer a Cidade do México como ela era em seus tempos pré-hispânicos.

A Cidade do México era uma grande lagoa, que foi aterrada aos poucos pelos aztecas, através dos conhecidos sistemas de ‘chiampas’, que eram, a grosso modo, como pequenos aterros que faziam, cercando um pedaço de água com toras de madeira e enchendo de terra, criando um espaço onde podiam viver e plantar.

A Cidade do México foi toda aterrada, e o grande lago que existia aqui antigamente, desapareceu por completo (aliás, essa é uma das razões por DF ser uma cidade tão plana. Além de uma questão cultural, os prédios são baixos também pela ‘fragilidade’ que tem o subsolo. Aqui raramente se vê construções altas, maiores de 4 andares… bem, mas bem raramente).

Porém, em Xochimilco, ainda se pode ver como eram feitos os aterros com as chiampas. E é bem interessante (e finalmente entendi tudo o que estudei sobre história americana pré-hispanica, mas nunca havia compreendido de fato :P).


Para entender as chiampas: imagens das laterais dos canais.

A cidade é uma cidade pequena, meio que de interior, mas, como tudo no México, é bem colorida e cheia de sons e olores!

Tudo bem que alguns desses cheiros são bem desagradáveis – os canais são extremamente poluídos e cheiram super mal –, mas o passeio vale a pena.

O passeio é feito em TRAJINEIRAS, que são como chamam umas pequenas barcas, usadas nos canais, todas muito coloridas – ou seja, bem ao estilo mexicano! O passeio completo dura como 3 horas, entre ida e volta. No meio do caminho, cruza-se com todos os tipos de “ambulantes”, que, dentro de pequenos barcos individuais, cruzam os canais oferecendo ‘serenatas’ mariachis para casais e turistas (a troco de uma ‘módica’ quantia de 10 reais por canção) e vendendo desde artesanatos com o nome da cidade até petiscos (tacos, quesadillas e cia, todos feitos dentro das trajineiras, no canal… pode me chamar de fresco, mas não tive coragem de comer lá… hahahha).

Fizemos o passeio em 3 – eu, Hanna e Johanna. Ou seja, a turma de sempre. Porém, o legal é ir um grupo maior, levar música e comida, e passar o dia no barquinho, fazendo a festa. Parece ser um programa legal… É a farofada do DF!


Johanna, eu e Hanna.



Os vendedores ambulantes: mariachis, fotografia, flores e comida.


Depois do passeio, passamos pelo mercadinho da cidade. Lá foi a vez da Hanna fazer a festa. A menina resolveu fazer feira em Xochimilco, comprar tomate, batata, frutas… E olha que estavamos bem longe de casa, e tinhamos que tomar um trem em horário de pico para voltar (sábado a noite é horario cheio no metrô aqui no México… é incrível a quantidade de pessoas nesse horário!). O engraçado é que não podia escolher os produtos: se quisesse comprar tomates, tinha que aceitar o que o feirante colocava na sacola, e se quisesse escolher, pagava o dobro do preço. Espertinhos, não??

Mas o melhor era o estilão do mercadão. Parecia uma feira ao ar livre. Super engraçado. Via-se de tudo, de fitas cassete (há milhões de anos não via essas fitas… ehehhe… E eram músicas de álbuns super ‘lançamento’, ou seja, ainda se faz fita cassete aqui no México!!!) a perus vivos (talvez porque era pouco antes do Natal, mas não duvido muito de que se voltamos à Xochimilco agora, também veríamos alguns exemplares da ave no meio do mercado) e plantas carnívoras!!! (sim, isso mesmo. Planta carnívora! Aquela que come insetos, sabe qual?)

Esse México… cada vez mais supreendente, cada vez mais engraçado…


Mercadoria: perus, fitas cassetes e plantas carnívoras!


Para ver todas as fotos de Xochimilco, clique aqui.





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Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

Reveillon en Acapulco, aqui vou eu!!!


Sei que estou devendo o post sobre o Natal e minhas últimas aventuras.

Porém os updates vão ficar para o ano que vem. Em poucas horas ponho o pé na estrada rumo a minha viagem de Reveillon.

E o destino é nada menos que Acapulco! - q
ue eu sempre quis conhecer, principalmente por causa dos episódios do Chaves que se passaram na cidade! :)

Moooooita emoção!

Quando voltar, atualizarei todas as novidades!

Abraços! E feliz 2007!


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Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Teotihuacán

Sábado. Dia 09 de Dezembro.

Depois de outra festa na sexta-feira, dormi na casa da Johanna porque no sábado iríamos a Teotihuacán. Finalmente, iria conhecer as tais pirâmides!

Pela manhã (como as 10h30), saímos de casa eu, Hanna (uma trainee da República Checa), Johanna (a minha musa colombiana :P) e um amigo dela (Geraldo, um mexicano) e uma amiga do amigo dela (hehe… Leila, outra mexicana, que foi dirigindo).

(e apesar de ficar apenas a 50km de distância da Cidade do México, em direção nordeste, levamos cerca de 2h - 2h30 para chegar lá! O trânsito aqui é incrivelmente lento, especialmente nos fins de semana de feriadão, como foi aquele J).

Teotihuacán é uma cidade histórica pré-hispânica, construida entre os séculos 1 e 7 A.C. – bem antigo! – e cuja origem é completamente desconhecida! O nome da cidade tem origem asteca, e seu significado tem duas versões: uns dizem que significa “o lugar onde os deuses foram criados”; outros dizem que significa “o lugar onde os homens se convertem em deuses” – o que, no fim das contas, resulta em definições bem parecidas :)

Ela é uma cidade que foi abandonada cerca de 600 anos antes da chegada dos astecas/mexicas, que são os “ancestrais” dos habitantes da Cidade do México.

[[Um rápido parênteses: dizem que os astecas eram um povo muito feio, e que por isso os mexicas – como são chamados os habitantes da Cidade do México – são considerados tão feios (alguns chegam a dizer que são os mais feios do país). Bem, não vou negar que quem diz isso tem um pouco de razão… :P]]

Hahaha

Voltando ao que interessa, a cidade foi construída ninguém sabe por quem, e ninguém sabe exatamente quando. E ninguém sabe, muito menos, o motivo pelo qual eles saíram de lá. Sabem, porém, que, ao saírem, botaram fogo na cidade (o que pra mim não faz muito sentido, por que não aconteceria nada (como não aconteceu) apenas pondo fogo em prédios como aqueles…

Anyways…

Mas uma coisa é indiscutível: o lugar é impressionante! A cidade é famosa pelo tamanho de suas construções, que são enormes e indiscutivelmente lindas!

O sítio histórico é formado por dezenas de pirâmides simétricas, que tem como eixo central a impressionante “Calzada de los muertos”, também conhecida como ‘Avenida dos Mortos’. Essa avenida forma um corredor entre as pirâmides, conduzindo os visitantes ao ponto máximo do sítio: as pirâmides do Sol e da Lua, construídas baseadas em princípios geométricos e simbólicos.

A pirâmide do Sol é a maior, com 242 degraus de altura – e como são inclinados! Por todo o ‘caminho’ só se vê pessoas ofegantes - um bando de sedentários que tem nesses passeios o único exercício físico… ou seja, nada diferente de mim! :)

Porém, a vista mais bonita do parque é a da pirâmide Lua. Apesar de menor que a Sol (e, portanto, bem mais fácil de subir), a subida ao topo da Lua permite uma visão espetacular da Avenida dos Mortos, em toda a sua extensão! É de tirar o fôlego! (além de proporcionar fotos bem mais legais :D).

Diferentemente das pirâmides egípcias, que foram construídas com enormes blocos únicos e no tamanho que têm hoje, as pirâmides de Teotihuacán foram construídas aos poucos: primeiro, faziam pequenas construções com pedras pequenas (peças transportáveis :D); depois, aumentavam as bases das construções para tornar possível o crescimento vertical das pirâmides. E tudo isso levava anos!

Outra diferença é que as pirâmides egípcias eram construídas para servir como sarcófagos, enquanto as pirâmides daqui eram monumentos de adoração aos deuses, no caso, o Sol e a Lua.

Porém, o que eu deduzi no final do passeio é que aquilo não era lugar de oração e adoração, mas sim um lugar pra sacrifícios! Imagina ter que subir aquelas pirâmides todos os dias pra poder rezar! Aff… Se não morressem exaustos, pelo menos ficavam sarados! :P

(E que pena pros astecas que ginástica não muda a cara! Jajajajaj).

Mais sobre o local, acessem a página do parque: www.inah.gob.mx/zoar/htme/za00914.html.

O album de fotos desta aventura está disponível clicando AQUI. Abaixo, algumas imagens.



Pirâmide Sol



Pirâmide Lua, vista da Sol

Avenida dos Mortos, vista da Pirâmide Lua


Os aventureiros. Na foto, Geraldo, Johanna, Hanna, eu e Leila


'La calzada de los muertos'

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Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

Plaza Garibaldi & Tepozotlan

Logo que cheguei aqui no México, fui a dois lugares simpáticos (meus primeiros sightseeing :)).

O primeiro (logo no primeiro final de semana) é a Plaza Garibaldi, que fica aqui mesmo na Cidade do México. Fui com Sebastiàn e Pipo. A praça é o ponto de encontro de Mariachis, que se reúnem na praça para tocar para os turistas que vão ao local. Todos vestidos a caráter, claro.

Há também alguns restaurantes onde há shows exclusivos de mariachis e danças regionais. (além de algumas casas de shows para adultos, hehehe... entramos em uma, mas saímos correndo quando vimos a principal atração da noite: a "bailarina" mais bonita da casa era um monstrinho de feia! :P).

A praça é bem animada e colorida, mas não tem muita coisa pra fazer além disso :P




E no final de semana seguinte (18/11), fomos a um povoado chamado Tepozotlan. Fomos eu, Célia (uma brasileira que está fazendo um intercâmbio aqui no México), Cindy (mexicana), Gwen (americana), Ahmet (turco) e Marcos (mexicano, namoradinho da Gwen :))

É uma vila bem pequenina. Não tinha muita coisa pra fazer também :P Mas tinha um museu bem legal, que foi uma igreja (na verdade, ainda é). A igreja é impressionantemente coberta de ouro... Linda... Tem fotos no álbum.




Depois, fomos para a pracinha em frente à igreja e comemos comida típica mexicana.


Ah, a surpresa maior foi encontrar, na feira da praça, bombons Garoto. Sim, aqui a caixa amarela é bem conhecida e as pessoas adoram o chocolate capixaba :)




Fotos de Tepozotlan, aqui.


Fotos de Plaza Garibaldi, aqui.


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Terça-feira, Novembro 21, 2006

Pagando mico no México

Algumas pessoas me conhecem tão bem que estavam até me perguntando porque estava demorando tanto pra eu pagar meu primeiro mico aqui no México :P

A verdade é que ele já aconteceu – e não demorou nem nem uma semana!!!

Domingo, dia 12 de novembro. Estava apenas no meu QUARTO dia no México – era meu primeiro final de semana, então queria sair pra conhecer algo (estava fazendo muito frio, e no sábado choveu muito – ou seja, preso em casa no primeiro findi por aqui :S).

Sai com Daniela (alemã, diretora nacional de Recursos Humanos da AIESEC no Mexico), o namorado dela (esqueci o nome dele… :P) e Haydy (ou qualquer coisa assim… ela é colega da Dani, alemã também, e veio passar um tempo no México a passeio).

Fomos para Plaza Coyoacan, uma praça que tem todo fim de semana uma feira suuuper movimentada, onde se vende e faz absolutamente de tudo. Lá você pode encontrar de balas de pimentas a bonequinhos de luta livre, de camisetas grafadas com a palavra 'México' a casacos de frio… Lá você pode fazer cursos de artesanato (alí mesmo, no meio da feira) ou até colocar um piercing, se quiser (ali, no meio da feira, numa barraquinha… uuuuuhhhhhh).

Mas a principal atração da praça – a que mais chama a atenção das pessoas que visitam o local – são as apresentações públicas de artistas de ruas. Palhaços, piadistas, mímicos… artistas se revezam no espaço que existe no meio da praça e apresentam seus números para toda a gente que fica ali ao redor.

Pois bem… Chegamos à praça no tal domingo. Tomamos um café e começamos a rodar. O pessoal parou pra ver o show de um ‘palhaço’ que estava se apresentando na hora. Obviamente a apresentação era em espanhol. Só que eu ainda não tinha me acostumado com a velocidade da fala deles aqui – eles falam velocidade máxima, diga-se de passagem :P – e eu não tava entendendo muitas das piadas do palhaço – sabia apenas que estava encenando com VOLUNTÁRIOS a história da Chapeuzinho Vermelho.

Beleza… sem entender tudo – e não muito interessado –, comecei a observar as pessoas em volta da praça, as barracas, o movimento em geral, sem prestar NENHUMA atenção pra peça ou pro palhaço.

Pois foi quando, no exato momento em que meus olhos se voltaram para o “picadeiro” (hehehe… pra área onde ele estava atuando), vejo aquela coisa de nariz vermelho apontando na minha direção. Obviamente nem passou por minha cabeça que fosse comigo! Tanto que até olhei pra trás pra ver quem era o azarado que ia lá pro meio pagar mico. O único problema era que não havia ninguém atrás de mim. Ou seja, o palhaço estava apontando era pra mim mesmo! Shit!!!

Subitamente, um buraco enorme se abriu no mar de gente que me separava do palhaço (acho que era a vez das pessoas terem a mesma reação que eu, olhar pra trás e ver quem era o azarado) – e ficamos ali, eu e ele, frente a frente.

Minha primeira ação após o susto foi pedir pro pessoal dizer a ele que eu não falava espanhol.

- Não fala espanhol? Não tem problema. Do you speak english? (Fala inglês?)

- Sim, eu falo –
respondi, em inglês.

- Bem, não importa. Eu não falo inglês, mas vem assim mesmo.



E, do nada, eu comecei a ser empurrado pela multidão para a arena. E lá estava eu, no meio da praça, para interpretar o LENHADOR – ou guarda-bosques em espanhol – na encenação da peça Chapeuzinho Vermelho.


E o FDP começou me zoando:

- Bem… agora que temos o Salsicha, precisamos do Scooby-Doo. Algum voluntário?

Ha. Ha. Ha. Muito engraçado. (UAHUahuHA… o pior é que eu achei maaaaassa a tirada dele! Muito boa! Hahahah).

Já que estava lá, resolvi confessar pra ele que entendia espanhol, desde que ele falasse devagar. Ai começamos a interação:

- Como se chama?

- Filipe.

- Quantos anos?

- 24.

- De onde é?

- Do Brasil.


E aí foi a festa. O palhaço sambou, cantou samba e falou um monte de coisas num portuñol pior que o meu :)

Não sei direito, não entendi tudo, mas sei que ele fez um monte de piadas sobre mim (hehehehe).

E começamos a encenação – eu e mais quatro pobres vítimas escolhidas por ele lá na praça (a chapeuzinho, a vovó, o lobo mau e o ajudante do lenhador – que não sei de onde ele tirou esse personagem, mas… :P)


No final, ao invés de matar e estripar o lobo, o palhaço mandou que eu fizesse o lobo dizer: “eu prometo nunca mais fazer isso novamente”.

- Agora, você, lenhador. Repete comig. Eu prometo…

- Eu premeto….
- repeti

- …nunca mais…

-…nunca mais…
- continuei.

- … voltar ao México! -
completou o palhaço.



FDP!!!! :P


E o pior é que eu estava mais preocupado em pronunciar corretamente o que ele ia pedir pra eu dizer do que propriamente com o conteúdo da frase… E não é que, sem pensar, eu repeti?

E o povo foi às gargalhadas…


Bem… tenho que confessar que ADOREI a brincadeira. Foi super divertida. Cheguei ao México do jeito que eu gosto – aparecendo... BRILHANDO :P (HAUhauHAUhauA… que horror! Quem não me conhece até pensa que eu sou assim mesmo!)

Huuuuuummmmmmm…

HAUhuahUHAUhauHUA

Se quiser ver as fotos da minha atuação, podem acessar o álbum clicando AQUI.

Tem vídeos também, mas esses não podem ser exibidos aqui – tem que estreiar primeiro nos cinemas, para que eu possa concorrer ao Oscar no ano que vem. E olha que eu tenho chances, viu? :P

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Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Primeiras impressões

Eis me aqui no México, e já por praticamente uma semana!

Uma das coisas que mais me perguntaram desde que eu cheguei aqui é se eu estranhei alguma coisa na Cidade do México, se fiquei assustado com a quantidade de gente, com o tamanho da cidade… mas até que não – esse tempo morando em São Paulo foi como uma preparação/ transição para a experiência aqui no México.

São Paulo e Cidade do México tem muito em comum. A começar pelo tamanho. São duas cidades enormes, mas a hermana mexicana se supera: imagine São Paulo elevada à enésima potência, com mais gente, mais trânsito e mais confusão. Então você chegou perto do que é a Cidade do México.

Mas só perto, porque Mexico City consegue ser ainda mais caótica!

Andar na rua é um desafio!
Nas calçadas, tropeça-se em homens tocando realejos e altares à Virgem de Guadalupe, a principal santa do país. O México é um país bem religioso – tanto ou mais que o Brasil! Aqui predomina a religião católica e em tudo que é esquina tem uma igreja,

O trânsito aqui é bem pesado (muitos carros na rua) e as regras de trânsito não são muito obedecidas - ou, se bobear, até desconhecidas! Os motoristas não respeitam muitos os semáforos, parece não existir muita diferença entre “vermelho” e “verde” (e quem respeita ouve chingamentos sobre pelo menos 4 gerações de sua família!). Isso faz do simples ato de cruzar um semáforo uma aventura e tanto. Mas acho que não se compara ao caos que é a Índia. :)

Às vezes, no meio dessa confusão, é difícil saber para onde andar ou olhar. Nesse caso, a melhor coisa é achar um café, tomar um “helado” (os mexicanos tomam muito sorvete, até mesmo em épocas frias, como agora) ou uma água de jamaica (refresco feito com a flor do hibisco), respirar fundo e voltar à confusão!

Uma das coisas que mais me chamou a atenção até agora foi a comida. Tudo o que eu sabia sobre a culinária mexicana era:
  • que ela era uma das cinco maiores/mais famosas cozinhas do mundo (junto com a Turca, Chinesa, Francesa e Italiana).
  • que aqui se come pimenta com comida (e não comida com pimenta J) e que ela é usada até no café da manhã.
Eu jurava que ia sofrer horrores com a comida aqui e que meu estômago ia explodir de tanta gastrite. Mas sabe que eu estou até gostando? A comida aqui é MARAVILHOSA! O cheiro de comida pelas ruas as vezes enjoa, mas são um convite para não parar de comer! E o que são aqueles TACOS, meu Deus!

Taco é um prato tipicamente mexicano e fundamental na gastronomia local. Onde quer que você vá pela cidade, é possível encontrar tacos, seja em traillers que vendem apenas tacos (que hamburgueres, que nada!), seja em casas especializadas em tacos ou até mesmo restaurantes de luxo. Ele é tido como um tipo de “fast food”, mas é muito mais saudável e gostoso que qualquer sanduíche do MacDonald’s.

Os tacos são feitos com uma tortilla enrolada e recheada, e que se come com a mão mesmo. O recheio pode ser feito com praticamente qualquer tipo de carne e/ou verdura – e, logicamente, é acompanhado de ‘salsa’, os temperos picantes.

Há muitos tipos de tacos, tem de tudo quanto é recheio – e o meu favorito são os TACOS AL PASTOR, que leva carne de porco temperada com naranja, vinagre e pimenta. Dizem que é uma adaptação do KEBAB turco – ou seja, não consegui fugir do Kebab (que, por ser gostoso e barato, era o que eu comia praticamente toooooodos os dias enquanto estive na Europa :P).



Num breve resumo, assim é a Cidade do México: excessivamente colorida, excessivamente grande, muito religiosa, suja, muita gente pobre nas ruas, com cheiro de comida por todos os lados, com muita gente nas ruas, trânsito absolutamente desordenado… enfim, absolutamente ADORÁVEL!

Estou apenas começando a conhecer a cidade, mas tenho certeza de que terei momentos inesquecíveis aqui.

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Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Resumão

Três meses e meio. 103 dias. 2,472 horas. Esse foi o tempo em que fiquei sem escrever no meu blog...

Quanta coisa pode acontecer durante três meses e meio?

Eu te asseguro: MUITA COISA!


Nos últimos meses muita coisa aconteceu em minha vida... Foi uma reviravolta total. Algumas pessoas acompanharam minhas aventuras através de conversas via email ou MSN (ou telefone, no caso específico da minha família, apesar de minha mãe sempre reclamar que eu não ligo pra casa pra dar notícias :P).

Porém, para situar todos vocês para os próximos posts, vamos a um rápido RESUMÃO da odisséia até agora.

  • Maio.2006.
    Eu estava quieto no meu canto, pronto pra sair da AIESEC e me dedicar a faculdade, quando soube de um cargo em nível internacional - oportunidade que não poderia perder (leia mais aqui, em inglês), mesmo tendo que trancar a faculdade. Candidatei-me, fui selecionado e, em 12 dias, estava Holanda para as sessões de transição e planejamento, no escritório da AIESEC Internacional (em Rotterdam), com Araz ("a chefe" :)), Piret (a colega de trabalho) e Oriana (a antecessora da Araz na função dela).

  • Junho.Julho.2006.
    Um mês em Rotterdam (de 15 de junho a 15 de julho) para a tal transição e planejamento (relato em inglês aqui). Conheci os times da AI, 05-06 e 06-07, muito legais. Participei de vários team dinners com eles, inclusive cozinhei em um deles (fiz feijoada, com feijão em lata! Veja a história em inglês clicando aqui). Assisti aos jogos da Copa do Mundo num ambiente completamente diferente. Revi amigos queridos (Laura, Audrey), conheci muita gente legal (Marya em Maastrich, Vija e Jen em Bruxelas, Yovin e Kevin em Rotterdam, o pessoal da AI, o MC da França...) e conheci muitos lugares legais (Paris, Bruxelas, Bruges, Amsterdam, Rotterdam, Haia, Maastricth, etc...) nos países por onde passei (Holanda, Belgica e França).

  • Julho-Agosto.2006.
    Voltei pro Brasil. 15 dias em Vitória e 15 dias em São Paulo. Meu vôo foi direto pra Vitória, onde fiquei até 02/8 (e nem pude ir à praia, pois estava muito frio... inverno :[ ). Cheguei a SP no dia 02 de agosto e fui morar com o MC (diretoria nacional) da AIESEC no Brasil. Conheci a Triinu, a segunda estoniana da minha vida. Revi a Juliana, a segunda colombiana mais querida (Johanna, você ainda é minha número 1; te espero no Mexico, baby ;)). Fiquei mais próximo da Piret (a estoniana #1). E quase fiquei louco, achando que não ia pro IC (International Congress) da AIESEC, na Polônia, por falta de $tempo$ :P (não estava encontrando passagem barata: graças à quebra da Varig, o preço das passagens pra Europa subiram assustadoramente! Não encontrava passagens por menos de 2.500 dólares... impossível. Mas deu tudo certo, e no dia 19 de agosto estava embarcando rumo ao meu primeiro Congresso Internacional!

  • Agosto-Setembro.2006.
    Depois de muita procura, encontrei uma passagem a um preço "viável" (1.800 dolares :S) que me levaria de São Paulo até Varsóvia. Infelizmente não diretamente - foi uma perigrinação (o percurso foi: São Paulo - Lisboa - Madri - Colônia (alemanha), de avião. Colônia-Berlim-Varsóvia, de trem). Muito tempo, muito cansativo. Mas foi legal, conheci muita gente interessante (conheci uma menina judia, de Israel, que morava com o namorado na Alemanha, em Stutgart. Fui toda a viagem de Colônia a Berlim conversando com ela sobre várias coisas relacionadas à cultura judaica, aprendi um monte de coisas e vi como os judeus ainda não se entendem perfeitamente com os alemães e como anti-semitismo ainda é um problema (e sério) na Alemanha, agravado ainda mais na última década com o surgimento de vários grupos neo-nazistas. Não lembro o nome dela, acho que era Matah. Só lembro que ela musicista e tocava oboé numa orquesta alemã e não aceitava de jeito nenhum tocar peças de
    Richard Wagner). Em Berlim, conheci uma cidade linda (uma das mais bonitas que eu vi!, apesar do clima ainda meio pesadão que a cidade ainda tem por causa dos tempos do nazismo e da divisão pelo muro... Onde quer que você vá em Berlim, há alguma coisa que te faça lembrar do passado da cidade e do povo alemão) e revi o Arne e a Annika, amigos que vieram fazer um intercâmbio no Brasil em 2004 (o Arne no Rio e a Annika em Vitória). Em Varsóvia (Polônia), participei do IC, a maior conferência da AIESEC! 800 pessoas, de quase 100 países diferentes, trabalhando juntas durante 12 dias... Uma experiência fantástica! Vou entrar em mais detalhes depois, em um próximo post (talvez :P). Visitei mais lugares legais (Berlim, Varsóvia, Cracóvia, Auschwitz, Praga, Budapeste, Viena, Colônia e Madri), revi pessoas queridas (Alice! Annika! Toni! e muitos AIESECos que conheci no Expro em Vitoria) e conheci muita gente legal (AIESECos, como Agatah e Ines, do board do CEE, e não AIESECos, como o Miro, esloveno que conheci em Budapeste e que deve ir pro Brasil em Junho). E ah! E fui ao show da Madonna em Praga!, que é possível resumir em uma palavra, PERFEITO! Mas isso é uma história que vai ficar para um próximo post (que escreverei com certeza!).

  • Setembro-Novembro.2006.
    De volta a Sao Paulo dia 15 de Setembro. O que deveria ser uma estada de 15 dias, acabou virando quase dois meses! E tudo culpa do bendito visto pro México! Foi uma novela (e mexicana!) conseguir este visto. Tive que ir - sem brincadeira! - 9 vezes ao Consulado do Mexico (5 vezes no Consulado de Sao Paulo e mais 4 vezes no Consulado do Rio de Janeiro). Briguei com a mulher do Consulado de Sao Paulo
    (quando pediu um documento completamente esdrúxulo - uma declaração de que eu sou
    estudante assinada pelo reitor da minha universidade em Vitória e com firma reconhecida em São Paulo!), quase fiquei maluco com o cara do Rio de Janeiro quando "negou" meu visto porque queria uma declaração assinada por meus pais (os dois juntos!) falando que arcariam com todas as minhas despesas no México (e eu tenho salário pra que? :P). Mas deu tudo certo e consegui o visto - de trabalho e por 3 meses, mesmo tendo pedido o visto de estudante por 6 meses! :P Porém, ficar mais tempo em São Paulo foi muuuuuuito bom. Fiquei mais próximo ainda de amigos queridos (Piret, Triinu, Marcus, Ju), fiquei mais próximo do MC Brazil (grandes amigos que foram praticamente minha família durante este tempo :)), conheci pessoas legais (Frank, de Vitória, que só vim a conhecer de verdade, em toda sua loucura, em Sao Paulo; e a dupla paraense Jessé e Charles, duas figuras super legais), tive que ir ao Rio de Janeiro forçadamente e ficar lá por uns dias por causa do visto (que chato! :)) e até fui ao show do Robbie Williams na praça da Apoteose (RJ)! Foi um período bem especial... talvez o mais gostoso até agora! :)


    E eis-me aqui, agora, no México, desde quinta-feira 09 de novembro, iniciando um novo período da minha vida. Dessa vez, passarei mais tempo (ficarei quase 6 meses) e, portanto, poderei passear mais, conhecer mais a cultura do país e sobre o estilo de vida dos mexicanos. E, claro, aprender espanhol! :)


    Nos próximos posts falarei mais dos meus primeiros dias aqui no México, além de apresentar minha nova "família"
    .


    Besos grandes.

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Segunda-feira, Julho 31, 2006

Rotterdam - part 1

Rotterdam is the city where I spent most of my time in the Netherlands and, honestly, it was a pleasant surprise for me!


Rotterdam is a dynamic and vibrant international city. Everywhere you go you see foreign people, from different origins, which gives to the city the international atmosphere you feel everywhere (I was told that around there are 500.000 people living there, from more than 170 different nationalities, but I don’t know if it’s true. I think it is, but… :D).

This global feeling is due to the fact that Rotterdam is sit
uated on the water and for it has the largest port in Europe. For many years it was considered the world’s largest port, but recently ports built in Southwest Asia (like Singapore and Shanghai) have taken over its world leading position. But the harbor functions as an important transit point for transport of bulk and other goods between the European continent and other parts of the world.

This made Rotterdam live what probably was the hardest moment of the city’s history: at the beginning of the Second World War, on 14 May 1940, almost the entire city centre was devastated by a German bombardment.

The Netherlands remained neutral in World War I and World War II, but was invaded by Nazi Germany in 1940 during the Second World War, forcing it to become a member of the allied forces. The country was quickly overrun and then occupied.

The heart of the city was almost completely destroyed and much of the older buildings in the center of the city were simply brought down. It was a strategic action of the German army because it would make the Dutch people to surrender to the invasion and also it would avoid the port to serve to their o
pposition. During the occupation over 100,000 Dutch Jews were murdered in the Holocaust.

It’s really sad and I felt that it still is a difficult topic for them to talk, although the long time
passed. There’s in the city a statue named “Stad zonder hart” (city without a heart), which is a symbol of the pain they still feel and a way to honor the dead people and the history of Rotterdam.

In fact it’s not so easy to forget it because due to the bombing, Rotterdam is a city that was
rebuilt. The city that is so unlike Holland's other cities: it’s modern, very modern. You can hardly see pre-war buildings in this part of Rotterdam, few of them have remained (the City Hall survived the bombing campaign, it is a beautiful building, making us to imagine how beautiful the other buildings probably were). And the fact of Rotterdam has few things from its past makes the people uncomfortable and unhappy, specially the elders, always repeating in the conversations you have with them how beautiful the city was before that – and how they think it’s ugly now (!!!!!).

But the center of Rotterdam has become the site of ambitious new architecture, famous in the country and abroad. Now, the city is going through somewhat of a renaissance. Many years later, as Fenix, Rotterdam has risen from the ashes with a new, modern city centre: new styles of apartments, office buildings and recreation facilities resulted in a more 'livable' city center with a new skyline.

There are some buildings that are marks of this movement of “avant-garde” architecture:

  • The Cube Houses (in downtown Rotterdam), are modern residential architecture buildings built in the end of the 20th century. At first it looks odd, but when you get used to them, it becomes interesting and you start imagining how it is to live there.

  • The Euromast (Eurotower), the famous tall tower, which has long been a major tourist attraction, because from the top of the tower you have a fabulous view from the city;

  • The Erasmus Bridge, a cable stayed white bridge. It’s very beautiful and one of the symbols of the city.

  • The “Delftse Poort”, a 151 meters office building, which houses Nationale Nederlanden insurance company, part of ING Group.


Other nice thing in the city is the beach
. In Rotterdam there isn’t natural beach, but they’ve built an artificial beach between the two city bridges (Erasmus Bridge and the Willems Bridge). Swimming was not possible, unfortunately, so the people go there all dressed and just to chill out :) (who wants real beaches can go to Hoek van Holland or Den Haag, which has a really nice beach!).


Rotterdam is the second biggest city in the Netherlands (the first is Amsterdam) and the industrial heart of the Netherlands. The port has made Rotterdam the trading city of the Netherlands and because of that you can see A LOT of advocacy offices in the city. Really, I’ve never seen so many offices in the same city as in Rotterdam. For sure it’s a good place for lawyers to live – at least probably all of them are employed. :P


Diverse is for sure a word that applies to Rotterdam. Nearly half the population is not bor
n or have at least one parent who is not born in the Netherlands. And most of them are Muslins (mulçulmanos). Everywhere you go in the city you see a lot of muslins and women using veil.

It’s really nice, although they don’t like it very much (I met a girl in the train coming back to Rotterdam from Paris, and when I told her that I liked Rotterdam and I could easily live there, she was so surprised! She said that hardly any European would say that, because of the high number of muslins living in the city).

It was really ok for me, I really liked this (maybe because it’s really different from what I’m used to see in Brazil). But I have to confess that it was shocking for me when I saw for the first time a woman using burka.

It was just the first weekend I was there and I was at the supermarket, buying food for my dinner, when I saw a woman all dressed in a black burka. It’s was really shocking at the first moment, I wanted to look but I couldn’t do it (I didn’t know if she was th
ere with her husband and I didn’t want problems :P).

Maybe it was the moment that has made me feel that I definitively was in Europe. And it was really nice. Then I became so excited that I almost asked her to take a picture with me :P

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Domingo, Julho 30, 2006

The Netherlands!

During the one month I was in the Europe working at AI office, I had the opportunity to travel around 3 different countries: France (Paris), Belgium (Brussels and Bruges) and The Netherlands (Amsterdam, Rotterdam, The Hague, Maastricht and Hoek van Holland).

In the next posts I will write a little bit about this experience, and my impressions of the places I visited.


Starting the series, the Netherlands.

Before writing about the country, let me tell you one thing about the country’s name. Most of us have probably heard different names for this country, I have had and I was always curious about that although I was never proactive enough to look for the answer :S

The Netherlands (or simply Netherlands) is the official name of the country. However, we often refer to the country by the name Holland (in Portuguese specially :)). This is not exactly correct, because the
word Holland derives from a region in the west of the country that currently makes up two of the twelve provinces, namely North Holland and South Holland.

And the term 'Low Countries', which is also used sometimes to refer to the Netherlands, isn’t technically correct, because it refers to a bigger region in Western Europe that includes Belgium and Luxembourg. The term makes reference to the geography of the region, which is low-lying (actually, Nederlands literally means "low countries" or "low lands").

Maybe this confusion happens because once the “Low Countries” (Nederlands) was a kingdom (the Kingdom of the Netherlands) formed by the Netherlands, Belgium and Luxembourg. But it was only during some years in the 19th century, because Belgium and Luxembourg gained their independence afterwards. Now, the Kingdom of the Netherlands is formed only by the Netherlands, the Netherlands Antilles and Aruba.

Amsterdam is the capital city, but country’s seat of government is The Hague (Dutch: Den Haag, Portuguese: Haia). Den Haage is also the location of the Queen’s house and of most foreign embassies (including the Brazilian one).

Amsterdam, Rotterdam and The Hague are the biggest cities in the Netherlands. None of them have more than 1 million inhabitants. But these cities and a number of smaller cities in the west of the country are expanding towards each other to the extent that the entire area’s being regarded in many ways as one 'big city' agglomeration (a single metropole) that Dutch people know as “Randstad”, with about 7 million inhabitants.

To travel there is really easy.

First, because everything is really close (the Netherlands is a small country). For going from Amsterdam to Rotterdam, it won’t take you more than 45 minutes (the same time I take to go to college everyday, by bus :P)

Second, because they have an excellent, excellent public transport network, even in regional or local levels (in the cities). Everything is really efficient, although it’s expensive.

To travel by train in Europe isn’t the cheapest option, the buses are much cheaper. But it’s muuuuuuch faster! And it’s so nice to travel by train :D.

These things make possible to live in one city and work in a different one (it would be like if we could live in Rio de Janeiro and work in São Paulo, imagine :)). There is even a popular saying for this: “Amsterdam to party, Den Hague to live, Rotterdam to work”.


The Netherland is popularly known for hosting the International Court of Justice and for its windmills, clogs (wooden shoes), dikes, tulips, bicycles, prostitution, same-sex marriage, abortion, euthanasia and drugs liberalization.

I will write more about some of those on the next posts.

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