filipe balbi blog

El perfil del Mariachi


'Ay Caramba!'
Yo me llamo Filipe Balbi, um 'cabrón' brasileiro atualmente vivendo na Cidade do México, numa experiência de trabalho (representando no México a AIESEC Internacional). Esse é meu blog, onde conto todas minhas impressões, aventuras e desventuras na terra dos Aztecas e dos Maias, da Tequila e dos mariachis!  

Vixe, só falei dos clichês, né? Mas o México é muito mais que isso... Leia o blog e descubra o México (através de meus olhos e de minhas experiências neste país encantador)

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e por Jota Schuler, a mente criativa e perversa por trás do template deste blog. Valeu, Jota. Sua tequila tá garantida!

Segunda-feira, Março 19, 2007

Y todos me miran!, by Gloria Trevi

Ainda no clima de 'celebrização' do post anterior, apresento a vocês um dos grandes sucessos no México atualmente.

A música se chama 'Todos me miran' e é cantada por Gloria Trevi - sim, aquela mesma que cometeu crime aqui (se não me engano, facilitou abuso sexual de menores por parte de seu empresário), foi presa no Brasil e engravidou na prisão para não ser deportada para o México.

Bem... o passado da mulher condena, e como condena!, mas deixando isso de lado, divirtam-se com a música abaixo.

Dá uma olhada apenas no refrão:
Y todos me miran, me miran, me miran
porque sé que soy linda, porque todos me admiran
Y todos me miran, me miran, me miran
porque hago lo que pocos se atreverán
Y todos me miran, me miran, me miran
algunos con envidia pero al final, pero al final
pero al final, todos me amarán

Celebriza ou não celebriza, essa mulher? CELEBRIZA GERAL!

Para ver o vídeo, clique aqui.

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Domingo, Março 18, 2007

Celebrizando no México

Acho que gosto tanto do México porque viver aqui faz bem para o ego.

Sabe aquele ditado que diz que "em terra de cego, quem tem um olho é rei"?

Então... acho que aqui, esse ditado poderia ser adaptado para "em terra de feios, até os apenas simpáticos são príncipes encantados" :P

Gente, não é tiração de onda não, mas por onde passo atraio a atenção de todos (por ser estrangeiro também, claro). E é super engraçado ouvir os gritos de "guapo" e " papacito" pela rua afora... :P

Ai, ai... ainda bem que tenho visto para ficar no México até Fevereiro de 2008.

Quer saber? O Brasil que me espere mais um pouco! :P


PS: a expressão CELEBRIZAR deriva da fusão de uma série de atitudes. CELEBRIZAR=Chamar a atenção+ arrasar+ detonar! Para os que celebrizam onde quer que estejam, recomendo esta comunidade do Orkut.

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Sábado, Março 17, 2007

Voladores de Papantla

Hoje, quando alguém menciona o povoado de Papantla (em Veracruz), a primeira imagen que vem à minha é a dos ‘voladores’, já que esta dança, que é um verdadeiro atentado à segurança pessoal e à lei da gravidade, feita com intenção de saudar ao Rei Sol e pedir por chuvas, transcendeu o tempo e fronteiras e hoje é um dos maiores marcos da cultura mexicana.

Em suas origens, esta tradição executada por indígenas Totonacas, era conhecida como “kos'niin” (ou “vôo dos mortos”) e estava relacionada ao culto de deuses da fertilidade, como Xipe Totec e Tlazolteotl.

Os ‘Voladores de Papantla’ realizam um ritual que representa uma dança para o Criador, em que atuam 5 pessoas: 4 voladores e um sacerdote, que se veste em vermelho e branco representando o sol.

Os 5 estão sobre um mastro de 25 metros de altura, que tem em sua ponta um tambor e um marco giratório que também serve para facilitar a dança do sacerdote. O mastro representa a conexão entre a terra e os céus, entre o infra-mundo e o mundo superior. No ponto em que se comunicam os mundos (onde se crava o poste), colocam-se oferendas como tamales, sete frangos (ou um perú vivo) e aguardente.

(Nota pessoal: quando vi os ‘voladores’ pela primeira vez, pensei que as oferendas, que estavam ao lado do mastro, eram compras que os ‘voladores’ tinham feito no supermercado a caminho do trabalho e deixaram ali do lado… hahaha… pobre turista desinformado).

Preso ao poste estão 4 cordas que representam o cordão umbilical. Os 4 voladores sobem, sentam-se no marco giratório e se amarram pela cintura. Depois, sobe o sacerdote, que se coloca sobre o tambor, para dançar e tocar flauta, e ao bailar sobre o tambor, suas pisadas são levadas até a terra e o som da flauta se vai em direção ao céu.

Depois de dançar e tocar para todas as direções (norte, sul, leste e oeste, para saudar toda a terra), o sacerdote se senta no tambor e os 4 ‘voladores’ se deixam cair de costas no vazio, presos apenas pela corda em suas cinturas. Seus pesos fazem com que o todo o marco (e também o tambor, que está sobre o marco) gire em torno do mastro. Os quatro ‘voladores’ caem lentamente em círculos, desenrolando completamente a corda em exatas 13 voltas em torno do mastro, até que toquem a terra.







A rotação dos aparatos simboliza o movimento dos astros, em especial o do Sol. E também há uma forte significação nos números correspodentes a tradição. 4x13=52. 4 são os voladores, que dão 13 voltas, que correspondem aos 13 meses do calendario maia, totalizando 52, que simboliza os 52 anos do ‘século’/ ciclo cósmico pré-hispânico, quando há um novo nascer e a vida volta a florecer. 52 também representa Vênus, a estrela da manhã, e sua influência sobre a terra, e também o céu no calendário Azteca, que é um marco na cultura deste povo que tinha profundo conhecimento sobre Astronomia.

Alguns desses elementos do ritual foram introduzidos depois da dominação Azteca aos Totonacas, tal como a música como oferenda e a dança de quatro participantes que voavam de cabeça para baixo, com os braços abertos, disfarçados de aves associadas ao Sol: guacamaya, águia, quetzal e calandria.

Não há dúvidas que de esta é uma das manifestações culturais mais significativas do país e o mais interessante é que, hoje em dia, os ‘voladores’ não apenas mantêm viva a tradição com singular entrega e impressionante demonstração de fé e coragem, como também sentem um grande orgulho por serem ‘herdeiros’ dessa tradição que é não apenas um ritual mágico, cheio de misticismo e cores, como também uma cerimônia religiosa de respeito e equilibrio com a natureza, e um sinal de respeito às tradições que marcaram a história de todo o país.

Fotos dos 'voladores' estão disponíveis no álbum (clique aqui).

Ou, se quiser ver um vídeo da apresentação dos voladores, que encontrei no YouTube (não fui eu que filmei, mas até que está legal... hehehe), clique aqui.

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Quarta-feira, Março 14, 2007

Contagem regressiva...

Nessa semana tenho sentido o coração mais apertado...

Por um lado, estou MORRENDO de saudade da minha família, dos meus pais, dos meus amigos, da minha avó, da minha casa (e até de estudar confesso que tenho saudade, por mais incrível que pareça!), e quero voltar logo para casa e rever tudo e todos!

Por outro, já estou começando a sentir saudade do México... Este período me marcou muito, e muito mais que eu poderia imaginar. Tudo o que eu vivi aqui foi incrivelmente especial, e estou certo de que vou sentir muita falta de tudo isso. (sempre que penso que o tempo aqui está acabando, dá até vontade de chorar... :[ ).

Bem, de qualquer maneira, tenho que voltar, afinal uma vida me espera no Brasil.

E para os que, como eu, estão ansiosos com meu regresso, aqui vai uma ajuda para que não percam o dia da minha chegada:

countdown para meu retorno ao Brasil




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Sexta-feira, Março 09, 2007

Tem coisas que só o México faz por você #1

Sabe aquelas coisas que são tão únicas que nem o MasterCard pode fazer por você?

Então... o México é cheio de coisas assim. São coisas únicas - e super engraçadas - que você só vê por aqui.

Nas próximas semanas vou postar algumas das situações interessantes (ou interessantemente esdrúxula) com as quais me deparei durante meu tempo aqui.

Hoje, lhes apresento a uma curiosa
mistura de sex-shop e 'peixaria' que encontrei pelas ruas de Guadalajara. Na dúvida entre qual negócio rende mais dinheiro, por que não abrir os dois? Ainda que seja no mesmo espaço, mas que que tem? O cheiro de peixe também pode ser afrodisíaco para algumas pessoas, né?

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Domingo, Março 04, 2007

Que pasó con meu portugues?

Direto de Guadalajara, a pergunta que nao quer calar.

O que aconteceu com meu portugues???

Depois de um fim de semana na casa do Bruno, o brasileiro de Recife que está num intercambio aqui na cidade, percebi que meu portugues virou portunhol! Sai um monte de palavras trocadas...

Acho que quando voltar para o Brasil, ao invés de estudar espanhol, vou ter que estudar é portugues, isso sim! :P

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Sexta-feira, Março 02, 2007

Guadalajara, Guadalajara, Guadalajaaaaaaara!

Em meia hora vou começar minha viagem de fim de semana :)

Agora, o passeio da vez é a famosa cidade de Guadalajara!

Sim, vou conhecer a terra de origem dos mariachis e da tequila!

Volto na segunda a noite, e na próxima semana contarei tudo aqui. Isso se eu sobreviver à visita a fábrica de tequila, claro.

Hasta pronto, amigos!




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Carnaval em Veracruz

No sábado de Carnaval, fui para Veracruz para comemorar o Carnaval ao melhor estilo mexicano. Confesso que não tinha muitas expectativas para a festa – até porque conheço o que é um carnaval de verdade! -, e ir para lá sem esperar muita coisa foi a melhor coisa que poderia ter feito: sendo bem objetivo, o carnaval em Veracruz não é ruim, mas também está longe de ser bom.

Bem, para falar a verdade, todo o fim de semana foi um pouco estranho…

Saímos de Mexico City no sábado pela manhã para enfrentar 6 horas de viagem até Veracruz. Por sorte fomos de carro (eu, Johanna, Hanna, Oscar e Mário, no carro deste, que, para quem não se lembra, o namorado de Johanna... hehehe...), o que torna a viagem, ainda que longa, muito mais tranquila e agradável (escutando músicas e vendo a paisagem pela janela - no caminho para Veracruz, é possível ver muitos vulcões, e alguns ainda ativos!).


Vulcão Orizaba, no caminho a Veracruz. Ok, essa outra foto não é do mesmo vulcão, é de uma exposição de fotos que eu fui. Mas achei linda e resolvi colocar aqui para ilustrar :)

Chegando à cidade, fomos direto para a casa onde ficariamos. E aí vimos a furada em que tinhamos entrado: a menina que organizou o passeio era uma belga, que mal conhecia Veracruz. Por isso, alugou uma casa horrível e no meio do nada!!!! (isso que dá alugar uma casa sem ver pessoalmente o local).

O local onde a casa estava era feio e longe, muito longe!!! Ainda que de táxi custasse pouco (10 reais a viagem até o centro da cidade), em carro tomava como 25 minutos. Em ônibus, então… vixe…

Mas o pior era mesmo a casa: disseram que, sim era possível que 20 pessoas dormissem ali, tranquilamente e com conforto. Mas ao chegar, vimos que na casa tinha apenas 2 quartos – e que mal mal caberiam mais que 10 pessoas ali… e já haviam muito mais de 20! (alguns amigos de amigos resolveram aparecer para uma visitinha, e ficaram para o Carnaval :S)

Percebendo que não daria para ficar ali, fomos buscar um hotel. E, apesar de a cidade estar cheia em razão da festa, encontramos um hotel em um local perfeito, no centro da cidade e a 5 minutos caminhando do local do desfile.

Check in, banho, almoço. E fomos conhecer a cidade. E vimos que era impossível conhecer qualquer coisa, com aquela quantidade de gente nas ruas. Sério, a cidade estava lotada, e mal podíamos caminhar. E fomos para a área portuária, onde aconteceria a festa.


Porto de Veracruz. Farol da cidade.

Na principal avenida, a “Avenida Atlântica” de Veracruz, são montadas arquibancadas para todos assistirem o carnaval. São arquibancadas pequenas, não passam de dois metros de altura, porém se extendem por toda a praia – ou seja, é muuuuito grande. Enquanto o desfile não começa, o espaço fica cheio de pessoas passando de um lado para o outro e de vendedores ambulantes. E quando o desfile está para começar, passa a polícia, abrindo o espaço, empurrando as pessoas com o escudo. Faxinão feito, esperamos o desfile...

... que demorou quatro horas até chegar ao ponto onde estávamos sentados!!! (de tão grande que é o trajeto que têm que percorrer… Eu disse que era enorme, e vocês não acreditaram…)

Sério, já estava a ponto de ir embora quando ouvi a música se aproximando. E resolvi ficar um pouco mais, afinal, todos falavam tão bem do desfile, que eu estava no mínimo curioso para ver como seria, e poderia aguentar mais 10 minutos até que começasse.


A polícia passa limpando a galera, mas logo em seguida todos já estão na pista novamente. Na foto da direita, Hanna (a chica checa) sambando no meio da Avenida, junto com a galera que passava desfilando (e o povo que baixou para a pista).


Entre a passagem da polícia e o início do desfile, tudo o que nos restava era esperar. E a única que podíamos fazer era beber. Na foto, tomando Sol, a cerveja patrocinadora oficial do evento (em tamanho especial para o Carnaval, garrafa de 5 litros). E, depois de beber tanto, nem percebe que as dançarinas contratadas pela Sol para animar a festa não são nada gatinhas... :P


Porém, quando o desfile chegou na nossa frente, foi uma supresa enorme. Imagine uma mistura de:
  • Carnaval do Rio de Janeiro (pela quantidade de pessoas assistindo)
  • Carnaval de Salvador (pelo tamanho do percurso)
  • Carnaval de Vitória (pelos carros e fantasias pobres)
  • Carnaval de Recife (por aqueles bonecões que esqueci o nome :P)
  • Parada de 07 de Setembro (com bandas marciais e até aquelas meninas que vão na frente, com balizas/bastões)
  • Canal de televendas (tipo ShopTime)
  • Baile funk, pela quantidade de gente feia
  • Fugitivos de um SPA, pela quantidade de gente gorda
  • e qualquer coisa que seja referência de desorganização para você.

Voilá! Deu para ter uma idéia do que é o Carnaval de Veracruz…

Sério… o negócio é uma propaganda gigante, de 3 horas de duração. Os carros alegóricos são, na verdade, carros de publicidade: qualquer empresa que se interessar pode pôr um carro na avenida (pagando o preço por isso, claro). E não há nenhuma coerência com relação a tema…


Bandinha marcial. Balisas gordinhas. Bonecões gigantes do Recife.



Carros alegóricos/publicidade ambulante :)

Comentário a parte: quando eu digo que qualquer um pode pôr o carro na Avenida, eu realmente quero dizer QUALQUER UM MESMO. Havia uns carros muito curiosos. Um era um carro patrocinado pelo VIAGRA... Sim, a pílula azul estava presente no desfile com um carro próprio! Porém, o outro carro era ainda mais esdrúxulo: era um carro alegórico patrocinado por um table-dance (clube de strip-tease) chamado "CLIMAX". E, obviamente, sobre o carro vinham as beldades que trabalham no local. Lógico que foi o carro preferido da cuecada... mas o curioso é que o Carnaval aqui é uma festa bem familiar. Vão crianças pequenas assistir, apesar do horário. E apesar disso, há carros como este (se bem que para nenhum de nós foi um problema :P)


As senhoras que representavam o 'Climax Night Club'


Além de tudo, para mim pareceu horrível quando vi um bando de gente descendo das arquibancadas para ir para o meio da avenida, e “interagir” com os que passavam em desfile. (tinha uma gordinha que estava na passarela e dançava… hum… ‘sensualmente’ [ai…] com praticamente um homem de cada ‘ala’ que passava. E, para finalizar, dava um tapinha na bunda de cada um! Hahahaha!)


A gordinha bailarina (de blusa branca, dançando com os que passavam)


No domingo, a festa continua. As mesmas pessoas, os mesmos grupos, desfilam novamente, com as mesmas fantasias. E a espera é a mesma, looooonga. (obviamente não vimos o desfile do domingo. Nenhum dos dois, porque tem um às 11 da manhã e outro às 5 da tarde… exatamente iguais ao de sábado).

Aliás, Veracruz é a única cidade do México que tem feriado no Carnaval. Aqui, ninguém trabalha na terça-feira de Carnaval (na segunda, sim, tem expediente, afinal, uma cidade não pode parar completamente por 5 dias, que dirá um país intero!… Hum…). Na terça-feira tem mais festa (outro desfile, igual aos demais), e “tudo se acaba na quarta-feira”.

Entonces… Terminando o passeio, no domingo fomos ao Aquário de Veracruz, que todos disseram ser ‘o maior da América Latina’… gente, até o aquário que eu tenho em casa é maior que aquele (e olha que eu nem tenho aquário! Hahaha). Sério, os mexicanos tem um certo complexo de megalomania… Tudo deles é o mais antigo, mais bonito, maior e mais chifranirranim do mundo… Tinha uns peixinhos bonitinhos, alguns brasileiros inclusive, mas estou certo de que em Cancun deve ter um aquário maior que esse.

Depois de comer, tomamos o carro e voltamos para casa, depois de um fim de semana ‘inesquecível’, com o maior carnaval do México…

Ok, talvez esteja pintando uma imagem muito forte, muito drástica… O carnaval de Veracruz é chato, longo e suuuuuuper brega, mas foi divertido, eu confesso. Ri muito com as ‘morangas’ (uma mistura de mocréias com barangas) em roupas super pequenas e de gosto duvidoso (como qualquer roupa de carnaval, em qualquer lugar - inclusive no Brasil). E foi divertido conhecer o carnaval de outro país, até para valorizar mais a festa brasileira.

E eu prometo nunca mais reclamar do Carnaval de Matilde! (para quem não conhece, o lugar onde minha avó mora, e que tem o carnaval mais chato do mundo. Bem, tinha, porque agora ele é apenas o segundo mais chato! Hehehhe)

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Quinta-feira, Março 01, 2007

Conhecendo a famosa não sei quem

Ontem aconteceu uma coisa engraçadinha :)

A noite fui a um evento suuuuper chique, uma cerimônia de premiação para empresas que receberiam um certificado de Responsabilidade Social. Estavam ali as maiores empresas do México.

E como de costume em uma festa deste porte, a apresentação do evento não poderia ficar nas mãos de qualquer pessoa: um famoso sempre traz brilho (e repercussão) quando faz as honras de mestre-de-cerimônia.

E foi o que aconteceu: convidaram para apresentar o evento uma mulher que é a apresentadora mais famosa da Telemundo. Ela é uma cubana que iniciou a carreia como modelo, depois virou atriz e agora, além de tudo isso, também faz bico como apresentadora de TV.

O nome dela? Não faço a menor idéia!

Só sei que a mulher é famosa. Todos babavam por ela e não houve um só minuto em que ela não tinha na cara o sorrisinho forçado para tirar a foto com o fã. (e olha que estamos falando de um evento empresarial, onde os 'fãs' são, na verdade, senhores em seus 30-50 anos, todos muito formais, trajando terno e ocupando altas posições em empresas mexicanas e, apesar disso tudo, babavam atrás da mulher).

Um colega que também estava na festa resolveu querer uma foto também e pediu para eu tirá-la. Até aí, tudo bem. Tirei a foto e ficou super legal. O problema foi quando a mulher virou para mim e ficou me encarando com cara "pode vir, agora é a sua vez de tirar foto".

Tipo, eu não queria tirar foto. Eu nem sabia quem era a fulana! Para falar a verdade, não sei até agora! (hehehhee). Até que a diretora da Telemundo, que estava alí do nosso lado, virou para mim e perguntou:

- Você não quer tirar a foto?
- Hum... não é isso.
- Então... por que não vai?
- É que... bem... é que eu nem sei quem é ela!

E foi quando a mulher me olhou com uma cara de espanto, como se eu tivesse dito o maior dos palavrões!!!

Tive que explicar que eu era brasileiro e que não tinha Telemundo na minha TV a cabo (na verdade, nem sei se tem ou não. Tem na SKY? É a que tenho em casa...) e, por isso, nunca tinha ouvido falar ou visto aquela senhora até a noite de ontem.

Dito isso, a mulher mudou a expressão (até sorriu e falou "Ah, Brasil! Adoro samba e carnaval. Você sabe sambar?", frase típica de qualquer estrangeiro quando conhece um brasileiro).

E para evitar maiores constrangimentos, fui tomar a foto com a mulher. Eis-la aqui. :)

Eu e a famosa modelo-atriz-apresentadora Fulana de Tal


Para falar a verdade, ela era extremamente simpática! Em nenhum momento foi grosseira com os fãs e não tinha sorriso forçado (falei de brincadeira :]). Super agradável, ficamos conversando com ela por um bom tempo, uma meia hora. E ela era até inteligente, para uma modelo-atriz-apresentadora de TV (considerando o padrão brasileiro de pessoas da mesma 'catiguria').

E ok, tudo bem. A mulher era super bonita e usava um vestido super justo e decotado. Eu reconheço que todos queriam tirar fotos com ela não exatamente pela fama... ;)

Talvez eles queriam a foto porque ela fica muito bem de perfil, não? hahahaha


Ela, de perfil. Outro ângulo privilegiado.

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Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

Audiência da 'Feia' supera Oscar

Bem, como eu disse no post anterior, a maior emissora do México programou uma noite especial para concorrer com a emissora que transmitiria o Oscar.

E parece que a operação foi extremamente bem sucedida.

Três horas de último capítulo da telenovela mais popular do México proporcionaram a TELEVISA mais de 60% da audiência (mesmo índice de último capítulo de novela no Brasil), dando uma lavada na audiência na disputa com a concorrente.

Bem, ao menos a TV AZTECA exibiu a cerimônia em versão integral (com direito até a cobertura no 'red carpet', sem cortes para exibir BBBs :P


Leia a reportagem da FOLHA ONLINE aqui.

Lety, a feia mais famosa do México
(e olha que isso é uma grande coisa, porque aqui o que mais tem é gente feia... :P)

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Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

México no Oscar 2007

Ontem foi realizada a cerimônia do Oscar 2007. Para mim, uma festa chata (como sempre), que, porém, teve neste ano um atrativo especial.

Confirmando a boa fase que atravessa sua indústria cinematográfica (e também o que eu já havia expressado aqui há algum tempo), o México obteve um expressivo número de indicações para a premiação, em um total de 16 nominações para os filmes de Alejandro González Iñárritu (Babel), Guillermo del Toro (O labirinto de Fauno) e Alfonso Cuarón (Filhos da Esperança).

O país estava vivendo um total clima 'Copa do Mundo'. Os principais jornais anunciaram com estardalhaço as indicações e a publicidade em torno da exibição da cerimônia na TV foi grande.

E a expectativa dos mexicanos era tão grande que a Televisa (principal emissora de TV do México; a que fez Carrossel, todas as Marias da Thalia e faz hoje a novela Rebeldes) programou o último capítulo de sua telenovela de maior audiência justamente para o domingo, para bater de frente com a cerimônia de premiação exibida pela emissora concorrente (TV Azteca).

Parênteses: e, obviamente, os mexicanos não conseguiam se decidir entre um programa e outro. Na minha casa, foi um zapping danado... A toda hora mudavam o canal, e nem esperavam o intervalo comercial para isso... E ninguém via nada, nem de um canal, nem de outro! :P

Infelizmente, o México não levou tudo... Babel concorria a muitos prêmios, mas levou apenas um (se bem que o filme era fraco...). Filhos da Esperança saiu de mãos abanando. A salvação foi Labirinto de Fauno, que ganhou 3 prêmios (ainda que tenha perdido o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro).

Porém, nada tira o valor das produções mexicanas, que se mostra uma indústria promissora e de alto nível, que seguramente vai produzir muita coisa boa nos próximos anos.


Na foto-montagem, da esquerda para a direita:
Alejandro González Iñárritu (diretor de fraco Babel, mas também do ótimo 21 gramas);
Adriana Barraza (atriz em Babel e também em Amores Brutos);
Guillermo Arriaga (roteirista de Amores Brutos, 21 gramas e Babel);
Guillermo del Toro (diretor de Labirinto de Fauno, um dos melhores filmes do ano);
Alfonso Cuarón (diretor de Filhos da Esperança, e também de E sua mãe também).

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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

Aquecendo os tamborins! Skindô, skindô, skindô...

Hoje eu parto para Veracruz, uma cidade na Costa Leste do México (no Golfo do México), onde dizem que há o melhor carnaval do país.

Fiquei bem empolgado com a idéia de conhecer o Carnaval de outro país, um carnaval bem diferente do brasileiro (bem, imagino que seja).

No entanto, acho que eles exageram na promoção do evento. Ao entrar na página da Prefeitura da Cidade de Veracruz, encontrei o seguinte anúncio.


Carnaval de Veracruz - o mais alegre do mundo?

Será isso propaganda enganosa?

Veremos... Na segunda estou de volta, e conto tudo para vocês.

Feliz Carnaval!
Que aproveitem muito aquele que, até agora, é para mim o maior, melhor e mais alegre Carnaval do mundo! (o brasileiro, claro)

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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Centro histórico: Templo Mayor

TEMPLO MAYOR
Zócalo foi, em tempos pré-hispânicos, um grande centro cerimonial para os Aztecas Tenochtitlán. Conhecido como Teocalli, este centro foi construído em algum momento entre os séculos 14 e 15. No entanto, com a dominação espanhola, o local foi parcialmente destruído e completamente aterrado, utilizando-se, inclusive, pedras das ruínas de Teocalli e de outras construções aztecas.

E até a metade do século 20, Zócalo era mais um amontoado de barracas tipo de camelô e menos uma praça aberta, como hoje.

E tudo isso permaneceu aterrado até 1978, quando trabalhadores da companhia de energia da Cidade do México, escavando a área para reparação da rede elétrica, encontraram por acaso um enorme disco de pedra, pesando 8 toneladas, que representava a Deusa azteca Coyolzauhqui (vixe…). Foi então que tomou-se a decisão de demolir dezenas de prédios coloniais antigos e escavar a área, resultando na descoberta do enorme e belíssimo templo azteca, adormecido por centenas de anos abaixo de muitos metros de construção.

Diz-se que o Templo Mayor foi construído exatamente onde os aztecas viram a imagem que os guiou por todo um período de peregrinação em busca do lugar onde deveriam se assentar. Eles identificariam esse lugar – que pensavam ser nada menos que o centro do universo – através de uma imagem (uma águia, com uma serpente presa em suas garras, parada sobre um cactus) que foi visualizada em um sonho por um dos guerreiros líderes dos aztecas – e, diga-se se passagem, essa imagem é hoje um dos maiores símbolos nacionais mexicanos.

No sítio, que abriga um ótimo museu, é possível ver as múltiplas camadas de construção. Assim como em Teotihuacán e demais construções sagradas em Tenochtitlán, a construção do Templo Mayor foi iniciada em 1375 e expandida inúmeras vezes, aumentando-se a base para crescer verticalmente. E, claro, cara ‘reforma na casa’ era acomanhada pelo sacrifício de guerreiros capturados. A maior (e penúltima) reforma foi em 1487. Estima-se que mais de 20.000 vítimas foram sacrificadas para comemorar o fato, numa cerimônia que durou quatro dias inteiros!!!

Quando os europeus chegaram, haviam duas grandes pirâmides de mais de 40 metros – que, obviamente, foram destruídas. Hoje, o que se vê são ruínas das diferentes fases da construção do templo (e não sobrou nada da última fase de construção do templo, a qual foi vista pelos conquistadores espanhóis quando chegaram por aqui).

As ruínas foram transformadas em um museu, onde se podem ver peças para sacrifícios feitos no templo, além de ter uma boa perspectiva geral da civilização azteca, incluindo seu sistema de agricultura por chinampas, seu sistema de governo e comércio, suas crenças, guerras e sacrifícios.

Site oficial do Museu Templo Mayor: www.conaculta.gob.mx/templomayor


Sítio arqueológico do Museu Templo Mayor. No meio da cidade, entre muitos outros prédios históricos.


Ruínas do sítio, e a enorme pedra com representação da Deusa Coyolzauhqui, peça que foi encontrada em escavações e que motivou a criação do Museu.


Artefatos arquelógicos dos aztecas.

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Centro histórico: Palácio Nacional e Catedral Metropolitana

PALÁCIO NACIONAL

O Palácio Nacional é um prédio imponente, que abriga os gabinetes presidenciais do México, a Secretaria da Fazenda e impressionantes murais feitos (por quem mais?) Diego Rivera (o marido da Frida).

Em princípio, o local abrigava a casa Montezuma, o lendário imperador asteca, que foi completamente destruída pelo conquistador Hernán Cortés em 1521 e reconstruída como uma enorme ‘arena’, onde os visitantes poderiam se diverter com ‘toradas’. Porém, mais tarde, a Coroa Espanhola comprou o local para construir a casa do Vice-Rei da Nova Espanha. Demolido e reconstruído em 1692, o prédio permanece até hoje tal qual foi construído naquela época.

O prédio fica cheio, cheio, cheio de turistas que vão ali para ver os murais do artista mexicano Diego Rivera. Trata-se de uma série de murais, que tem como destaque um que fica nas escadarias que levam ao segundo andar, onde estão todos os outros. Nesse mural principal, Rivera condensa a história do México separando os vilões (colonizadores e capitalistas) dos heróis (revolucionários e povos pré-colombianos). Os outros murais, espalhados pelos corredores, retratam cenas indígenas, como a vida nos mercados, a produção de pulque, bebida fermentada de maguey, a planta que dá origem à tequila, e mulheres tecendo.


As escadarias e o painel principal.


O prédio visto por dentro, e um dos outros painéis.


CATEDRAL METROPOLITANA

Catedral Metropolitana da Cidade do México (na praça Zócalo).

A Catedral Metropolitana da praça Zócalo é conhecida por ser a maior da América Latina – sua construção começou em 1573 e tomou mais de dois séculos para ser finalizada.

O templo, erguido em semelhança aos de Toledo e Granada, foi construído em estilo barroco, com uma basílica em três naves dedicada à Virgem Maria, cuja ascensão é representada num enorme painel bem no centro da igreja.

Porém, além de ser enorme e ter altares barrocos de confundir os olhos, a Catedral impressiona por estar totalmente torta. Como foi construído sobre as ruínas dos templos Aztecas – que, por sua vez, foram erguidos sobre o lago Texcoco –, o prédio tem afundado em algumas partes desde sua construção, resultado em fissuras e rachaduras na estrutura. E ao entrar no prédio, é possível observar, em um enorme corredor, que as colunas pendem para um lado. Dá uma agonia ver as pilastras inclinadas, ainda que seja uma coisa não muito rara de ser ver no México (cuja história foi marcada por grandes terremotos no século 20, que deixaram muitas construções – principalmente os prédios históricos – em uma posição que não é exatamente a vertical :P)


Uma igreja próxima a Zócalo, impressionantemente inclinada.


Rachaduras e remendos no teto e paredes da construção.

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Zócalo – onde tudo começou

O melhor lugar para começar a conhecer a Cidade do México é exatamente o lugar onde tudo isso começou. O Centro Histórico da cidade tem como marco central a principal praça da cidade, a Plaza Zócalo, e se estende por muitas quadras, em todas as direções.

Zócalo: a praça vista da Torre Latino Americana.

Declarado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, a área apresenta impressionantes ruínas de sítios aztecas e também estruturas coloniais e pre-revolucionárias, um legado de incomparável riqueza e importância que a cidade teve um dia.

O coração da Cidade é, de fato, a ‘Plaza de la Constituición’, também conhecida como ‘Zócalo’, que significa ‘centro, base’ em algum idioma que não sei qual :P. Está tudo ali: um templo asteca, uma catedral da Nova Espanha, murais de Diego Rivera, prédios históricos, muitas pessoas e milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo.

(Detalhe curioso: o nome Zócalo, a princípio usado apenas para essa praça específica na Ciudad de México, passou a ser adotado informalmente por muitas outras cidades mexicanas para designar suas praças principais. Não importa aonde; em qualquer lugar que você for no México, há uma praça chamada Zócalo – e pode apostar que é ponto de referência na cidade).

Em torno de Zócalo surgiu e cresceu a Cidade, sendo que as principais construções estão na área do Centro Histórico. Porém, há alguns pontos/‘sights’ que se destacam aos demais. Os próximos posts, da série “Ciudad de México: Centro Histórico”, vão tratar sobre esses locais.


Um dia tranquilo no Centro Histórico da Cidade do México.


Uma apresentação folclórica em Zócalo. E eu fazendo carão para a foto, dando close de Azteca :P

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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Chapolines: e ai, você encararia?

Gostaria de apresentar-lhes aos "chapolines", delícia tradicional da culinária mexicana (se não me engano, bem comum em Oaxaca, que vou visitar em duas semanas).



As fotos foram tiradas no caminho para a Basílica de Guadalupe. Era um senhor com uma mesa, no meio da rua, vendendo os chapolines como se fossem doces (e, claro, reparem a garrafa de chili, disponível para os que gostam de um 'chapolin picante' :P)

E aí, você toparia encarar essa iguaria?

(não sei se você percebeu, mas são grilos. E eles não são as únicas coisas esdrúxulas que servem de comida para o pessoal daqui... Um dia, quando tiver estômago, escrevo sobre o lado obscuro da culinária mexicana).

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Basílica de Guadalupe

Uma dos traços mais fortes da cultura mexicana é a religiosidade.

México é um dos principais países católicos do mundo (parece que é o segundo, logo atrás do Brasil). E isso se manifesta na grande adoração à famosa “Virgem de Guadalupe”, de quem tanto ouvimos falar nas orações do Cirilo do Carrossel, entre uma lamúria e outra da Maria Mercedez/Maria do Bairro/Marimar, ou na novela América, quando a Sol sofria agarrada à imagem da Santa…

A verdade é que, como disse num post anterior, aqui no México a Virgem de Guadalupe é onipresente: em praticamente toda esquina da Cidade do México, é possível ver imagens da Virgem em altares super decorados. E eu não estou exagerando quando digo “praticamente toda esquina”: no ônibus, o motorista faz uma pequena oração para ela antes de partir (e eu faço outra, pedindo pra ela ouvi-lo e não deixar que nada aconteça no louco trânsito mexicano :P); nas casas de famílias, é comum ver pequenos altares dedicados à Padroeira nacional; até nas igrejas, só dá ela! (na que tem perto da minha casa, quase não tem imagem de outro santo, só dela…)

E o ápice de toda esta devoção é possível sentir de uma maneira muito forte na Basílica de Guadalupe. É impressionante o tamanho do local, que não é apenas uma igreja, mas sim várias igrejas numa mesma área – um verdadeiro complexo religioso (ou como disse Christoph, o amigo suiço, “praticamente a Disney católica!”. E faz sentido… não duvido nada que deva ter mais ou menos o mesmo público que a Disney. Estava super cheio no dia que fomos lá…)

A capela está construída nas imediações da área onde a Virgem fez suas 3 aparições para Juan Diego – as duas primeiras em 09 de dezembro de 1531, e a terceira no dia 10. No dia 12 de dezembro, no lugar onde falou com a virgem, Juan Diego encontrou rosas, que são consideradas a prova do milagre da aparição.

(a propósito: esse é o dia da Virgem de Guadalupe, dia 12 de Dezembro. Feriado nacional. Uma multidão de pessoas na Basílica, impossível de chegar perto).


Finalmente, em 1660 foi construída uma capela, no alto de uma montanha, para comemorar as aparições – e essa é a primeira das capelas construídas.


A virgem, e o interior de sua primeira capela.


Seguiram-se várias outras (não estou seguro, mas deve ter como umas 6 igrejas lá… Não contei no dia, mas vou averiguar depois…).

O templo principal está no pátio central, logo na entrada do “parque de orações” :). É uma igreja bem bonita, apesar das colunas de sustentação, que (também não tenho certeza, mas…) devem estar lá desde o terremoto de 1983, que abalou as estruturas do templo (e de inúmeros outras construções na cidade) – tanto que é visível a inclinação se observado o piso da igreja.



Esculturas de uma das igrejas; Templo principal


As estruturas metálicas segurando a estrutura da igreja.

(há uma outra igreja, no centro da cidade, onde os estragos causados pelo terremoto são ainda mais impressionantes… Depois vou escrever sobre o centro histórico do México e ponho as fotos da “igreja inclinada”).

Há ainda uma igreja mais nova, totalmente diferente da arquitetura das outras, que foi construída para a visita do Papa João Paulo II ao Mé
xico, em algum momento (não pergunte quando… hehhehe).



Igreja construída para a visita do Joao Paulo II, por fora e por dentro.


A aparição da virgem; e um sinal da imaginação fértil dos mexicanos :)



Para ver todas as fotos da visita à Basílica, clique AQUI.

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Domingo, Janeiro 14, 2007

Comentários rápidos - parte 2

Eu coloquei este comentário em um post à parte porque queria ter certeza de que vocês dariam a atenção necessária a ele (fala sobre o gosto musical do mexicano, e tem uma música para vocês escutarem... vale beeeeeeeeem a pena ouvir).

  • Uma coisa bem legal é que os mexicanos valorizam muito a cultura nacional. Aqui, músicas tradicionais são bem escutadas, por todos. Mesmo pessoas de alto poder aquisitivo, que se vestem com as melhores marcas de grifes internacionais, com bom nível de educação formal (superior ou mais)… enfim, pessoas totalmente inseridas numa cultura ‘pop-global-consumista’ e aparentemente descartariam coisas muito regionalistas… até essas pessoas escutam músicas bem tradicionais mexicanas, algo próximo do sertanejo (não o sertanejo pop, mas o sertanejo de raíz!!!). Isso é engraçado, mas ao mesmo tempo muito legal, porque mostra que, mesmo cada vez mais globalizados, cosmopolitas e ricos (é um país relativamente rico, apesar das desigualdades sociais bem marcadas), os mexicanos nunca deixam de lado suas raízes.

  • Mas que é cafona, ah, isso é. Escuta só essa música (clique aqui para escutar, e aqui para ler a letra da música). O nome é "De rodillas te pido" ('De joelhos te peço'). Essa música, cantada por 'Los alegres de la Sierra', é um dos maiores sucessos aqui no México hoje. Em todos os lugares se escuta a música - e não há uma única vez em que se entre no metrô e não tenha um vendedor de CDs piratas tocando a música nas "mochilas cantantes" (para ler sobre as mochilas cantantes, clique aqui)

    UPDATE (escrito no domingo)
    PS:
    Só para ter uma idéia da dimensão do alcance que este tipo de música tem aqui no México: ontem, sábado, eu fui a uma boate. É uma boate bem para jovens, na faixa de 22-28 anos. Apesar da entrada barata (10 reais), é uma boite que está na moda aqui no DF, parecia até bem frequentada e fica numa região boa (aliás, onde moro). E eis que, depois de muita música eletrônica e, claro, uma seqüência de reggaeton, eis que o DJ da boite começa a tocar o quê? Música nortenha - este tipo de música da qual 'De rodillas te pido' faz parte. Vejam só: em uma boite com público predominatemente jovem se ouve esse tipo de música. E não só se ouve, mas também se dança entusiasticamente! É mole ou quer mais provas de que os mexicanos têm uma veia brega beeeeeeeem forte? ;)

Olhem só as caras dos figuras que cantam a música!!!
Esses bigodinhos são muito sexies, não? Hahahaha!

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Observações gerais / comentários rápidos

Rápidos comentários sobre meu aprendizado sobre o México:
  • andar de metrô ou "pesero" (ônibus) não é mais tão divertido. É engraçadoo começo, na primeira vez. Na segunda é apenas legal. Na terceira, você tá de saco cheio da quantidade de gente. Na quarta vez, toma um táxi, nem que te custe uma fortuna!!!

  • Nem que você queira, o transporte aqui vai te custar uma fortuna. Para percorrer uma distância que em São Paulo eu pagaria uns 30 reais, aqui eu não pago mais que 5 reais. (A viagem ao aeroporto custa 30 reais, e é a mesma distância em km de onde vivia na Vila Madalena ao Aeroporto de Garulhos – que me custava, no mínimo, 70 reais…). E a passagem de ônibus sai pelo mesmo preço que a passagem de metrô - 40 centavos de real… Ai, ai... Quanta diferença!

  • Bem, pode, sim, custar uma fortuna, nos casos em que você for enganado por algum taxista trapaceiro (tem aos montes por aqui) ou resolver ser extremamente generoso com a gorjeta do taxista - mas faça isso apenas com os taxistas bonzinhos, que trabalham com taxímetro :)
  • Tacos, tortas e alambres são as maiores delícias mexicanas. E o ceviche, claro - uma espécie de salada levemente picante, feita com frutos do mar… yummi, yummi… :]


    Tacos e ceviche.



  • Gente, que emoção! Descobri que Coyoacan (onde fui assaltado e onde tive minha primeira experiência como ator) é o bairro onde gravaram a novela ‘Carrossel’. Eu nem sabia disso!!! Vou fazer uma busca na internet e descobrir mais infos sobre o bairro e a novela… E fazer um roteirão turístico ‘carrosselístico’. Quero ir à ‘Escuela Mundial’ e conhecer a professora Helena (melhor dizendo, a Maestra Jimena, o nome dela na versão em espanhol)!!!

  • Putz, como o pessoal daqui é feinho… Tá cada vez pior!!! De verdade, são poucos os que são amigos da beleza aqui nessa cidade… vixe! (dizem que culpa é dos ancestrais aztecas, que eram “um pouco feinhos” – mas na minha opinião eles devem ter sido a civilização mais ‘horrorível’ de todos os tempos da história do mundo! Hehehehe)

  • Em compensação, apesar de feinhos, os mexicanos são extremamente gentis!!! Todos (com exceção do mardito que me assaltou :P) são sempre muito educados, prestativos e bem humorados (de alguma maneira tinha que compensar a feiura, né? :P)

  • O México tem se tornado um país cada vez mais relevante em produção cinematográfica. Daqui saem atores mundialmente reconhecidos (como Gael Garcia Bernal e Salma Hayek), diretores consagrados (Guillermo del Toro, diretor de ‘Labirinto de Fauno’, Alejandro González Iñárritu, diretor de ‘Amores Perros’, ‘21 gramas’ e ‘Babel’, e Alfonso Cuaron, diretor dos ótimos ‘A princesinha’ e ‘Filhos da Esperança’ – além do Harry Potter 3 – Prisioneiro de Azkaban) e filmes bem interessantes (como ‘E sua mãe também’, ‘Amores Peros’ e ‘Labirinto de Fauno’, que você não pode deixar de ver – o filme é ótimo). Há, obviamente, coisas estranhas (como o filme ‘A ciência do sonho’, com Gael Garcia) e baboseiras inofensivamente divertidas (como a comédia romântica ‘Cansada de beijar sapos’). Mas o bom é ver que aqui o cinema nacional é bem produzido e desperta grande interesse da população em geral.

Cartaz de 'Labirinto de Fauno'. Gael Garcia Bernal. Cartaz de 'Cansada de besar sapos'.

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Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Mãos ao alto, isso é um assalto!

No último domingo vivi minha experiência mais intensa aqui no México até o presente momento: fui assaltado!

E não foi um assalto qualquer não!!! Foi um assalto a mão armada! Tá pensando o que
? Que sou pouca coisa, é? :P

Foi a primeira vez que fui assaltado de verdade (já havia sido roubado uma vez, há uns 5 anos, no calçadão da Praia da Costa, em Vila Velha. Mas foi um bandido mixuruca. Ele roubou apenas 2 passes escolares de ônibus que eu tinha na carteira… hahahahhaha).

Mas esses eram ladrões profissionais… outro nível, claro. Deu até gosto de ser roubado por eles! :P

Era domingo a tarde, por volta de 13h40. Eu estava em Coyoacan (o bairro onde está aquela praça que eu paguei o mico, lembra?) indo ao Museu Frida Kahlo, que há algum tempo queria conhecer. Estava
escutando música e caminhando quando, a apenas duas quadras do museu, senti uma pessoa tocando meu braço. Pensei que era alguém pedindo informação, vi a boca da pessoa mexendo (como se falando alguma coisa), mas não escutei, porque tinha os fones no ouvido. Tirei os fones:

- 'Como
?', perguntei;

- Pásame todas sus cosas, rápido!

Não havia entendido bem o que ele disse – talvez porque não esperava que fora dizer aquilo –, porém, quando vi a arma em sua mão, entendi rapidinho o que estava acontecendo.


Fiquei extremamente nervoso na hora, afinal foi um susto enorme. E minha única reação foi levar as mãos ao alto, numa reação instintiva ao ver a arma.

E acho que isso me salvou, porque era uma rua em que passavam alguns carros (inclusive um carro da polícia passou a 15 metros, na rua paralela, no exato momento em que fui assaltado). E acho que, com medo que
alguém me visse com as mãos pro alto (sinal claro de que alguma coisa acontecia), eles (eram dois) tomaram meu iPod e me fizeram rapidamente abrir a carteira e tomaram algo como 300 pesos (30 dolares, 60 reais, mais ou menos).

Mas encarei isso como se tivesse saído no lucro, porque comigo tinha minha câmera digital, meu celular, meu cartão de crédito e meu cartão do banco… Fora que eles poderiam ter feito alguma agressão física contra mim – o que parece ser bem comum nos crimes de roubo aqui no México (roubo seguido de lesão física).

Tudo foi bem rápido e não durou mais que 30 segundos… Dali, segui pro museu. Lá, ligaram para a polícia e fui até a delegacia fazer o registro da ocorrência (disseram que naquela mesma semana uma outra turista havia sido roubada também… então fui mais pensando em aumentar a segurança da área do que em recuperar meu iPod, que sabia que já devia estar bem longe).

(ah, e eu fui no carro da polícia, na parte de trás – no camburão – porque não havia bancos de passageiros, era só a ‘jaula’, hehehehe).

Mas o mais triste foi ver o quanto a polícia mexicana é parecida (nos aspectos negativos) com a polícia brasileira. Chegando na delegacia, falei com o agente de plantão que queria registrar o roubo que tinha sofrido.

- Mas o que te roubaram? Seu carro, seus cartões de crédito?


(tipo… alow??? Carro???? Hahahaha)

- Não, nada disso. Roubaram meu iPod e 300 pesos.

- Hum… tem certeza de que você quer fazer a denúncia? Porque geralmente fazemos a ocorrência de roubos de valor mais significativo…

- Bem… Roubaram meu iPod, que me custou 250 dólares. E isso para mim é um valor bastante significativo. Portanto, gostaria sim de fazer o registro da ocorrência.

- Eu digo isso porque o valor é relativamente baixo, e não sei se vale a pena fazer isso…

- Olha amigo. Eu sou advogado e sei bem que tenho o direito de registrar o roubo, independente do valor. E sei a importância que isso tem para a questão de aumentar a segurança na área em torno do museu…

(ai, quando disse que era advogado, a pessoa fez uma cara de surporesa e rapidinho mudou o tom da conversa… hehehe… é incrível o valor que eles dão a títulos aqui no México… depois vou escrever sobre isso).

- Tudo bem. Só te aviso que temos muito trabalho hoje e por isso, vai demorar um pouquinho. Pode ser?

- Tudo bem. São apenas 2h30 da tarde, então tenho o dia todo para fazer isso…

E olhei para os lados e não havia nada na delegacia, apenas uma televisão ligada e um policial gordinho cochilando no canto da sala.

Ele me mandou esperar na recepção porque me entregaria um formulário para preencher para registrar a ocorrência. E isso tomou exatos 45 minutos!!! Sim, 45 minutos para me entregar uma folha de papel e uma caneta para preencher um simples formulário!!! Dá pra acreditar
?

Depois de mais uns 15, 20 minutos de espera, com o formulário preenchido, me chamou para uma sala, onde digitou alguns documentos e pediu que eu assinasse o B.O.. Depois, pediu que eu aguardasse um outro policial, que tomaria meu depoimento.

E se tudo até aqui parecia esdrúxulo, a coisa fica ainda pior quando chega o tal fulano que tomaria meu depoimento.

Não sei porque, mas ele parecia não acreditar que eu tinha sido roubado. Perguntou se eu tinha certeza de que não havia deixado o iPod cair na rua, se eu tinha certeza de que tinha trazido o iPod e não tinha esquecido em casa (“dããã... sim, esqueci em casa… e a música que estava escutando era captada pela antena parabólica que tenho imbutida na cabeça… :P). Só faltou perguntar se eu tinha certeza de que tinha um iPod!!!!! Absurdo…

O mesmo aconteceu com outro trainee, que teve o laptop roubado. A polícia não acreditou que ele fora roubado. Eles insinuavam que o próprio carinha tinha roubado o laptop – que na verdade era da empresa onde ele trabalhava – e que estava registrando o roubo como feito por um terceiro para manter o laptop com ele… Ridículo

Saí da delegacia como as 5 da tarde… Encontrei Johanna e o namorado dela (‘tá namorando! Tá namorando!’ :P), que foram me buscar (‘gracias, Johy, por ser tão querida’).

O pior de tudo não foi nem ter sido roubado – que é triste, mas foi apenas uma perda material e ao menos eu estou bem fisicamente… Para mim, o pior foi a sensação ruim que segue ao roubo: um sentimento horrível de desrespeito, de violação, de impotência…

Foi triste, mas estou tentando encarar isso de uma maneira positiva – pensando que poderia ter sido pior, pensando que é parte de minha experiência de viver em uma cidade monstruosamente grande e desigual como México City…

E pensando que agora estou preparado para os próximos assaltos… Afinal, a gente só aprende quando se relaciona com profissionais de verdade, como foi agora… :)

Que venham os próximos assaltos! (hehehhe… piada sem graça… :P)

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Ano Novo em Acapulco!!!!

Uhuuuuuuuuuu!!! Reveillon em Acapulco!!!

Na verdade, verdadeira, não ficamos em Acapulco, Acapulco propriamente dito. Ficamos em ‘Pie de la Cuesta’, uma praia menor – porém, muito mais bonita – a apenas 8km de Acapulco (e a apenas incríveis 15 reais de taxi! Moooooito barato).

Saímos de Mexico City as 2h da manhã da sexta-feira dia 29 e chegamos lá as 8h da matina! E depois de deixar as coisas no hotel, fomos direto para a praia. Meu primeiro contato com o Pacífico, que emoção! :P


A praia onde ficamos; e meu primeiríssimo contato com o Pacífico


O restaurante onde comemos; e a vista do restaurante.


Café da manhã, com Corona e chili. E uma água-de-côco, para matar a saudade :)

A praia era bem bonita e incrivelmente azul. E fazia um dia de muito sol, belíssimo! (finalmente vesti bermudas desde que cheguei aqui! :P)

Depois de ‘desayunar’, fiquei morgando na praia, tomando um sol e mergulhando (doido pra me livrar da catarrada que obstruia meu nariz, depois de uma gripe super forte que tive na semana do Natal). E torrei… no fim do dia, já tava um camarão. E olha que eu me atochei de filtro solar!



Navio encalhado depois de uma tempestade em 2005. Vida difííííícil a nossa em Acapulco...

Depois de um espetacular pôr-do-sol (meu primeiro sob o mar do Pacífico… aliás, a primeira vez que vejo o sol se pôr pelo mar, já que no Brasil o sol nasce no mar e se pôe atrás de uma cortina enorme de concreto, formada pelos edifícios da costa…), jantamos em um restaurante bonitinho que fica na frente do mar – e é do tipo pé na areia. Super legal. E comi peixe! Ah, que saudade que eu tava… :)


Pôr do sol. Dando close, disfarçado de camarão.

No dia seguinte, chegaram os outros que faltavam para comemorar o ano novo. Na sexta eramos apenas 8, mas no sábado já éramos 20.

No sabado a tarde, fizemos um passeio de “lancha” – na verdade era um barco, desses de madeira. Mas foi super legal. Fomos a uma ilha que fica no meio de uma lagoa (enoooooooorme… navegamos como quase 1 hora para chegar até lá!). O lugar é bem bonito, meio deserto, um tipão meio 'Lost'... hehehe... Eu me senti o próprio Jack (se bem que eu estou mais pra Rodrigo Santoro, não? ahhahahahahaha). Lá, tomamos banho de lagoa e descansamos para a noite, que prometia!


Passeio de lancha. Uns chatos fazendo inveja na gente.


Pelicanos! Eram muitos! Encontramos no caminho para a ilha.


A ilha para onde fomos. Praticamente figurantes de 'LOST' :) Aqueles nos esperando são 'Os Outros' :P


Curtindo a ilha.

A noite, fomos a Acapulco. A cidade é bem legal, muito bonita, colorida e com boa infra-estrutura. Ela não tem nem de longe o glamour que os velhos filmes dos anos 60 feitos nessa praia (Elvis Presley era o rei da locação em Acapulco), mas isso não afeta em nada o climão simpático e descolado da cidade.

Depois de muito tempo apagada, fora do roteirão turístico mais descolado, Acapulco ressurgiu. Hoje, é uma praia super movimentada, cheia de turistas e gente jovem. E parece vira o point de todo mundo que é bonito na Cidade do México (e que se escondem de mim, porque até agora, não vi muita gente bonita aqui não… :P)

A noite, em Acapulco, fomos à ‘Paradise’, um ‘antro’ (boite) super legal, vários ambientes. Em cima, era uma pista de dança ao ar livre, com vista para o mar. Abaixo, havia um restaurante, uma área de esportes (bungee-jump) e uma pista de dança in-door (não tão in-door assim: só tinha um teto, e nada de parede; tudo dava vista para o mar), onde ficavam as pessoas que pagavam pelo ‘open-bar’ (a de cima pagava por bebida, a de baixo era tudo liberado… loucura!!!). E logo mais a frente, estava a praia, com espreguiçadeiras para quem quisesse relaxar entre uma música e outra.

Logicamente, fomos para a pista de baixo – a do open bar. A entrada, que normalmente custaria 100 reais para homens, saiu por menos de 40 – isso porque causamos um verdadeiro conflito entre dois vendedores de ingressos, que disputaram a venda para nosso grupo, centavo por centavo. Um baixava alguns pesos, o outro fazia uma oferta melhor, seguida de outra oferta mais baixa, do primeiro. Até que um deles chegou ao preço mínimo e o outro desistiu! Hahaha

Entrando na boate, eu jurei que não ia tomar nada (estava tomando remédios, pra uma gripe super forte que tive). Na entrada eu até perguntei se podia pagar menos, já que não ia beber (logicamente que a mulher morreu de rir e disse não).

Porém… como resistir a um open-bar em Acapulco, cheio de tequilas, piñas coladas, margaritas, malibus, 'sex on the beach', 'sex on the shower', 'sex on the desert' (e 'sex on' mais um monte de lugares, cada um mais esquisito que o outro. Tinha até 'sex on my face'!!! Vixe... Mas esse era bom... hehehe...) e mais um monte de outras bebidas super se oferecendo para mim (praticamente dizendo "me toma, me toma, me toma!")? Não tinha como resistir… até porque não tinha refrigerante nem água no bar, então tinha que ser álcool mesmo – até para tomar a dose de remédio da meia noite!

E o negócio subiu forte!!! Foi uma noite louca… Teve reggaeton, salsa, merengue, uns outros tipos de dança que não conheço… e muita música eletrônica/dance. E teve table dance, numa performance já antológica – e realizada por ninguém menos que eu!

Foi uma noite suuuuuuuper divertida! Não bebi muito, de verdade… Devo ter bebido apenas uns 3 drinks, não mais que isso… Mas foi super legal, me diverti pra caramba. Descobri na Alexia uma parceira para loucuras (gente, ela é a mais louca de todas as loucas que eu já conheci na minha vida!!!) e dei origem a uma nova medição de grau de alcoolismo (mais bêbado que Filipe em Acapulco/menos bêbado que Filipe em Acapulco) – apesar de não estar bêbado.

E foi legal também porque agora todas as festas tenho presença super requisitada. Não há mais festa em DF que não conte com minha presença (e quando não vou, todos reclamam, dizendo q a festa está chata – e ligam para mim, implorando para que vá para a festa. E não importa se são 2h da manhã, eles vêm me buscar para ir pra festa! Hahahaha).


A galera, antes de entrar na boite. Eu, no restaurante da boite.


As loucas me atacando! Alexia 'chup-chup'; com Alexia e Yahaira.


Alexia, a mais doida de todas; eu fazendo 'chão-chão-chão' com a Wanda.

No dia seguinte, tava todo mundo só no bagaço. Então dormimos até mais tarde, porque a noite era noite de Reveillon!

A noite fomos para Acapulco, em uma praia looooooooonge pra caramba, pagando uma fortuna de taxi, porque disseram que haveria fogos e uma festa muito massa. Sim, havia fogos e sim, havia uma festa. Mas a festa era fechada (para os hóspedes de um hotel 5 estrelas na praia onde fomos) e os fogos foram beeeeeeeeeem michuruca; tipo, mal mal duraram 5 minutos! (ah, Rio de Janeiro…).

Confesso que não foi nada de especial… Na verdade, foi 'riponga' demais pro meu gosto... Imagina, uma pessoa fina como eu, acostumado a frequentar as festas mais chiques da high-society capixaba... hahhahaha...

Mas também eu não tinha muitas expectativas, já que estava morrendo de cansaço pelo dia anterior, a gripe tinha piorado um pouco e eu tinha voltado a tomar remédios, então não ia beber (me fizeram prometer tomar uma taça de champagne na virada do ano… mas… que champagne??? Hahahaha a galera ficou bêbada é com bacardi, não teve nem as borbulhas do champagne… nem o cheirinho :P).

Foi muito mais divertida a ‘viagem’ até a praia (busão lotado, em plena noite de 31 de dezembro!) do que o reveillón em si… Mas foi legal… estava com pessoas muito queridas (como Johy) e bem legais (como os demais), de quem me tornei mais próximo depois do Natal e desses dias loucos em Acapulco...


Bagunça no busão no ano novo. Na praia, recebendo o ano em estilo riponga. Fogos de artifícios - tão rápidos que nem deu tempo de tirar uma foto comigo, só a Johy teve sorte... :[


No dia 01, juntamos todas as tralhas e fomos embora… Foi triste deixar Acapulco… sabia que seria muito ruim sair daquele calor delicioso de 35º e chegar nesse frio horroroso de 5º aqui em Mexico City… Mas tá tranquilo. Muito em breve vou voltar a Acapulco… Bem, assim espero. :)


Todas as fotos de Acapulco (eu disse TODAS, inclusive as 'proibidas'), estão disponíveis no álbum. Para ver, clique aqui.


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Hidalgo

No dia 25 de Dezembro, acordamos bem cedinho, tipo 6h30 da manhã (“Obrigado, Wanda!”) para irmos a Hidalgo.

Iamos visitar uns amigos da Wanda, una panamenha que está fazendo seu intercâmbio aqui.

Wanda nos disse que seus amigos haviam a convidado para passear de cavalo e fazer outras coisas, conhecer a cidade, etc e tal… e todos gostamos da idéia e nos oferecemos para ir juntos! E fomos todos para Hidalgo – eu, Julia, Johanna, Hanna e Wanda.

Putz… que buraco!

Sabe aqueles filmes de faroeste que mostram uma cidadezinha minúscula do interior do México? Pois então… bem-vindo a Hidalgo!

Hidalgo
A cidade fica apenas a 1h30 do DF (muito perto para os padrões mexicanos; mas para mim isso é longe… bem longe), a cidade não tem nada…

Bem, tem sim. Tem uma coisa muito legal. E que fez valer a viagem até a cidade. Tem uma família muito louca que conhecemos lá (a família de um dos amigos de Wanda).

Vixe, que bando de doidos!!! Chegamos lá e a casa estava uma zona (mais do que já parecia ser normalmente). A mesa estava cheeeeeeeeia de comidas da noite anterior. E não estavam apenas nas panelas, não! Estavam espalhadas por toda a mesa (“sabe como é casa com criança pequena, né?”, diziam).

Muito hospitaleiros, nos ofereceram um café da manhã. E como dizer não??? De repente, estava na nossa frente um enorme prato com arroz, macarrão e uma carne assada e recheada com nozes – obviamente o que sobrara da ceia de Natal da família… hehehe.

A família era bem grande, conheci umas 10 pessoas, mais ou menos… Mas o mais figura de todos era o pai…. Vixe, o cara devia ter como uns 60-70 anos, mas era doidinho. Nos ofereceu fumo (uma erva psicotrópica que os índios fumavam antigamente), falava palavrão, zoava da esposa (de uma maneira respeitosa, claro, mas muito engraçado) e tirava sarro até da mãe dele, uma senhora de uns 90 anos (“não gosta de beber, mas gosta de uma mota, né, velha?” – mota significa fumo, maconha… ou seja, entregou a velha pra todo mundo! Hahahaha).

Eram uns loucos adoráveis. Super simpáticos e receptivos. E com ótimas sugestões de turismo na cidade - quando perguntado que podiamos fazer na cidade, disse para passar na casa de uma fulana, porque ela ia ensinar umas ‘groserias’ (palavrões) para a gente! Hahaha.

Depois fomos a outra casa, de outra família, mais normal… E em seguida fomos passear pela cidade… Mas para ver alguma coisa, ver movimento, tivemos que ir a outro lugar, uma meia hora distante de Hidalgo… que também não tinha nada de especial, mas enfim, foi um passeio legal.




A outra cidade, que esqueci o nome :)


Feira livre na outra cidade. Cozinhando no meio da rua.


Feira livre. Lá é possível encontrar de tudo!!!

Quanto ao passeio de cavalos, não aconteceu, infelizmente… Mas o passeio a Hidalgo valeu por sair um pouco de DF (ver alguma coisa diferente, mesmo que o diferente seja nada) e por ter conhecido as pessoas mais engraçadas e loucas que conheci no México até agora.

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Navidad 2006, en Mexico!

Contrariando todas minhas expectativas, meu Natal foi super legal! :)

Como disse num post anterior, estava um pouco triste e ansioso, porque para mim Natal é uma festa para ser celebrada em família – da qual estou um pouco longe - ou de pessoas queridas – que ainda não tinha aqui no México, já que não me sentia próximo o suficiente de nenhum dos trainees para querer muito passar o Natal com eles (exceto Johanna, claro, minha musa :])


Eu e Julia (alemã); Johanna (colombiana) e Ruben (espanhol).

No entanto, foi uma bem especial. Estavamos em 20 pessoas, mais ou menos, quase todos internacionais e sem família aqui no México. Cada um levou para a ceia um prato típico de seu país (e proporcionou que descobrissemos que a batata é um ingrediente típico de todos os países do mundo, porque quase todos fizeram salada de batata – a única coisa que mudava era o nome, pois os ingredientes eram os mesmos! Hahahaha)


Os participantes da 'Cena de Navidad del Castillo'


A mesa, com alguns dos pratos.


O 'champagne' (na verdade, Crida Cerezer :P) e o brinde ao Natal.


Eu fiz duas sobremesas. Fiz rabanada (pela primeira vez na minha vida - e foi super fácil. Não lembrava de ter comido aquilo antes, apesar de ser super típico do Natal do Brasil) e uma outra sobremesa chamada Terrini, uma espécie de bolo de sorvete com creme chantily – que ficou suuuuuuuuuuper gostoso e que, graças à receita descoberta no “Terra Culinária” (numa busca super criteriosa, cujos únicos requisitos eram que fosse uma coisa fácil, rápida e barata de fazer :)), me proporcionou o título de “melhor prato do Natal 2006” :P

Uau… quem diria, hein? Para uma pessoa que, até pouco tempo atrás, tinha como únicas experiencias culinárias fritar hamburguer, fazer pipoca no microondas e fazer gelatina, até que foi um resultado muito bom, não? ;)

E ah! Fiz uma descoberta super importante: percebi que o que estraga o Natal é a Simone! Putz… nada como um Natal sem aquelas músicas! (se bem que aqui eles não tem Simone, mas tem o Luiz Miguel, com seu disquinho de Natal… mas até que passa por um Natal, apenas :P)



O que sobrou do terrini (mas só sobrou porque eu escondi :P) e 'Paleta Payaso', uma gostosura feita de marshmelow e muito açúcar! :)



Para ver as fotos do Natal, clique aqui.


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Xochimilco - o México pré-hispânico

Quando você perguntar sobre Xochimilco a algum chilango (os nascidos na Cidade do México), provavelmente eles tentarão te explicar a cidade da seguinte maneira:

- Xochimilco é a Veneza mexicana!

Nada mais falso do que isso!!! :P

A única semelhança entre Xochimilco e Veneza é a existência de canais navegáveis. E pára por aí! :P

As coloridas 'trajineras' e os canais navegáveis, 'à lá Veneza'

Xochimilco é uma área onde se pode conhecer a Cidade do México como ela era em seus tempos pré-hispânicos.

A Cidade do México era uma grande lagoa, que foi aterrada aos poucos pelos aztecas, através dos conhecidos sistemas de ‘chiampas’, que eram, a grosso modo, como pequenos aterros que faziam, cercando um pedaço de água com toras de madeira e enchendo de terra, criando um espaço onde podiam viver e plantar.

A Cidade do México foi toda aterrada, e o grande lago que existia aqui antigamente, desapareceu por completo (aliás, essa é uma das razões por DF ser uma cidade tão plana. Além de uma questão cultural, os prédios são baixos também pela ‘fragilidade’ que tem o subsolo. Aqui raramente se vê construções altas, maiores de 4 andares… bem, mas bem raramente).

Porém, em Xochimilco, ainda se pode ver como eram feitos os aterros com as chiampas. E é bem interessante (e finalmente entendi tudo o que estudei sobre história americana pré-hispanica, mas nunca havia compreendido de fato :P).


Para entender as chiampas: imagens das laterais dos canais.

A cidade é uma cidade pequena, meio que de interior, mas, como tudo no México, é bem colorida e cheia de sons e olores!

Tudo bem que alguns desses cheiros são bem desagradáveis – os canais são extremamente poluídos e cheiram super mal –, mas o passeio vale a pena.

O passeio é feito em TRAJINEIRAS, que são como chamam umas pequenas barcas, usadas nos canais, todas muito coloridas – ou seja, bem ao estilo mexicano! O passeio completo dura como 3 horas, entre ida e volta. No meio do caminho, cruza-se com todos os tipos de “ambulantes”, que, dentro de pequenos barcos individuais, cruzam os canais oferecendo ‘serenatas’ mariachis para casais e turistas (a troco de uma ‘módica’ quantia de 10 reais por canção) e vendendo desde artesanatos com o nome da cidade até petiscos (tacos, quesadillas e cia, todos feitos dentro das trajineiras, no canal… pode me chamar de fresco, mas não tive coragem de comer lá… hahahha).

Fizemos o passeio em 3 – eu, Hanna e Johanna. Ou seja, a turma de sempre. Porém, o legal é ir um grupo maior, levar música e comida, e passar o dia no barquinho, fazendo a festa. Parece ser um programa legal… É a farofada do DF!


Johanna, eu e Hanna.



Os vendedores ambulantes: mariachis, fotografia, flores e comida.


Depois do passeio, passamos pelo mercadinho da cidade. Lá foi a vez da Hanna fazer a festa. A menina resolveu fazer feira em Xochimilco, comprar tomate, batata, frutas… E olha que estavamos bem longe de casa, e tinhamos que tomar um trem em horário de pico para voltar (sábado a noite é horario cheio no metrô aqui no México… é incrível a quantidade de pessoas nesse horário!). O engraçado é que não podia escolher os produtos: se quisesse comprar tomates, tinha que aceitar o que o feirante colocava na sacola, e se quisesse escolher, pagava o dobro do preço. Espertinhos, não??

Mas o melhor era o estilão do mercadão. Parecia uma feira ao ar livre. Super engraçado. Via-se de tudo, de fitas cassete (há milhões de anos não via essas fitas… ehehhe… E eram músicas de álbuns super ‘lançamento’, ou seja, ainda se faz fita cassete aqui no México!!!) a perus vivos (talvez porque era pouco antes do Natal, mas não duvido muito de que se voltamos à Xochimilco agora, também veríamos alguns exemplares da ave no meio do mercado) e plantas carnívoras!!! (sim, isso mesmo. Planta carnívora! Aquela que come insetos, sabe qual?)

Esse México… cada vez mais supreendente, cada vez mais engraçado…


Mercadoria: perus, fitas cassetes e plantas carnívoras!


Para ver todas as fotos de Xochimilco, clique aqui.





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Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

Reveillon en Acapulco, aqui vou eu!!!


Sei que estou devendo o post sobre o Natal e minhas últimas aventuras.

Porém os updates vão ficar para o ano que vem. Em poucas horas ponho o pé na estrada rumo a minha viagem de Reveillon.

E o destino é nada menos que Acapulco! - q
ue eu sempre quis conhecer, principalmente por causa dos episódios do Chaves que se passaram na cidade! :)

Moooooita emoção!

Quando voltar, atualizarei todas as novidades!

Abraços! E feliz 2007!


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Domingo, Dezembro 24, 2006

Happy Holidays!

Queridos amigos,
Desejo a todos vocês um FELIZ NATAL e um ano novo FANTÁSTICO! Que seu natal seja uma noite especial, celebrada com pessoas queridas. E que 2007 seja um ano cheio de sucesso e felicidade, para você e os seus!

Dear friends,
I wish you a very, very merry holiday’s season and a FANTASTIC new year! May your Xmas be a really special night, celebrated together with people you care the most. And my 2007 be a year plenty of success and happiness, for you and your beloved ones!

Love,
FILIPE BALBI


(Este cartão foi o vencedor em um concurso de cartões virtuais de Natal, promovido por um site da Ciudad de México. Até que é bonitinho, não?)

(This post card is the winner of a contest of Xmas virtual cards, organized by a Mexico City's website. It looks nice, doesn't it? :] )

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Sábado, Dezembro 23, 2006

Bye bye, Célia!

Hoje foi um dia um tanto quanto triste...

Hoje foi embora Célia, a brasileira que estava fazendo seu intercâmbio aqui na Cidade do México.



Célia foi a pessoa com quem tive maior contato durante este tempo. Foi a pessoa com quem mais convivi (fora o pessoal com quem moro. Mas mesmo comparando com eles, minha proximidade era maior com Célia que com qualquer um deles...)

Hasta luego, Celinha! Adorei te conhecer! Você é uma pessoa super bacana. Pena que não vai passar o Natal aqui com a gente...

Nos vemos pronto, en Rio! E não esqueça da minha encomenda! :P

PS:
menina, eu até fiquei doente porque você se foi... HAUhauHAUhua... passei o dia na cama com uma gripe horrível, que me derrubou.


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Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

Meu noivado

Pai, mãe, amigos. Fiquei noivo.

Sim, é isso mesmo que vocês leram. Fiquei noivo.

No dia 15 de dezembro (última sexta-feira) col
oquei a aliança no dedo, sinal inquestionável de compromisso assumido.

O compromisso em questão foi selado com minha noiva mexicana, chamada Cindy. E com minha outra noiva mexicana, chamada Érika.

Sim, são duas noivas! Tudo começou há um mês, mais ou menos, quando Cindy e eu procurávamos pacotes turísticos para ir a Cuba. Os preços estavam médios (como 1.000 dolares por 5 a 7 dias, hotel e passagens incluídos), porém impossíveis para dois pobres estudantes vivendo fora de casa.

Porém, de repente, encontramos o pacote turístico "quase perfeito": 600 dolares, com hotel, passagens, café da manhã incluídos, e passando por 3 cidades diferentes! O único porém é que era um pacote de lua-de mel!

Como sou uma pessoa muito esperta e orientada para soluções, propus casamento à Cindy naquele mesmo momento, para podermos aproveitar esta s
uper promoção. Ela aceitou, mas disse que teria que comprar um anel, para oficilizar o pedido - tudo como manda a tradição.

Porém, neste meio tempo, entre o "aceite" e a compra do anel, uma outra pessoa apareceu na minha vida. Érika. Não lembro muito bem como começamos a nos interessar um pelo outro, porém nas últimas se
manas começamos um romance secreto (que não era tão secreto, uma vez que Cindy era a única pessoa que não sabia! huaHAUhuahUA).

E como meu amor é grande o suficiente para as duas (Big Love... alguém conhece esta série? É ótima! Super recomendo!), no dia 15 fiz o pedido oficial de casamento e dei o anel (os anéis) que as duas tanto queriam.

O pedido foi feito para Argentina, a "mãe" das duas... hehehehe.
... (Argetina é a presidente da AIESEC no México, chefe das duas - Cindy e Érika - e pessoa com quem estou trabalhando diretamente aqui no México).

Estavam presentes todos os "irmãos" (os o
utros diretores da AIESEC Mexico), que ficaram super emocionados com o pedido, apesar de não entenderem muito bem como eu podia estar propondo as duas (a única pessoa que entendeu foi Ahmet, turco, diretor de Sistemas de Informação - que é mulçumano, portanto entende como funciona essas coisas! :P)

Tudo foi muito lindo... Emocionante.



Pedindo a mão de Cindy.


Pedindo a mão de Érika.


Cindy, antes de saber de Érika. Cindy, depois de saber de Érika.


Assinando a sentença de morte. Foto da família feliz.


No fim de semana eu tive a primeira lua-de-mel, que foi com Cindy. Fomos a Paris (também conhecida como Cidade do México), tiramos fotos na Torre Eiffel (também conhecida como Torre Latino Americana, no México) e almoçamos juntos no Palácio de Versalles (também conhecido como Castillo de C
hapultepec, no México)... Super romântico... Tinha que ser Paris, né? :)


Lua-de-mel em "Paris". Torre "Eiffel" e almoço no "Palácio de Versailles"


A segunda lua-de-mel vai ser com Érika. Mas ainda não sei quando, visto que nos próximos dois finais de semana são as festas de fim de ano. Porém uma coisa é certa: será num lugar mais pertinho, para não gastar tanto. Sustentar duas esposas não é mole não! hAUauHUA


(ok, pra quem não captou, tudo isso é brincadeira, ok? Sei lá... sempre tem uns mais devagar que não pegam a piada... :P)


Para ver todas as fotos da brincadeira, clique aqui.


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Victor Victoria no México!

Domingo passado foi um dia muito especial. Pela primeira vez aqui no México, fui ao teatro. E justamente para ver "Victor Victoria", um dos meus musicais preferidos!

"Victor Victoria" é um musical da Broadway criado em 1995, baseado no filme homônimo, de 1982. E ambos são estrelados, em suas versões originais, por Julie Andrews.




A versão mexicana da peça é bem legal. A produção é espetacular, com coreografias super elaboradas e cenários de fazer cair o queixo :P (o teatro tinha as primeiras fileiras todas com mesas e pequenas luminárias, dando todo um climão de cabaré parisiense dos anos 1930, bem adequado à peça).

Mas o mais interessante é que a versão apresentada no México não é exatamente a original. Ela foi alterada especialmente para esta produção: músicas novas foram criadas e outras tantas tiveram suas letras adaptadas, dando uma cor mais local. E ficou beeeeeem legal.


Queria ir de novo, mas não vai dar, pois dois motivos:
  • Um, porque não é barato (até que é, custa 50 reais, muito bom para um musical daquele nível. Mas comparado com os 6 reais pra assistir a um filme no cinema...:P)

  • Dois, porque não está mais em cartaz... (fui no último dia, por sorte! nem sabia que era o último).

Porém, nem tudo é tristeza. Entrou em cartaz nesta semana "Os Produtores". Devo ir na primeira semana de Janeiro. Vai ser meu presente de Natal para mim mesmo! :P

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Museu Diego Rivera (o marido de Frida)

Outro dia fui ao Museu Diego Rivera.

Diego é famoso por ter sido o marido da Frida Kahlo, a famosa artista plástica mexicana (sobre Frida, clique aqui). (ele também é um artista plástico bem famoso aqui no México, com trabalhos bem conhecidos)

O museu fica
na casa onde Diego morava. É uma bela casa estilo moderno, construída no início do século XX (e que ganhou um prêmio internacional de melhor construção arquitetônica em estilo moderno, segundo uma senhora que vive na casa ao lado do museu - também em estilo moderno, a primeira construída em todo o México, e que ficou em segundo lugar no concurso - hahaha)

O museu é um daqueles "interativos", onde pode-se tocar (quase) tudo o que se vê, desenhar sobre os quadros, entre outras coisas.

Foi uma preparação interessante para visitar o
museu de Frida - o que devo fazer na próxima semana!

Abaixo, algumas fotos do museu. Para ver o álbum completo, clique aqui.



Frida e Diego.


Pinturas de Diego.

Museu.


Interagindo com as obras.


Prédio do Museu.



A planta que se usa para fazer tequila. E o jardim em frente ao Museu.

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Natal no México

Natal chegando...

Pela primeira vez desde que cheguei aq
ui, pensei como gostaria de estar agora no Brasil...

Para mim, Natal é uma festa para celebrar em família, com pessoas que lhe são queridas.

No entanto, agora aqui no México, vou passar o Natal com os trainees. Gente de todos os lugares do mundo que está aqui no México fazendo intercâmbio. A idéia é até legal, de verdade. A questão é que eu conheço pouco essas pessoas. São pessoas com quem saí uma ou outra vez para beber, mas não são amigos, amigos... Estou aqui a apenas um mês, e a única amizade mais forte que fiz aqui (entre os trainees) é com a Célia, que vai embora amanhã (dia 22).

Por sorte, Johanna chegou. Ufa! :) E lógico que vou passar o Natal com ela!

Será um Natal diferente (o que é muito bom! :D)... Na segunda eu conto com
o foi.

E falando em Natal, a Ciudad de México está pronta para receber Santa Claus (Papai Noel). Por onde quer que você passe, encontra decoração natalina. Está bem bonitinho... O legal é que muitos dos temas são relacionados à cultura nacional (quase não ví renas, bonecos de neve e outras dessas coisas esdrúxulas que encontramos normalmente na decoração em países tropicais, como o Brasil).


Luzes de Natal na Praça Zocalo, a mais importante na Cidade do Mexico


Zocalo


Plaza Coyoacan (aquela onde eu paguei o mico)

E o mais engraçado é que até as imagens da Virgem de Guadalupe, espalhadas por tudo quanto é esquina da cidade (sério, a Virgem é onipresente...), receberam enfeitos especiais para o Natal!


Altares para a Virgem de Guadalupe, em uma rua perto da minha casa


Sexta-feira passada aconteceu a "Posada" da AIESEC México. 'Posada' é uma festa tradicional mexicana que acontece nas semanas anteriores ao Natal. A idéia é recordar a peregrinação que Maria e José fizeram antes do nascimento de Jesus. Assim, todos os dias tem uma festa diferente, na casa de alguém. Fica um grupo do lado de dentro e outro do lado de fora. Os de fora cantam pedindo 'posada' (abrigo) para os de dentro. Quando entram, são recebidos com música e comida (que estava deliciosa... hum... apesar de picante, claro :P mas já to me acostumando!). É como se você estivesse recebendo-os (Maria e José) em sua casa - por isso a festa!


Os do lado de fora. Os do lado de fora com a luz acesa. Os do lado de dentro, vistos pelo lado de fora :)

E claro que não poderia faltar a piñata! Piñata é um objeto normalmente em forma de estrela (como a estrela de Belém) que deve ter em todas as posadas, para ser quebrada (é o Judas da festa de Natal :P) É como nas festas de criança, quando tem-se que acertar com um cabo de vassoura um objeto cheio de doces.

Foi divertido...




Esse sou eu. E aquela, na direção oposta, é a piñata :P

Depois vou postar aqui a canção que se canta nas 'posadas'.

Fotos dos enfeites pela Cidade, aqui.

Fotos da Posada da AIESEC, aqui.

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Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Six Flags México!

E por acaso tem alguma graça ir em um parque de diversões num domingo de muita chuva?

TEEEEEEEEM! :P

Outro dia fui ao SIX FLAGS, um parque de diversões aqui na Cidade do México (um pouquinho afastado, como o Hopi Hari em São Paulo, porém não tanto)

Fomos eu, Cindy, Francisco (um amigo da Cindy) e Jonathan (outro amigo da Cindy, um cara super bacana, que vai em todas as festas da AIESEC :P
- o Mr. Nice Guy do México).

Por ser um parque americano, predominam personagens americanos, obviamente. Por todo o parque, se vê as imagens dos super-heróis da Liga da Justiça (os brinquedos mais ‘emocionantes’ são coincidentemente chamados de ‘Superman’ e ‘Batman’…), Scooby-Doo, os personagens dos desenho da Warner e muitas outras figuras que povoaram a infância da maioria de nós.


Álbum de fotos, clique aqui.



Na foto a direita: eu, Jonathan, Cindy e Francisco.




O Planeta Diário, jornal onde o Clark Kent trabalha


Escritório do Clark Kent, e os heróis da Liga da Justiça! (e tem gente que paga pelo autógrafo deles!!!! jajaja)

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Teotihuacán

Sábado. Dia 09 de Dezembro.

Depois de outra festa na sexta-feira, dormi na casa da Johanna porque no sábado iríamos a Teotihuacán. Finalmente, iria conhecer as tais pirâmides!

Pela manhã (como as 10h30), saímos de casa eu, Hanna (uma trainee da República Checa), Johanna (a minha musa colombiana :P) e um amigo dela (Geraldo, um mexicano) e uma amiga do amigo dela (hehe… Leila, outra mexicana, que foi dirigindo).

(e apesar de ficar apenas a 50km de distância da Cidade do México, em direção nordeste, levamos cerca de 2h - 2h30 para chegar lá! O trânsito aqui é incrivelmente lento, especialmente nos fins de semana de feriadão, como foi aquele J).

Teotihuacán é uma cidade histórica pré-hispânica, construida entre os séculos 1 e 7 A.C. – bem antigo! – e cuja origem é completamente desconhecida! O nome da cidade tem origem asteca, e seu significado tem duas versões: uns dizem que significa “o lugar onde os deuses foram criados”; outros dizem que significa “o lugar onde os homens se convertem em deuses” – o que, no fim das contas, resulta em definições bem parecidas :)

Ela é uma cidade que foi abandonada cerca de 600 anos antes da chegada dos astecas/mexicas, que são os “ancestrais” dos habitantes da Cidade do México.

[[Um rápido parênteses: dizem que os astecas eram um povo muito feio, e que por isso os mexicas – como são chamados os habitantes da Cidade do México – são considerados tão feios (alguns chegam a dizer que são os mais feios do país). Bem, não vou negar que quem diz isso tem um pouco de razão… :P]]

Hahaha

Voltando ao que interessa, a cidade foi construída ninguém sabe por quem, e ninguém sabe exatamente quando. E ninguém sabe, muito menos, o motivo pelo qual eles saíram de lá. Sabem, porém, que, ao saírem, botaram fogo na cidade (o que pra mim não faz muito sentido, por que não aconteceria nada (como não aconteceu) apenas pondo fogo em prédios como aqueles…

Anyways…

Mas uma coisa é indiscutível: o lugar é impressionante! A cidade é famosa pelo tamanho de suas construções, que são enormes e indiscutivelmente lindas!

O sítio histórico é formado por dezenas de pirâmides simétricas, que tem como eixo central a impressionante “Calzada de los muertos”, também conhecida como ‘Avenida dos Mortos’. Essa avenida forma um corredor entre as pirâmides, conduzindo os visitantes ao ponto máximo do sítio: as pirâmides do Sol e da Lua, construídas baseadas em princípios geométricos e simbólicos.

A pirâmide do Sol é a maior, com 242 degraus de altura – e como são inclinados! Por todo o ‘caminho’ só se vê pessoas ofegantes - um bando de sedentários que tem nesses passeios o único exercício físico… ou seja, nada diferente de mim! :)

Porém, a vista mais bonita do parque é a da pirâmide Lua. Apesar de menor que a Sol (e, portanto, bem mais fácil de subir), a subida ao topo da Lua permite uma visão espetacular da Avenida dos Mortos, em toda a sua extensão! É de tirar o fôlego! (além de proporcionar fotos bem mais legais :D).

Diferentemente das pirâmides egípcias, que foram construídas com enormes blocos únicos e no tamanho que têm hoje, as pirâmides de Teotihuacán foram construídas aos poucos: primeiro, faziam pequenas construções com pedras pequenas (peças transportáveis :D); depois, aumentavam as bases das construções para tornar possível o crescimento vertical das pirâmides. E tudo isso levava anos!

Outra diferença é que as pirâmides egípcias eram construídas para servir como sarcófagos, enquanto as pirâmides daqui eram monumentos de adoração aos deuses, no caso, o Sol e a Lua.

Porém, o que eu deduzi no final do passeio é que aquilo não era lugar de oração e adoração, mas sim um lugar pra sacrifícios! Imagina ter que subir aquelas pirâmides todos os dias pra poder rezar! Aff… Se não morressem exaustos, pelo menos ficavam sarados! :P

(E que pena pros astecas que ginástica não muda a cara! Jajajajaj).

Mais sobre o local, acessem a página do parque: www.inah.gob.mx/zoar/htme/za00914.html.

O album de fotos desta aventura está disponível clicando AQUI. Abaixo, algumas imagens.



Pirâmide Sol



Pirâmide Lua, vista da Sol

Avenida dos Mortos, vista da Pirâmide Lua


Os aventureiros. Na foto, Geraldo, Johanna, Hanna, eu e Leila


'La calzada de los muertos'

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Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

Fotos da festa brasileira

Depois de ler sobre a festinha brasileira organizada há algumas semanas (se não leu, clique aqui para ler), está na hora de ver as fotos (como disse, esqueci de levar minha máquina pra festa, então estava aguardando me enviarem as fotos).

E não. Eu não estava bêbado. Bem...
não muito, afinal é impossível não ficar apenas um pouquinho tendo que provar cada caipirinha que fazia. Afinal, tem que ser a quantidade certa de açúcar, né? ;))

hehehehe...

Abaixo, algumas fotos da festa. Mais, acesse o albúm clicando aqui.





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Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Johanna chegou!

Nesta quinta-feira, dia 30 de novembro, Johana finalmente chegou ao México!


Johanna é uma grande amiga, a quem conheço a quase 3 anos. Ela é uma pessoa super querida para mim, com significativa contribuição (ou culpa :P) para as experiências/aprendizados/conquistas mais importantes que tive nos últimos anos.

E agora, depois de seis meses de espera por seu visto, Johanna finalmente veio ao meu encontro, aqui na terra da tequila...

O destino insiste em nos reunir, né, Johy?

"You must have known that I was lonely,

Because you came to my rescue,
And I know that this must be heaven,
How could so much love be inside of you?

You are the sunshine of my life,

That's why I'll always stay around,

You are the apple of my eye,

Forever you'll stay in my heart"

(Stevie Wonder. "You are the sunshine of my life")


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Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

Domingo de futebol no Estádio Azteca!

Domingo é dia de quê? De futebol, claro!!!

Domingo passado (26/11) fui com Ahmet, Pipo, Célia, Alejandra e sua família (pai, mãe e irmão) ao Estádio Azteca para assistir a uma partida de futebol!

A partida foi entre o Atlas e América. O Atlas é um time pequeno e o América é um dos dois maiores clubes mexicanos (o outro que polariza a disputa com o América pela torcida é o Chivas de Guadalajara).

Foi super legal, porque o dia estava super bonito (finalmente um dia de sol) e estádio estava cheio (razoavelmente).



Ir a um estádio no México é uma festa (assim como no Brasil). Vão famílias inteiras (filhos, pais, avós) para assistir aos jogos. Pais levam filhos pequenos para sacudí-los quando a câmera passa, para mostrar o filhote no telão e na TV. Os vendedores ambulantes faturam alto, porque os mexicanos comem muuuuuuito nos estádios.

Aliás, os comes e bebes são um capítulo à parte. Imaginem ir ao estádio e comer pepinos com chilli como tira-gosto? Ou então comer frutas com pimenta? Parece estranho, né? Mas é algumas das coisas que ocupam os mexicanos durante as partidas de futebol (há, claro, coisas mais normais, como pizzas e ruffles).


Há também diversas brincadeiras com os torcedores, realizados pelos patrocinadores do clube (aquelas coisas de rodar até ficar tonto e chutar uma bola pro gol - no que, obviamente, pra diversão da galera, os pobrezinhos fracassam retumbantemente).


Tudo, claro, animado por uma música que não parava de tocar: o maravilhoso Hino do Clube América!!! (sério, ouçam esta maravilha da composição artístico-musical mundial clicando aqui. Para ouvir, precisa do Real Player, mas que você pode baixar no site para onde será direcionado).


O futebol mexicano é bem engraçado. Os jogadores não são muito bons... Tinha lances que até eu faria melhor que eles! haahha

Um time amador brasileiro poderia tranquilamente competir com o futebol que eles mostraram no jogo (mais especificamente no primeiro tempo. O segundo tempo foi bem melhor).


Em contra-partida (gostaram do trocadilho? :P), a torcida também é bem animada. Mesmo com o time perdendo e praticamente desclassificado, a torcida do América não parava de gritar e cantar. Deu até vontade de estar lá no meio (fui de cadeiras, não de arquibancadas).


Sobre a partida, era o segundo jogo da rodada de quartas-de-final (era partida tipo ida-e-volta). O primeiro jogo o América tinha vencido por 2 a 0 - ou seja, poderia perder de 1 a 0 e ganharia (2 a 0 levaria para os penalties).

Porém, logo nos 20 minutos do primeiro tempo, o América já estava perdendo de 2 a zero. E levou o terceiro gol no comecinho do segundo tempo. E seguiu perdendo (e virtualmente desclassificado) até os 20 minutos do segundo tempo.

Mas, como diz Célia, a 'filósofa', "uma partida de futebol só termina quando acaba". E a profecia se realizou. Numa reação espetacular, o América virou o jogo e fez 4 gols em pouco mais de 20 minutos de jogo!

Foi muito massa sentir a vibração da torcida com a virada do time! (eu já estava me sentindo frustrado por ir ao estádio, sentar nas cadeiras da torcida do América e ver o time perder de zero!).

Com a vitória por 4 a 3 (placar global: América 6, Atlas 3), o América enfrenta nas semi-finais seu arqui-rival, o Chivas de Guadalajara. Este é, por sinal, o maior clássico mexicano. O país se divide e pára para ver o jogo.

A primeira partida foi ontem (ainda não sei o resultado :P). E a segunda é neste domingo.

Será que este domingo será novamente dia de futebol? :)


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Festinha brasileira!

Semana passada eu organizei, junto com Célia (outra brasileira que está aqui no México), uma festa brasileira!

A intenção era conhecer/me apresentar para os trainees (minha) e nos divertirmos (da Celia e minha).

Apenas 15 pessoas tinham confirmado que iam, e eu jurava que ia ser um fiasco... Até 2 horas depois do horário marcado para começar (marcamos pra começar as 7h :P), apenas umas 10 pessoas tinham chegado - e 4 deles moravam no local onde foi a festa. Porém, aos poucos, o povo foi chegando... e a festa foi bombando!

Putz... a festa foi um SUPER SUCESSO!!! No total, foram como umas 80 pessoas!

Tinha caldinho de feijão preto (a intenção era fazer feijoada, mas onde encontrar carne seca aqui? E como dizer 'paio' em espanhol??? :P), caipirinha (obrigado, Erika!, por ceder sua garrafa de cachaça), brigadeiro e muita música brasileira. Tinha funk (Bonde do Tigrão!), pop/rock (Luka, Skank, Jota Quest), MPB (Tribalistas) e até axé! O povo se amarrou em dançar "É o Tchan" (Tchan no Havai, Loira do Tchan) e Asa de Águia (Manivela).

Depois, surgiram mais 3 garrafas de cachaça (um mexicano que tinha ido a trabalho pro Brasil há poucos meses e gentilmente 'cedeu' as garrafas para a festa, em troca de eu o ensinar a fazer caipirinha e fazer outra festa, em outro dia :P)

E a festa, que estava prevista para terminar à meia-noite, só foi acabar por volta das 6h da manhã. E uns guerreiros emendaram com um after-party numa boate... Eita, energia!


Os comentários foram super positivos, o pessoal gostou muito da festa.

Acho que comecei com pé direito minha carreira de promoter internacional. (hahaha)

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Plaza Garibaldi & Tepozotlan

Logo que cheguei aqui no México, fui a dois lugares simpáticos (meus primeiros sightseeing :)).

O primeiro (logo no primeiro final de semana) é a Plaza Garibaldi, que fica aqui mesmo na Cidade do México. Fui com Sebastiàn e Pipo. A praça é o ponto de encontro de Mariachis, que se reúnem na praça para tocar para os turistas que vão ao local. Todos vestidos a caráter, claro.

Há também alguns restaurantes onde há shows exclusivos de mariachis e danças regionais. (além de algumas casas de shows para adultos, hehehe... entramos em uma, mas saímos correndo quando vimos a principal atração da noite: a "bailarina" mais bonita da casa era um monstrinho de feia! :P).

A praça é bem animada e colorida, mas não tem muita coisa pra fazer além disso :P




E no final de semana seguinte (18/11), fomos a um povoado chamado Tepozotlan. Fomos eu, Célia (uma brasileira que está fazendo um intercâmbio aqui no México), Cindy (mexicana), Gwen (americana), Ahmet (turco) e Marcos (mexicano, namoradinho da Gwen :))

É uma vila bem pequenina. Não tinha muita coisa pra fazer também :P Mas tinha um museu bem legal, que foi uma igreja (na verdade, ainda é). A igreja é impressionantemente coberta de ouro... Linda... Tem fotos no álbum.




Depois, fomos para a pracinha em frente à igreja e comemos comida típica mexicana.


Ah, a surpresa maior foi encontrar, na feira da praça, bombons Garoto. Sim, aqui a caixa amarela é bem conhecida e as pessoas adoram o chocolate capixaba :)




Fotos de Tepozotlan, aqui.


Fotos de Plaza Garibaldi, aqui.


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Quinta-feira, Novembro 23, 2006

Te mando flores...

Eu tenho ouvido muita música em espanhol desde que cheguei aqui - acho que pode ser uma boa maneira de forçar ainda mais o aprendizado do idioma. :)

E aqui no México a variedade de sons que se ouve nas ruas é bem grande - vai desde música ao vivo tocada por mariaches a música eletrônica que se ouve nos barzinhos pela rua, passando, é claro, por eles, astros mexicanos - Thalia e REBELDES.

Uma dessas músicas, "Te mando flores", é uma de minhas preferidas. Ela é bem legal... A única questão é que não é mexicana :P

Quem canta é Fonseca, um cantor colombiano.





TE MANDO FLORES
Fonseca


Te mando flores que recojo en el camino
Yo te las mando entre mis sueños
Porque no puedo hablar contigo
Y te mando besos
En mis canciones
Y por las noches cuando duermo
Se juntan nuestros corazones

Te vuelves aire
Si de noche hay luna llena
Si siento frio en la mañana
Tu recuerdo me calienta
Y tu sonrisa
Cuando despiertas
Mi niña linda yo te juro
Que cada dia te veo mas cerca

Y entre mis sueños dormido
Trato yo de hablar contigo
Y sentirte cerca de mi
Quiero tenerte en mis brazos
Poder salir y abrazarte
Y nunca mas dejarte ir

Quiero encontrarte en mis sueños
Que me levantes a besos
Ningun lugar está lejos
Para encontrarnos los dos
Dejame darte la mano
Para tenerte a mi lado
Mi niña yo te prometo
Que sere siempre tu amor
No te vayas por favor

Te mando flores que recojo en el camino
Yo te las mando entre mis sueños
Porque no puedo hablar contigo
Y voy preparando
10.000 palabras
Pa´convencerte que a mi lado
Todo será como soñamos

Y entre mis sueños dormido
Trato yo de hablar contigo
Y sentirte cerca de mi
Quiero tenerte en mis brazos
Poder salir y abrazarte
Y nunca mas dejarte ir

Quiero encontrarte en mis sueños
Que me levantes a besos
Ningun lugar está lejos
Para encontrarnos los dos
Dejame darte la mano
Para tenerte a mi lado
Mi niña yo te prometo
Que sere siempre tu amor
No te vayas por favor

Te mando flores pa que adornes tu casa
Que las mas rojas esten siempre a la entrada
Cada mañana que no les falte agua
Bien tempranito levantate a regarlas

A cada una puedes ponerle un nombre
Para que atiendan siempre tu llamada
Rosita linda puede ser la mas gorda
La margarita que se llame Mariana

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Terça-feira, Novembro 21, 2006

Tempos quentes no cenário político mexicano!

Em Julho deste ano, o México foi às urnas para escolher seu novo presidente, que sucederá Vicente Fox, que governa o país desde 2000.

Concorriam basicamente dois candidatos:

  • Felipe Calderon, do partido do governo, perfil conservador;

  • Andres Manuel Lopez Obrador, da oposição, partido de esquerda.

A campanha toda foi bastante disputada, com trocas de insultos dos dois lados. E o resultado foi uma vitória do candidato do governo, Felipe Calderon, por uma supreendente diferença de menos de 1% dos votos!

E ai começou a polêmica, porque no México não há segundo turno e, como a votação é manual (cédula de papel), a contagem de votos é feita por amostragem.

Isso deu margem para o candidato derrotado pedir ao Tribunal Eleitoral mexicano a recontagem dos votos – o que foi feito, sem resultar em diminuição significativa dos votos do ganhador.

Obrador alega que em algumas zonas de votação apresentavam mais votos nas urnas do que o número de eleitores registrado. Ele e seus aliados também afirmam ter provas de fraudes no processo. Entre outras coisas, eles apresentaram um vídeo em que um homem supostamente estaria colocando votos – presumidamente favoráveis ao seu adversário – na urna de votação (logicamente o TSE deles rejeitou as alegações, dizendo que as imagens tinha sido “mau-interpretadas”).

O fato é que, depois de disputas judiciais, Calderon foi finalmente confirmado como vitorioso – e se prepara para assumir a cadeira presidencial dia 01 de dezembro.

Porém, o candidato derrotado surtou.

Em protesto contra o resultado final das eleições, ele fechou por DOIS MESES a principal avenida da Cidade do México, atrapalhando o trânsito por ali (!!! – imaginem o Alckmin acampando na Avenida Paulista por 2 meses depois de sua derrota, para impedir o trânsito! Seria o caos, não? Pois foi o que aconteceu aqui). E nada foi feito para removê-lo dali, porque ele é do mesmo partido que o prefeito da capital :S

Além disso, o maluco estendeu por várias semanas uma ENORME bandeira na principal praça (Zocalo) da cidade do México. Mas se você pensou que era uma bandeira do México, se enganou: era uma bandeira da UNIÃO SOVIÉTICA!!

(tipo, "hello!!! Se situa no tempo, Obrador!" :P)

Como se tudo isso fosse pouco, ele deu sua cartada final nesta segunda-feira, dia 20 de novembro, feriado nacional no México pelo Dia da Revolução (como o 7 de setembro deles).

Nesta segunda-feira, o sr. Andres Manuel Lopez Obrador, candidato derrotado nas eleições presidenciais mexicanas, liderou uma cerimônia não-oficial de tomada de posse!!! Ele foi empossado por um Senador da República e teve até juramento e faixa presidencial!

Durante o evento, Obrador disse que estava iniciando um “governo paralelo”, empossou seus ministros e prometeu fazer tudo o que fosse possível para impedir o governo de Calderon, a quem chama de neo-facista.

O evento contou com a participação de mais de 100.000 pessoas. Contudo, o apoio a Obrador já foi maior – tão maior que ele quase foi eleito presidente! Hoje as pessoas, mesmo seus eleitores, o vêem um pouco como louco. Até mesmo seus conselheiros políticos dizem que sua idéia de criar um governo alternativo é politicamente irresponsável.


Agora, resta saber como é que as coisas vão ficar a partir de 01 de Dezembro, quando o México passar a ter dois “presidentes” “legitimamente eleitos e oficialmente empossados”…



para ver fotos do evento de posse do "Presidente Obrador", no ultimo dia 20, clique aqui

(todas as fotos são da agência AP/site BBC News)

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Pagando mico no México

Algumas pessoas me conhecem tão bem que estavam até me perguntando porque estava demorando tanto pra eu pagar meu primeiro mico aqui no México :P

A verdade é que ele já aconteceu – e não demorou nem nem uma semana!!!

Domingo, dia 12 de novembro. Estava apenas no meu QUARTO dia no México – era meu primeiro final de semana, então queria sair pra conhecer algo (estava fazendo muito frio, e no sábado choveu muito – ou seja, preso em casa no primeiro findi por aqui :S).

Sai com Daniela (alemã, diretora nacional de Recursos Humanos da AIESEC no Mexico), o namorado dela (esqueci o nome dele… :P) e Haydy (ou qualquer coisa assim… ela é colega da Dani, alemã também, e veio passar um tempo no México a passeio).

Fomos para Plaza Coyoacan, uma praça que tem todo fim de semana uma feira suuuper movimentada, onde se vende e faz absolutamente de tudo. Lá você pode encontrar de balas de pimentas a bonequinhos de luta livre, de camisetas grafadas com a palavra 'México' a casacos de frio… Lá você pode fazer cursos de artesanato (alí mesmo, no meio da feira) ou até colocar um piercing, se quiser (ali, no meio da feira, numa barraquinha… uuuuuhhhhhh).

Mas a principal atração da praça – a que mais chama a atenção das pessoas que visitam o local – são as apresentações públicas de artistas de ruas. Palhaços, piadistas, mímicos… artistas se revezam no espaço que existe no meio da praça e apresentam seus números para toda a gente que fica ali ao redor.

Pois bem… Chegamos à praça no tal domingo. Tomamos um café e começamos a rodar. O pessoal parou pra ver o show de um ‘palhaço’ que estava se apresentando na hora. Obviamente a apresentação era em espanhol. Só que eu ainda não tinha me acostumado com a velocidade da fala deles aqui – eles falam velocidade máxima, diga-se de passagem :P – e eu não tava entendendo muitas das piadas do palhaço – sabia apenas que estava encenando com VOLUNTÁRIOS a história da Chapeuzinho Vermelho.

Beleza… sem entender tudo – e não muito interessado –, comecei a observar as pessoas em volta da praça, as barracas, o movimento em geral, sem prestar NENHUMA atenção pra peça ou pro palhaço.

Pois foi quando, no exato momento em que meus olhos se voltaram para o “picadeiro” (hehehe… pra área onde ele estava atuando), vejo aquela coisa de nariz vermelho apontando na minha direção. Obviamente nem passou por minha cabeça que fosse comigo! Tanto que até olhei pra trás pra ver quem era o azarado que ia lá pro meio pagar mico. O único problema era que não havia ninguém atrás de mim. Ou seja, o palhaço estava apontando era pra mim mesmo! Shit!!!

Subitamente, um buraco enorme se abriu no mar de gente que me separava do palhaço (acho que era a vez das pessoas terem a mesma reação que eu, olhar pra trás e ver quem era o azarado) – e ficamos ali, eu e ele, frente a frente.

Minha primeira ação após o susto foi pedir pro pessoal dizer a ele que eu não falava espanhol.

- Não fala espanhol? Não tem problema. Do you speak english? (Fala inglês?)

- Sim, eu falo –
respondi, em inglês.

- Bem, não importa. Eu não falo inglês, mas vem assim mesmo.



E, do nada, eu comecei a ser empurrado pela multidão para a arena. E lá estava eu, no meio da praça, para interpretar o LENHADOR – ou guarda-bosques em espanhol – na encenação da peça Chapeuzinho Vermelho.


E o FDP começou me zoando:

- Bem… agora que temos o Salsicha, precisamos do Scooby-Doo. Algum voluntário?

Ha. Ha. Ha. Muito engraçado. (UAHUahuHA… o pior é que eu achei maaaaassa a tirada dele! Muito boa! Hahahah).

Já que estava lá, resolvi confessar pra ele que entendia espanhol, desde que ele falasse devagar. Ai começamos a interação:

- Como se chama?

- Filipe.

- Quantos anos?

- 24.

- De onde é?

- Do Brasil.


E aí foi a festa. O palhaço sambou, cantou samba e falou um monte de coisas num portuñol pior que o meu :)

Não sei direito, não entendi tudo, mas sei que ele fez um monte de piadas sobre mim (hehehehe).

E começamos a encenação – eu e mais quatro pobres vítimas escolhidas por ele lá na praça (a chapeuzinho, a vovó, o lobo mau e o ajudante do lenhador – que não sei de onde ele tirou esse personagem, mas… :P)


No final, ao invés de matar e estripar o lobo, o palhaço mandou que eu fizesse o lobo dizer: “eu prometo nunca mais fazer isso novamente”.

- Agora, você, lenhador. Repete comig. Eu prometo…

- Eu premeto….
- repeti

- …nunca mais…

-…nunca mais…
- continuei.

- … voltar ao México! -
completou o palhaço.



FDP!!!! :P


E o pior é que eu estava mais preocupado em pronunciar corretamente o que ele ia pedir pra eu dizer do que propriamente com o conteúdo da frase… E não é que, sem pensar, eu repeti?

E o povo foi às gargalhadas…


Bem… tenho que confessar que ADOREI a brincadeira. Foi super divertida. Cheguei ao México do jeito que eu gosto – aparecendo... BRILHANDO :P (HAUhauHAUhauA… que horror! Quem não me conhece até pensa que eu sou assim mesmo!)

Huuuuuummmmmmm…

HAUhuahUHAUhauHUA

Se quiser ver as fotos da minha atuação, podem acessar o álbum clicando AQUI.

Tem vídeos também, mas esses não podem ser exibidos aqui – tem que estreiar primeiro nos cinemas, para que eu possa concorrer ao Oscar no ano que vem. E olha que eu tenho chances, viu? :P

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Quinta-feira, Novembro 16, 2006

Metrô na Cidade do México

Andar de metrô aqui é uma experiência INCRÍVEL!

O metrô do México é enorme: são 11 LINHAS (!!!) no total, com mais de 200 km de linha que cruzam toda a cidade! E o melhor de tudo é o preço: 2 pesos! (algo como R$0,40!!). Faz ou não faz inveja? Aff….

Porém, nem tudo são flores. Todos os dias, cerca de 8 milhões de passageiros usam este meio de transporte. Dá pra imaginar o caos que é, né?

Peguei o metrô pela primeira vez num sábado a noite.

Primeiro, fiquei impressionado com a quantidade de gente que tinha (era como em SP em um dia de semana, por volta das 9h, 10h da manhã!!!). Nos horários de pico, as estações lotam (todas as manhãs milhões de pessoas usam o metrô, principalmente entre 9h e 10h da manhã!) e, como a cidade é enorme, é possível passar horas sobre os trilhos até o destino.

Segundo, com o empurra-empurra que é quando um trem para na estação. Vocês não tem noção do que é aquilo. A multidão sai empurrando quem quer que esteja pela frente, não importa se é velho, criança ou deficiente físico! Um desespero pra entrar no metrô que só vendo! Fiquei com medo, achei que tava acontecendo alguma coisa séria, como um arrastão (hHAUahuHAU).

(pena que não pode usar câmera fotográfica dentro das estações, senão eu faria um videozinho pra vocês verem).

O comércio informal é tão (ou mais) presente como no Brasil. No metrô, é possível encontrar vendedores de tudo quanto é coisa, desde balas e chicletes a livros de tabuada e ufologia (!), passando, é claro, pelos CDs e DVDs – piratas, óbvio!

Os de CD e DVDs são uma atração à parte: carregam nas costas uma mochila alto-falante que entoa o disco à venda. Tem uns mais moderninhos que tem até um monitorzinho para mostrar os DVDs que estão sendo vendidos!

É um comércio clandestino e ilegal, obviamente. Mas tudo é muito engraçado! Nunca vi isso no Brasil e acho que faria um sucesso danado se alguém começasse isso por lá.

Quem sabe não tenha descoberto aqui uma oportunidade de negócios pra quando eu voltar pro Brasil?

:P

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Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Primeiras impressões

Eis me aqui no México, e já por praticamente uma semana!

Uma das coisas que mais me perguntaram desde que eu cheguei aqui é se eu estranhei alguma coisa na Cidade do México, se fiquei assustado com a quantidade de gente, com o tamanho da cidade… mas até que não – esse tempo morando em São Paulo foi como uma preparação/ transição para a experiência aqui no México.

São Paulo e Cidade do México tem muito em comum. A começar pelo tamanho. São duas cidades enormes, mas a hermana mexicana se supera: imagine São Paulo elevada à enésima potência, com mais gente, mais trânsito e mais confusão. Então você chegou perto do que é a Cidade do México.

Mas só perto, porque Mexico City consegue ser ainda mais caótica!

Andar na rua é um desafio!
Nas calçadas, tropeça-se em homens tocando realejos e altares à Virgem de Guadalupe, a principal santa do país. O México é um país bem religioso – tanto ou mais que o Brasil! Aqui predomina a religião católica e em tudo que é esquina tem uma igreja,

O trânsito aqui é bem pesado (muitos carros na rua) e as regras de trânsito não são muito obedecidas - ou, se bobear, até desconhecidas! Os motoristas não respeitam muitos os semáforos, parece não existir muita diferença entre “vermelho” e “verde” (e quem respeita ouve chingamentos sobre pelo menos 4 gerações de sua família!). Isso faz do simples ato de cruzar um semáforo uma aventura e tanto. Mas acho que não se compara ao caos que é a Índia. :)

Às vezes, no meio dessa confusão, é difícil saber para onde andar ou olhar. Nesse caso, a melhor coisa é achar um café, tomar um “helado” (os mexicanos tomam muito sorvete, até mesmo em épocas frias, como agora) ou uma água de jamaica (refresco feito com a flor do hibisco), respirar fundo e voltar à confusão!

Uma das coisas que mais me chamou a atenção até agora foi a comida. Tudo o que eu sabia sobre a culinária mexicana era:
  • que ela era uma das cinco maiores/mais famosas cozinhas do mundo (junto com a Turca, Chinesa, Francesa e Italiana).
  • que aqui se come pimenta com comida (e não comida com pimenta J) e que ela é usada até no café da manhã.
Eu jurava que ia sofrer horrores com a comida aqui e que meu estômago ia explodir de tanta gastrite. Mas sabe que eu estou até gostando? A comida aqui é MARAVILHOSA! O cheiro de comida pelas ruas as vezes enjoa, mas são um convite para não parar de comer! E o que são aqueles TACOS, meu Deus!

Taco é um prato tipicamente mexicano e fundamental na gastronomia local. Onde quer que você vá pela cidade, é possível encontrar tacos, seja em traillers que vendem apenas tacos (que hamburgueres, que nada!), seja em casas especializadas em tacos ou até mesmo restaurantes de luxo. Ele é tido como um tipo de “fast food”, mas é muito mais saudável e gostoso que qualquer sanduíche do MacDonald’s.

Os tacos são feitos com uma tortilla enrolada e recheada, e que se come com a mão mesmo. O recheio pode ser feito com praticamente qualquer tipo de carne e/ou verdura – e, logicamente, é acompanhado de ‘salsa’, os temperos picantes.

Há muitos tipos de tacos, tem de tudo quanto é recheio – e o meu favorito são os TACOS AL PASTOR, que leva carne de porco temperada com naranja, vinagre e pimenta. Dizem que é uma adaptação do KEBAB turco – ou seja, não consegui fugir do Kebab (que, por ser gostoso e barato, era o que eu comia praticamente toooooodos os dias enquanto estive na Europa :P).



Num breve resumo, assim é a Cidade do México: excessivamente colorida, excessivamente grande, muito religiosa, suja, muita gente pobre nas ruas, com cheiro de comida por todos os lados, com muita gente nas ruas, trânsito absolutamente desordenado… enfim, absolutamente ADORÁVEL!

Estou apenas começando a conhecer a cidade, mas tenho certeza de que terei momentos inesquecíveis aqui.

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Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Resumão

Três meses e meio. 103 dias. 2,472 horas. Esse foi o tempo em que fiquei sem escrever no meu blog...

Quanta coisa pode acontecer durante três meses e meio?

Eu te asseguro: MUITA COISA!


Nos últimos meses muita coisa aconteceu em minha vida... Foi uma reviravolta total. Algumas pessoas acompanharam minhas aventuras através de conversas via email ou MSN (ou telefone, no caso específico da minha família, apesar de minha mãe sempre reclamar que eu não ligo pra casa pra dar notícias :P).

Porém, para situar todos vocês para os próximos posts, vamos a um rápido RESUMÃO da odisséia até agora.

  • Maio.2006.
    Eu estava quieto no meu canto, pronto pra sair da AIESEC e me dedicar a faculdade, quando soube de um cargo em nível internacional - oportunidade que não poderia perder (leia mais aqui, em inglês), mesmo tendo que trancar a faculdade. Candidatei-me, fui selecionado e, em 12 dias, estava Holanda para as sessões de transição e planejamento, no escritório da AIESEC Internacional (em Rotterdam), com Araz ("a chefe" :)), Piret (a colega de trabalho) e Oriana (a antecessora da Araz na função dela).

  • Junho.Julho.2006.
    Um mês em Rotterdam (de 15 de junho a 15 de julho) para a tal transição e planejamento (relato em inglês aqui). Conheci os times da AI, 05-06 e 06-07, muito legais. Participei de vários team dinners com eles, inclusive cozinhei em um deles (fiz feijoada, com feijão em lata! Veja a história em inglês clicando aqui). Assisti aos jogos da Copa do Mundo num ambiente completamente diferente. Revi amigos queridos (Laura, Audrey), conheci muita gente legal (Marya em Maastrich, Vija e Jen em Bruxelas, Yovin e Kevin em Rotterdam, o pessoal da AI, o MC da França...) e conheci muitos lugares legais (Paris, Bruxelas, Bruges, Amsterdam, Rotterdam, Haia, Maastricth, etc...) nos países por onde passei (Holanda, Belgica e França).

  • Julho-Agosto.2006.
    Voltei pro Brasil. 15 dias em Vitória e 15 dias em São Paulo. Meu vôo foi direto pra Vitória, onde fiquei até 02/8 (e nem pude ir à praia, pois estava muito frio... inverno :[ ). Cheguei a SP no dia 02 de agosto e fui morar com o MC (diretoria nacional) da AIESEC no Brasil. Conheci a Triinu, a segunda estoniana da minha vida. Revi a Juliana, a segunda colombiana mais querida (Johanna, você ainda é minha número 1; te espero no Mexico, baby ;)). Fiquei mais próximo da Piret (a estoniana #1). E quase fiquei louco, achando que não ia pro IC (International Congress) da AIESEC, na Polônia, por falta de $tempo$ :P (não estava encontrando passagem barata: graças à quebra da Varig, o preço das passagens pra Europa subiram assustadoramente! Não encontrava passagens por menos de 2.500 dólares... impossível. Mas deu tudo certo, e no dia 19 de agosto estava embarcando rumo ao meu primeiro Congresso Internacional!

  • Agosto-Setembro.2006.
    Depois de muita procura, encontrei uma passagem a um preço "viável" (1.800 dolares :S) que me levaria de São Paulo até Varsóvia. Infelizmente não diretamente - foi uma perigrinação (o percurso foi: São Paulo - Lisboa - Madri - Colônia (alemanha), de avião. Colônia-Berlim-Varsóvia, de trem). Muito tempo, muito cansativo. Mas foi legal, conheci muita gente interessante (conheci uma menina judia, de Israel, que morava com o namorado na Alemanha, em Stutgart. Fui toda a viagem de Colônia a Berlim conversando com ela sobre várias coisas relacionadas à cultura judaica, aprendi um monte de coisas e vi como os judeus ainda não se entendem perfeitamente com os alemães e como anti-semitismo ainda é um problema (e sério) na Alemanha, agravado ainda mais na última década com o surgimento de vários grupos neo-nazistas. Não lembro o nome dela, acho que era Matah. Só lembro que ela musicista e tocava oboé numa orquesta alemã e não aceitava de jeito nenhum tocar peças de
    Richard Wagner). Em Berlim, conheci uma cidade linda (uma das mais bonitas que eu vi!, apesar do clima ainda meio pesadão que a cidade ainda tem por causa dos tempos do nazismo e da divisão pelo muro... Onde quer que você vá em Berlim, há alguma coisa que te faça lembrar do passado da cidade e do povo alemão) e revi o Arne e a Annika, amigos que vieram fazer um intercâmbio no Brasil em 2004 (o Arne no Rio e a Annika em Vitória). Em Varsóvia (Polônia), participei do IC, a maior conferência da AIESEC! 800 pessoas, de quase 100 países diferentes, trabalhando juntas durante 12 dias... Uma experiência fantástica! Vou entrar em mais detalhes depois, em um próximo post (talvez :P). Visitei mais lugares legais (Berlim, Varsóvia, Cracóvia, Auschwitz, Praga, Budapeste, Viena, Colônia e Madri), revi pessoas queridas (Alice! Annika! Toni! e muitos AIESECos que conheci no Expro em Vitoria) e conheci muita gente legal (AIESECos, como Agatah e Ines, do board do CEE, e não AIESECos, como o Miro, esloveno que conheci em Budapeste e que deve ir pro Brasil em Junho). E ah! E fui ao show da Madonna em Praga!, que é possível resumir em uma palavra, PERFEITO! Mas isso é uma história que vai ficar para um próximo post (que escreverei com certeza!).

  • Setembro-Novembro.2006.
    De volta a Sao Paulo dia 15 de Setembro. O que deveria ser uma estada de 15 dias, acabou virando quase dois meses! E tudo culpa do bendito visto pro México! Foi uma novela (e mexicana!) conseguir este visto. Tive que ir - sem brincadeira! - 9 vezes ao Consulado do Mexico (5 vezes no Consulado de Sao Paulo e mais 4 vezes no Consulado do Rio de Janeiro). Briguei com a mulher do Consulado de Sao Paulo
    (quando pediu um documento completamente esdrúxulo - uma declaração de que eu sou
    estudante assinada pelo reitor da minha universidade em Vitória e com firma reconhecida em São Paulo!), quase fiquei maluco com o cara do Rio de Janeiro quando "negou" meu visto porque queria uma declaração assinada por meus pais (os dois juntos!) falando que arcariam com todas as minhas despesas no México (e eu tenho salário pra que? :P). Mas deu tudo certo e consegui o visto - de trabalho e por 3 meses, mesmo tendo pedido o visto de estudante por 6 meses! :P Porém, ficar mais tempo em São Paulo foi muuuuuuito bom. Fiquei mais próximo ainda de amigos queridos (Piret, Triinu, Marcus, Ju), fiquei mais próximo do MC Brazil (grandes amigos que foram praticamente minha família durante este tempo :)), conheci pessoas legais (Frank, de Vitória, que só vim a conhecer de verdade, em toda sua loucura, em Sao Paulo; e a dupla paraense Jessé e Charles, duas figuras super legais), tive que ir ao Rio de Janeiro forçadamente e ficar lá por uns dias por causa do visto (que chato! :)) e até fui ao show do Robbie Williams na praça da Apoteose (RJ)! Foi um período bem especial... talvez o mais gostoso até agora! :)


    E eis-me aqui, agora, no México, desde quinta-feira 09 de novembro, iniciando um novo período da minha vida. Dessa vez, passarei mais tempo (ficarei quase 6 meses) e, portanto, poderei passear mais, conhecer mais a cultura do país e sobre o estilo de vida dos mexicanos. E, claro, aprender espanhol! :)


    Nos próximos posts falarei mais dos meus primeiros dias aqui no México, além de apresentar minha nova "família"
    .


    Besos grandes.

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