'Ay
Caramba!' Yo
me llamo
Filipe Balbi,
um 'cabrón' brasileiro atualmente vivendo na Cidade do
México, numa experiência de
trabalho (representando no México a AIESEC Internacional).
Esse é meu blog, onde conto todas minhas
impressões, aventuras e desventuras na terra dos Aztecas e dos Maias,
da Tequila
e dos mariachis!
Vixe, só falei dos clichês, né? Mas o
México é muito mais que isso... Leia o blog e
descubra o México (através de meus olhos e de
minhas experiências neste país encantador)
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e
por Jota
Schuler, a
mente criativa e
perversa por trás do template deste blog. Valeu, Jota. Sua
tequila tá garantida!
Quinta-feira, Março 01, 2007
Conhecendo a famosa não sei quem
Ontem aconteceu uma coisa engraçadinha :)
A noite fui a um evento suuuuper chique, uma cerimônia de premiação para empresas que receberiam um certificado de Responsabilidade Social. Estavam ali as maiores empresas do México.
E como de costume em uma festa deste porte, a apresentação do evento não poderia ficar nas mãos de qualquer pessoa: um famoso sempre traz brilho (e repercussão) quando faz as honras de mestre-de-cerimônia.
E foi o que aconteceu: convidaram para apresentar o evento uma mulher que é a apresentadora mais famosa da Telemundo. Ela é uma cubana que iniciou a carreia como modelo, depois virou atriz e agora, além de tudo isso, também faz bico como apresentadora de TV.
O nome dela? Não faço a menor idéia!
Só sei que a mulher é famosa. Todos babavam por ela e não houve um só minuto em que ela não tinha na cara o sorrisinho forçado para tirar a foto com o fã. (e olha que estamos falando de um evento empresarial, onde os 'fãs' são, na verdade, senhores em seus 30-50 anos, todos muito formais, trajando terno e ocupando altas posições em empresas mexicanas e, apesar disso tudo, babavam atrás da mulher).
Um colega que também estava na festa resolveu querer uma foto também e pediu para eu tirá-la. Até aí, tudo bem. Tirei a foto e ficou super legal. O problema foi quando a mulher virou para mim e ficou me encarando com cara "pode vir, agora é a sua vez de tirar foto".
Tipo, eu não queria tirar foto. Eu nem sabia quem era a fulana! Para falar a verdade, não sei até agora! (hehehhee). Até que a diretora da Telemundo, que estava alí do nosso lado, virou para mim e perguntou:
- Você não quer tirar a foto? - Hum... não é isso. - Então... por que não vai? - É que... bem... é que eu nem sei quem é ela!
E foi quando a mulher me olhou com uma cara de espanto, como se eu tivesse dito o maior dos palavrões!!!
Tive que explicar que eu era brasileiro e que não tinha Telemundo na minha TV a cabo (na verdade, nem sei se tem ou não. Tem na SKY? É a que tenho em casa...) e, por isso, nunca tinha ouvido falar ou visto aquela senhora até a noite de ontem.
Dito isso, a mulher mudou a expressão (até sorriu e falou "Ah, Brasil! Adoro samba e carnaval. Você sabe sambar?", frase típica de qualquer estrangeiro quando conhece um brasileiro).
E para evitar maiores constrangimentos, fui tomar a foto com a mulher. Eis-la aqui. :)
Eu e a famosa modelo-atriz-apresentadora Fulana de Tal
Para falar a verdade, ela era extremamente simpática! Em nenhum momento foi grosseira com os fãs e não tinha sorriso forçado (falei de brincadeira :]). Super agradável, ficamos conversando com ela por um bom tempo, uma meia hora. E ela era até inteligente, para uma modelo-atriz-apresentadora de TV (considerando o padrão brasileiro de pessoas da mesma 'catiguria').
E ok, tudo bem. A mulher era super bonita e usava um vestido super justo e decotado. Eu reconheço que todos queriam tirar fotos com ela não exatamente pela fama... ;)
Talvez eles queriam a foto porque ela fica muito bem de perfil, não? hahahaha
Ay
caramba!
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10:11 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007
Centro histórico: Templo Mayor
TEMPLO MAYOR Zócalo foi, em tempos pré-hispânicos, um grande centro cerimonial para os Aztecas Tenochtitlán. Conhecido como Teocalli, este centro foi construído em algum momento entre os séculos 14 e 15. No entanto, com a dominação espanhola, o local foi parcialmente destruído e completamente aterrado, utilizando-se, inclusive, pedras das ruínas de Teocalli e de outras construções aztecas. E até a metade do século 20, Zócalo era mais um amontoado de barracas tipo de camelô e menos uma praça aberta, como hoje. E tudo isso permaneceu aterrado até 1978, quando trabalhadores da companhia de energia da Cidade do México, escavando a área para reparação da rede elétrica, encontraram por acaso um enorme disco de pedra, pesando 8 toneladas, que representava a Deusa azteca Coyolzauhqui (vixe…). Foi então que tomou-se a decisão de demolir dezenas de prédios coloniais antigos e escavar a área, resultando na descoberta do enorme e belíssimo templo azteca, adormecido por centenas de anos abaixo de muitos metros de construção. Diz-se que o Templo Mayor foi construído exatamente onde os aztecas viram a imagem que os guiou por todo um período de peregrinação em busca do lugar onde deveriam se assentar. Eles identificariam esse lugar – que pensavam ser nada menos que o centro do universo – através de uma imagem (uma águia, com uma serpente presa em suas garras, parada sobre um cactus) que foi visualizada em um sonho por um dos guerreiros líderes dos aztecas – e, diga-se se passagem, essa imagem é hoje um dos maiores símbolos nacionais mexicanos. No sítio, que abriga um ótimo museu, é possível ver as múltiplas camadas de construção. Assim como em Teotihuacáne demais construções sagradas em Tenochtitlán, a construção do Templo Mayor foi iniciada em 1375 e expandida inúmeras vezes, aumentando-se a base para crescer verticalmente. E, claro, cara ‘reforma na casa’ era acomanhada pelo sacrifício de guerreiros capturados. A maior (e penúltima) reforma foi em 1487. Estima-se que mais de 20.000 vítimas foram sacrificadas para comemorar o fato, numa cerimônia que durou quatro dias inteiros!!! Quando os europeus chegaram, haviam duas grandes pirâmides de mais de 40 metros – que, obviamente, foram destruídas. Hoje, o que se vê são ruínas das diferentes fases da construção do templo (e não sobrou nada da última fase de construção do templo, a qual foi vista pelos conquistadores espanhóis quando chegaram por aqui). As ruínas foram transformadas em um museu, onde se podem ver peças para sacrifícios feitos no templo, além de ter uma boa perspectiva geral da civilização azteca, incluindo seu sistema de agricultura por chinampas, seu sistema de governo e comércio, suas crenças, guerras e sacrifícios. Site oficial do Museu Templo Mayor: www.conaculta.gob.mx/templomayor
Sítio arqueológico do Museu Templo Mayor. No meio da cidade, entre muitos outros prédios históricos.
Ruínas do sítio, e a enorme pedra com representação da Deusa Coyolzauhqui, peça que foi encontrada em escavações e que motivou a criação do Museu.
Ay
caramba!
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9:40 PM
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Centro histórico: Palácio de Bellas Artes e Torre Latino Americana
PALÁCIO DE BELLAS ARTES
Palácio de Bellas Artes (vista aérea, da Torre Latino Americana)
Edifício cuja história remete ao período do Porfiriato, quando surgiu entre a alta sociedade mexicana uma tendência de imitar o estilo e costumes europeus na vida cotidiana e nos modelos arquitetônicos. Disso resultou a vontade de construir um novo Teatro Nacional. Assim, demoliu-se o que existia anteriormente para construir o que hoje é o belíssimo Palácio de Bellas Artes. Projeto de um arquiteto italiano que incorporou ao projeto os melhores elementos dos melhores teatros do mundo naquela época, a construção do edifício duraria quatro anos, porém tomou exatos 30 anos. Mas valeu a pena, penso eu. O prédio é famoso por sua bela fachada, toda em mármore branco, por sua cúpula, em cores e por uma impressionante cortina de mosaicos de cristal, feita pela Tiffany de Nova York (a famosa joalheria), com mais de um milhão de peças de cristal. Hoje em dia, o Palácio de Bellas Artes é considerado um dos maiores e mais importantes teatros do mundo, e desde sua fundação tem sido um dos centros culturais mais importantes do México.
TORRE LATINO-AMERICANA A Torre Latinoamericana é um dos edifícios mais emblemáticos do México, por sua localização central, sua altura (quase 200 metros, em 44 andares) e sua história. Considerada durante vários anos o edifício mais alto do México e da América Latina, a Torre é um motivo de orgulho para os ‘chilangos’, uma vez que durante sua construção rompeu vários recordes em engenharia, utilizando tecnologia mexicana, e também por ter resistido, sem sofrer nenhum dano, aos terremotos de 1957 e de 1985 (o prédio se encontra em uma área sísmica de alta atividade; além disso, o solo do local tem uma composição lodosa, uma vez que ali existia o Lago Texcoco).
A Torre Latino Americana. Na imagem da direita, uma simulação de onde a Torre estaria localizada no Lago Texcoco (a construção central é a cidade Azteca de Tenochtitlán, destruída pelos espanhóis, e onde hoje está localizada a praça Zócalo)
A destruição causada por terremotos, e a Torre Latino Americana, impune à destruição.
No alto dos seus 44 andares, está um mirante, de onde se pode ter uma vista muito legal da Cidade, em todas as direções. E, dali, fica nítido como a Cidade do México é uma cidade plana: diferente de São Paulo, onde há uma grande concentração de prédios muito altos, aqui eles são exceções, predominando uma ‘paisagem de concreto’ mais plana, o que permite ver toda a cidade e também os montes que a cercam (isso, claro, quando a poluição permitir enxergar a mais de 10 metros de distância).
Ay
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8:17 PM
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Centro histórico: Palácio Nacional e Catedral Metropolitana
PALÁCIO NACIONAL
O Palácio Nacional é um prédio imponente, que abriga os gabinetes presidenciais do México, a Secretaria da Fazenda e impressionantes murais feitos (por quem mais?) Diego Rivera (o marido da Frida). Em princípio, o local abrigava a casa Montezuma, o lendário imperador asteca, que foi completamente destruída pelo conquistador Hernán Cortés em 1521 e reconstruída como uma enorme ‘arena’, onde os visitantes poderiam se diverter com ‘toradas’. Porém, mais tarde, a Coroa Espanhola comprou o local para construir a casa do Vice-Rei da Nova Espanha. Demolido e reconstruído em 1692, o prédio permanece até hoje tal qual foi construído naquela época. O prédio fica cheio, cheio, cheio de turistas que vão ali para ver os murais do artista mexicano Diego Rivera. Trata-se de uma série de murais, que tem como destaque um que fica nas escadarias que levam ao segundo andar, onde estão todos os outros. Nesse mural principal, Rivera condensa a história do México separando os vilões (colonizadores e capitalistas) dos heróis (revolucionários e povos pré-colombianos). Os outros murais, espalhados pelos corredores, retratam cenas indígenas, como a vida nos mercados, a produção de pulque, bebida fermentada de maguey, a planta que dá origem à tequila, e mulheres tecendo.
As escadarias e o painel principal.
O prédio visto por dentro, e um dos outros painéis.
CATEDRAL METROPOLITANA
Catedral Metropolitana da Cidade do México (na praça Zócalo).
A Catedral Metropolitana da praça Zócalo é conhecida por ser a maior da América Latina – sua construção começou em 1573 e tomou mais de dois séculos para ser finalizada.
O templo, erguido em semelhança aos de Toledo e Granada, foi construído em estilo barroco, com uma basílica em três naves dedicada à Virgem Maria, cuja ascensão é representada num enorme painel bem no centro da igreja. Porém, além de ser enorme e ter altares barrocos de confundir os olhos, a Catedral impressiona por estar totalmente torta. Como foi construído sobre as ruínas dos templos Aztecas – que, por sua vez, foram erguidos sobre o lago Texcoco –, o prédio tem afundado em algumas partes desde sua construção, resultado em fissuras e rachaduras na estrutura. E ao entrar no prédio, é possível observar, em um enorme corredor, que as colunas pendem para um lado. Dá uma agonia ver as pilastras inclinadas, ainda que seja uma coisa não muito rara de ser ver no México (cuja história foi marcada por grandes terremotos no século 20, que deixaram muitas construções – principalmente os prédios históricos – em uma posição que não é exatamente a vertical :P)
Uma igreja próxima a Zócalo, impressionantemente inclinada.
Rachaduras e remendos no teto e paredes da construção.
Ay
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5:49 PM
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Zócalo – onde tudo começou
O melhor lugar para começar a conhecer a Cidade do México é exatamente o lugar onde tudo isso começou. O Centro Histórico da cidade tem como marco central a principal praça da cidade, a Plaza Zócalo, e se estende por muitas quadras, em todas as direções.
Zócalo: a praça vista da Torre Latino Americana.
Declarado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, a área apresenta impressionantes ruínas de sítios aztecas e também estruturas coloniais e pre-revolucionárias, um legado de incomparável riqueza e importância que a cidade teve um dia. O coração da Cidade é, de fato, a ‘Plaza de la Constituición’, também conhecida como ‘Zócalo’, que significa ‘centro, base’ em algum idioma que não sei qual :P. Está tudo ali: um templo asteca, uma catedral da Nova Espanha, murais de Diego Rivera, prédios históricos, muitas pessoas e milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo. (Detalhe curioso: o nome Zócalo, a princípio usado apenas para essa praça específica na Ciudad de México, passou a ser adotado informalmente por muitas outras cidades mexicanas para designar suas praças principais. Não importa aonde; em qualquer lugar que você for no México, há uma praça chamada Zócalo – e pode apostar que é ponto de referência na cidade). Em torno de Zócalo surgiu e cresceu a Cidade, sendo que as principais construções estão na área do Centro Histórico. Porém, há alguns pontos/‘sights’ que se destacam aos demais. Os próximos posts, da série “Ciudad de México: Centro Histórico”, vão tratar sobre esses locais.
Um dia tranquilo no Centro Histórico da Cidade do México.
Uma apresentação folclórica em Zócalo. E eu fazendo carão para a foto, dando close de Azteca :P
Ay
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5:39 PM
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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007
Basílica de Guadalupe
Uma dos traços mais fortes da cultura mexicana é a religiosidade.
México é um dos principais países católicos do mundo (parece que é o segundo, logo atrás do Brasil). E isso se manifesta na grande adoração à famosa “Virgem de Guadalupe”, de quem tanto ouvimos falar nas orações do Cirilo do Carrossel, entre uma lamúria e outra da Maria Mercedez/Maria do Bairro/Marimar, ou na novela América, quando a Sol sofria agarrada à imagem da Santa… A verdade é que, como disse num post anterior, aqui no México a Virgem de Guadalupe é onipresente: em praticamente toda esquina da Cidade do México, é possível ver imagens da Virgem em altares super decorados. E eu não estou exagerando quando digo “praticamente toda esquina”: no ônibus, o motorista faz uma pequena oração para ela antes de partir (e eu faço outra, pedindo pra ela ouvi-lo e não deixar que nada aconteça no louco trânsito mexicano :P); nas casas de famílias, é comum ver pequenos altares dedicados à Padroeira nacional; até nas igrejas, só dá ela! (na que tem perto da minha casa, quase não tem imagem de outro santo, só dela…) E o ápice de toda esta devoção é possível sentir de uma maneira muito forte na Basílica de Guadalupe. É impressionante o tamanho do local, que não é apenas uma igreja, mas sim várias igrejas numa mesma área – um verdadeiro complexo religioso (ou como disse Christoph, o amigo suiço, “praticamente a Disney católica!”. E faz sentido… não duvido nada que deva ter mais ou menos o mesmo público que a Disney. Estava super cheio no dia que fomos lá…) A capela está construída nas imediações da área onde a Virgem fez suas 3 aparições para Juan Diego – as duas primeiras em 09 de dezembro de 1531, e a terceira no dia 10. No dia 12 de dezembro, no lugar onde falou com a virgem, Juan Diego encontrou rosas, que são consideradas a prova do milagre da aparição.
(a propósito: esse é o dia da Virgem de Guadalupe, dia 12 de Dezembro. Feriado nacional. Uma multidão de pessoas na Basílica, impossível de chegar perto). Finalmente, em 1660 foi construída uma capela, no alto de uma montanha, para comemorar as aparições – e essa é a primeira das capelas construídas.
A virgem, e o interior de sua primeira capela.
Seguiram-se várias outras (não estou seguro, mas deve ter como umas 6 igrejas lá… Não contei no dia, mas vou averiguar depois…).
O templo principal está no pátio central, logo na entrada do “parque de orações” :). É uma igreja bem bonita, apesar das colunas de sustentação, que (também não tenho certeza, mas…) devem estar lá desde o terremoto de 1983, que abalou as estruturas do templo (e de inúmeros outras construções na cidade) – tanto que é visível a inclinação se observado o piso da igreja.
Esculturas de uma das igrejas; Templo principal
As estruturas metálicas segurando a estrutura da igreja.
(há uma outra igreja, no centro da cidade, onde os estragos causados pelo terremoto são ainda mais impressionantes… Depois vou escrever sobre o centro histórico do México e ponho as fotos da “igreja inclinada”).
Há ainda uma igreja mais nova, totalmente diferente da arquitetura das outras, que foi construída para a visita do Papa João Paulo II ao México, em algum momento (não pergunte quando… hehhehe).
Igreja construída para a visita do Joao Paulo II, por fora e por dentro.
A aparição da virgem; e um sinal da imaginação fértil dos mexicanos :)
Para ver todas as fotos da visita à Basílica, clique AQUI.
Ay
caramba!
Post escrito (en perfecto portuñol) por Filipe at
10:55 PM
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Domingo, Janeiro 14, 2007
Comentários rápidos - parte 2
Eu coloquei este comentário em um post à parte porque queria ter certeza de que vocês dariam a atenção necessária a ele (fala sobre o gosto musical do mexicano, e tem uma música para vocês escutarem... vale beeeeeeeeem a pena ouvir).
Uma coisa bem legal é que os mexicanos valorizam muito a cultura nacional. Aqui, músicas tradicionais são bem escutadas, por todos. Mesmo pessoas de alto poder aquisitivo, que se vestem com as melhores marcas de grifes internacionais, com bom nível de educação formal (superior ou mais)… enfim, pessoas totalmente inseridas numa cultura ‘pop-global-consumista’ e aparentemente descartariam coisas muito regionalistas… até essas pessoas escutam músicas bem tradicionais mexicanas, algo próximo do sertanejo (não o sertanejo pop, mas o sertanejo de raíz!!!). Isso é engraçado, mas ao mesmo tempo muito legal, porque mostra que, mesmo cada vez mais globalizados, cosmopolitas e ricos (é um país relativamente rico, apesar das desigualdades sociais bem marcadas), os mexicanos nunca deixam de lado suas raízes.
Mas que é cafona, ah, isso é. Escuta só essa música (clique aqui para escutar, e aqui para ler a letra da música). O nome é "De rodillas te pido" ('De joelhos te peço'). Essa música, cantada por 'Los alegres de la Sierra', é um dos maiores sucessos aqui no México hoje. Em todos os lugares se escuta a música - e não há uma única vez em que se entre no metrô e não tenha um vendedor de CDs piratas tocando a música nas "mochilas cantantes" (para ler sobre as mochilas cantantes, clique aqui)
UPDATE (escrito no domingo) PS: Só para ter uma idéia da dimensão do alcance que este tipo de música tem aqui no México: ontem, sábado, eu fui a uma boate. É uma boate bem para jovens, na faixa de 22-28 anos. Apesar da entrada barata (10 reais), é uma boite que está na moda aqui no DF, parecia até bem frequentada e fica numa região boa (aliás, onde moro). E eis que, depois de muita música eletrônica e, claro, uma seqüência de reggaeton, eis que o DJ da boite começa a tocar o quê? Música nortenha - este tipo de música da qual 'De rodillas te pido' faz parte. Vejam só: em uma boite com público predominatemente jovem se ouve esse tipo de música. E não só se ouve, mas também se dança entusiasticamente! É mole ou quer mais provas de que os mexicanos têm uma veia brega beeeeeeeem forte? ;)
Olhem só as caras dos figuras que cantam a música!!! Esses bigodinhos são muito sexies, não? Hahahaha!
Ay
caramba!
Post escrito (en perfecto portuñol) por Filipe at
1:57 AM
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Observações gerais / comentários rápidos
Rápidos comentários sobre meu aprendizado sobre o México:
andar de metrô ou "pesero" (ônibus) não é mais tão divertido. É engraçadoo começo, na primeira vez. Na segunda é apenas legal. Na terceira, você tá de saco cheio da quantidade de gente. Na quarta vez, toma um táxi, nem que te custe uma fortuna!!!
Nem que você queira, o transporte aqui vai te custar uma fortuna. Para percorrer uma distância que em São Paulo eu pagaria uns 30 reais, aqui eu não pago mais que 5 reais. (A viagem ao aeroporto custa 30 reais, e é a mesma distância em km de onde vivia na Vila Madalena ao Aeroporto de Garulhos – que me custava, no mínimo, 70 reais…). E a passagem de ônibus sai pelo mesmo preço que a passagem de metrô - 40 centavos de real… Ai, ai... Quanta diferença!
Bem, pode, sim, custar uma fortuna, nos casos em que você for enganado por algum taxista trapaceiro (tem aos montes por aqui) ou resolver ser extremamente generoso com a gorjeta do taxista - mas faça isso apenas com os taxistas bonzinhos, que trabalham com taxímetro :)
Tacos, tortas e alambres são as maiores delícias mexicanas. E o ceviche, claro - uma espécie de salada levemente picante, feita com frutos do mar… yummi, yummi… :]
Tacos e ceviche.
Gente, que emoção! Descobri que Coyoacan (onde fui assaltado e onde tive minha primeira experiência como ator) é o bairro onde gravaram a novela ‘Carrossel’. Eu nem sabia disso!!! Vou fazer uma busca na internet e descobrir mais infos sobre o bairro e a novela… E fazer um roteirão turístico ‘carrosselístico’. Quero ir à ‘Escuela Mundial’ e conhecer a professora Helena (melhor dizendo, a Maestra Jimena, o nome dela na versão em espanhol)!!!
Putz, como o pessoal daqui é feinho… Tá cada vez pior!!! De verdade, são poucos os que são amigos da beleza aqui nessa cidade… vixe! (dizem que culpa é dos ancestrais aztecas, que eram “um pouco feinhos” – mas na minha opinião eles devem ter sido a civilização mais ‘horrorível’ de todos os tempos da história do mundo! Hehehehe)
Em compensação, apesar de feinhos, os mexicanos são extremamente gentis!!! Todos (com exceção do mardito que me assaltou :P) são sempre muito educados, prestativos e bem humorados (de alguma maneira tinha que compensar a feiura, né? :P)
O México tem se tornado um país cada vez mais relevante em produção cinematográfica. Daqui saem atores mundialmente reconhecidos (como Gael Garcia Bernal e Salma Hayek), diretores consagrados (Guillermo del Toro, diretor de ‘Labirinto de Fauno’, Alejandro González Iñárritu, diretor de ‘Amores Perros’, ‘21 gramas’ e ‘Babel’, e Alfonso Cuaron, diretor dos ótimos ‘A princesinha’e ‘Filhos da Esperança’ – além do Harry Potter 3 – Prisioneiro de Azkaban) e filmes bem interessantes (como ‘E sua mãe também’, ‘Amores Peros’ e ‘Labirinto de Fauno’, que você não pode deixar de ver – o filme é ótimo). Há, obviamente, coisas estranhas (como o filme ‘A ciência do sonho’, com Gael Garcia) e baboseiras inofensivamente divertidas (como a comédia romântica ‘Cansada de beijar sapos’). Mas o bom é ver que aqui o cinema nacional é bem produzido e desperta grande interesse da população em geral.
Cartaz de 'Labirinto de Fauno'. Gael Garcia Bernal. Cartaz de 'Cansada de besar sapos'.
Ay
caramba!
Post escrito (en perfecto portuñol) por Filipe at
1:05 AM
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Quarta-feira, Janeiro 10, 2007
Mãos ao alto, isso é um assalto!
No último domingo vivi minha experiência mais intensa aqui no México até o presente momento: fui assaltado!
E não foi um assalto qualquer não!!! Foi um assalto a mão armada! Tá pensando o que? Que sou pouca coisa, é? :P
Foi a primeira vez que fui assaltado de verdade (já havia sido roubado uma vez, há uns 5 anos, no calçadão da Praia da Costa, em Vila Velha. Mas foi um bandido mixuruca. Ele roubou apenas 2 passes escolares de ônibus que eu tinha na carteira… hahahahhaha).
Mas esses eram ladrões profissionais… outro nível, claro. Deu até gosto de ser roubado por eles! :P
Era domingo a tarde, por volta de 13h40. Eu estava em Coyoacan (o bairro onde está aquela praça que eu paguei o mico, lembra?) indo ao Museu Frida Kahlo, que há algum tempo queria conhecer. Estava escutando música e caminhando quando, a apenas duas quadras do museu, senti uma pessoa tocando meu braço. Pensei que era alguém pedindo informação, vi a boca da pessoa mexendo (como se falando alguma coisa), mas não escutei, porque tinha os fones no ouvido. Tirei os fones:
- 'Como?', perguntei;
- Pásame todas sus cosas, rápido!
Não havia entendido bem o que ele disse – talvez porque não esperava que fora dizer aquilo –, porém, quando vi a arma em sua mão, entendi rapidinho o que estava acontecendo. Fiquei extremamente nervoso na hora, afinal foi um susto enorme. E minha única reação foi levar as mãos ao alto, numa reação instintiva ao ver a arma.
E acho que isso me salvou, porque era uma rua em que passavam alguns carros (inclusive um carro da polícia passou a 15 metros, na rua paralela, no exato momento em que fui assaltado). E acho que, com medo que alguém me visse com as mãos pro alto (sinal claro de que alguma coisa acontecia), eles (eram dois) tomaram meu iPod e me fizeram rapidamente abrir a carteira e tomaram algo como 300 pesos (30 dolares, 60 reais, mais ou menos).
Mas encarei isso como se tivesse saído no lucro, porque comigo tinha minha câmera digital, meu celular, meu cartão de crédito e meu cartão do banco… Fora que eles poderiam ter feito alguma agressão física contra mim – o que parece ser bem comum nos crimes de roubo aqui no México (roubo seguido de lesão física).
Tudo foi bem rápido e não durou mais que 30 segundos… Dali, segui pro museu. Lá, ligaram para a polícia e fui até a delegacia fazer o registro da ocorrência (disseram que naquela mesma semana uma outra turista havia sido roubada também… então fui mais pensando em aumentar a segurança da área do que em recuperar meu iPod, que sabia que já devia estar bem longe). (ah, e eu fui no carro da polícia, na parte de trás – no camburão – porque não havia bancos de passageiros, era só a ‘jaula’, hehehehe).
Mas o mais triste foi ver o quanto a polícia mexicana é parecida (nos aspectos negativos) com a polícia brasileira. Chegando na delegacia, falei com o agente de plantão que queria registrar o roubo que tinha sofrido.
- Mas o que te roubaram? Seu carro, seus cartões de crédito? (tipo… alow??? Carro???? Hahahaha)
- Não, nada disso. Roubaram meu iPod e 300 pesos.
- Hum… tem certeza de que você quer fazer a denúncia? Porque geralmente fazemos a ocorrência de roubos de valor mais significativo…
- Bem… Roubaram meu iPod, que me custou 250 dólares. E isso para mim é um valor bastante significativo. Portanto, gostaria sim de fazer o registro da ocorrência.
- Eu digo isso porque o valor é relativamente baixo, e não sei se vale a pena fazer isso…
- Olha amigo. Eu sou advogado e sei bem que tenho o direito de registrar o roubo, independente do valor. E sei a importância que isso tem para a questão de aumentar a segurança na área em torno do museu…
(ai, quando disse que era advogado, a pessoa fez uma cara de surporesa e rapidinho mudou o tom da conversa… hehehe… é incrível o valor que eles dão a títulos aqui no México… depois vou escrever sobre isso).
- Tudo bem. Só te aviso que temos muito trabalho hoje e por isso, vai demorar um pouquinho. Pode ser?
- Tudo bem. São apenas 2h30 da tarde, então tenho o dia todo para fazer isso… E olhei para os lados e não havia nada na delegacia, apenas uma televisão ligada e um policial gordinho cochilando no canto da sala.
Ele me mandou esperar na recepção porque me entregaria um formulário para preencher para registrar a ocorrência. E isso tomou exatos 45 minutos!!! Sim, 45 minutos para me entregar uma folha de papel e uma caneta para preencher um simples formulário!!! Dá pra acreditar?
Depois de mais uns 15, 20 minutos de espera, com o formulário preenchido, me chamou para uma sala, onde digitou alguns documentos e pediu que eu assinasse o B.O.. Depois, pediu que eu aguardasse um outro policial, que tomaria meu depoimento.
E se tudo até aqui parecia esdrúxulo, a coisa fica ainda pior quando chega o tal fulano que tomaria meu depoimento.
Não sei porque, mas ele parecia não acreditar que eu tinha sido roubado. Perguntou se eu tinha certeza de que não havia deixado o iPod cair na rua, se eu tinha certeza de que tinha trazido o iPod e não tinha esquecido em casa (“dããã... sim, esqueci em casa… e a música que estava escutando era captada pela antena parabólica que tenho imbutida na cabeça… :P). Só faltou perguntar se eu tinha certeza de que tinha um iPod!!!!! Absurdo…
O mesmo aconteceu com outro trainee, que teve o laptop roubado. A polícia não acreditou que ele fora roubado. Eles insinuavam que o próprio carinha tinha roubado o laptop – que na verdade era da empresa onde ele trabalhava – e que estava registrando o roubo como feito por um terceiro para manter o laptop com ele… Ridículo…
Saí da delegacia como as 5 da tarde… Encontrei Johanna e o namorado dela (‘tá namorando! Tá namorando!’ :P), que foram me buscar (‘gracias, Johy, por ser tão querida’).
O pior de tudo não foi nem ter sido roubado – que é triste, mas foi apenas uma perda material e ao menos eu estou bem fisicamente… Para mim, o pior foi a sensação ruim que segue ao roubo: um sentimento horrível de desrespeito, de violação, de impotência… Foi triste, mas estou tentando encarar isso de uma maneira positiva – pensando que poderia ter sido pior, pensando que é parte de minha experiência de viver em uma cidade monstruosamente grande e desigual como México City…
E pensando que agora estou preparado para os próximos assaltos… Afinal, a gente só aprende quando se relaciona com profissionais de verdade, como foi agora… :)
Que venham os próximos assaltos! (hehehhe… piada sem graça… :P)
Ay
caramba!
Post escrito (en perfecto portuñol) por Filipe at
7:29 PM
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Hidalgo
No dia 25 de Dezembro, acordamos bem cedinho, tipo 6h30 da manhã (“Obrigado, Wanda!”) para irmos a Hidalgo.
Iamos visitar uns amigos da Wanda, una panamenha que está fazendo seu intercâmbio aqui. Wanda nos disse que seus amigos haviam a convidado para passear de cavalo e fazer outras coisas, conhecer a cidade, etc e tal… e todos gostamos da idéia e nos oferecemos para ir juntos! E fomos todos para Hidalgo – eu, Julia, Johanna, Hanna e Wanda. Putz… que buraco! Sabe aqueles filmes de faroeste que mostram uma cidadezinha minúscula do interior do México? Pois então… bem-vindo a Hidalgo!
Hidalgo
A cidade fica apenas a 1h30 do DF (muito perto para os padrões mexicanos; mas para mim isso é longe… bem longe), a cidade não tem nada… Bem, tem sim. Tem uma coisa muito legal. E que fez valer a viagem até a cidade. Tem uma família muito louca que conhecemos lá (a família de um dos amigos de Wanda). Vixe, que bando de doidos!!! Chegamos lá e a casa estava uma zona (mais do que já parecia ser normalmente). A mesa estava cheeeeeeeeia de comidas da noite anterior. E não estavam apenas nas panelas, não! Estavam espalhadas por toda a mesa (“sabe como é casa com criança pequena, né?”, diziam). Muito hospitaleiros, nos ofereceram um café da manhã. E como dizer não??? De repente, estava na nossa frente um enorme prato com arroz, macarrão e uma carne assada e recheada com nozes – obviamente o que sobrara da ceia de Natal da família… hehehe. A família era bem grande, conheci umas 10 pessoas, mais ou menos… Mas o mais figura de todos era o pai…. Vixe, o cara devia ter como uns 60-70 anos, mas era doidinho. Nos ofereceu fumo (uma erva psicotrópica que os índios fumavam antigamente), falava palavrão, zoava da esposa (de uma maneira respeitosa, claro, mas muito engraçado) e tirava sarro até da mãe dele, uma senhora de uns 90 anos (“não gosta de beber, mas gosta de uma mota, né, velha?” – mota significa fumo, maconha… ou seja, entregou a velha pra todo mundo! Hahahaha). Eram uns loucos adoráveis. Super simpáticos e receptivos. E com ótimas sugestões de turismo na cidade - quando perguntado que podiamos fazer na cidade, disse para passar na casa de uma fulana, porque ela ia ensinar umas ‘groserias’ (palavrões) para a gente! Hahaha. Depois fomos a outra casa, de outra família, mais normal… E em seguida fomos passear pela cidade… Mas para ver alguma coisa, ver movimento, tivemos que ir a outro lugar, uma meia hora distante de Hidalgo… que também não tinha nada de especial, mas enfim, foi um passeio legal.
A outra cidade, que esqueci o nome :)
Feira livre na outra cidade. Cozinhando no meio da rua.
Feira livre. Lá é possível encontrar de tudo!!!
Quanto ao passeio de cavalos, não aconteceu, infelizmente… Mas o passeio a Hidalgo valeu por sair um pouco de DF (ver alguma coisa diferente, mesmo que o diferente seja nada) e por ter conhecido as pessoas mais engraçadas e loucas que conheci no México até agora.
Ay
caramba!
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4:59 PM
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Navidad 2006, en Mexico!
Contrariando todas minhas expectativas, meu Natal foi super legal! :)
Como disse num post anterior, estava um pouco triste e ansioso, porque para mim Natal é uma festa para ser celebrada em família – da qual estou um pouco longe - ou de pessoas queridas – que ainda não tinha aqui no México, já que não me sentia próximo o suficiente de nenhum dos trainees para querer muito passar o Natal com eles (exceto Johanna, claro, minha musa :])
Eu e Julia (alemã); Johanna (colombiana) e Ruben (espanhol).
No entanto, foi uma bem especial. Estavamos em 20 pessoas, mais ou menos, quase todos internacionais e sem família aqui no México. Cada um levou para a ceia um prato típico de seu país (e proporcionou que descobrissemos que a batata é um ingrediente típico de todos os países do mundo, porque quase todos fizeram salada de batata – a única coisa que mudava era o nome, pois os ingredientes eram os mesmos! Hahahaha) Os participantes da 'Cena de Navidad del Castillo'
A mesa, com alguns dos pratos.
O 'champagne' (na verdade, Crida Cerezer :P) e o brinde ao Natal.
Eu fiz duas sobremesas. Fiz rabanada (pela primeira vez na minha vida - e foi super fácil. Não lembrava de ter comido aquilo antes, apesar de ser super típico do Natal do Brasil) e uma outra sobremesa chamada Terrini, uma espécie de bolo de sorvete com creme chantily – que ficou suuuuuuuuuuper gostoso e que, graças à receita descoberta no “Terra Culinária” (numa busca super criteriosa, cujos únicos requisitos eram que fosse uma coisa fácil, rápida e barata de fazer :)), me proporcionou o título de “melhor prato do Natal 2006” :P
Uau… quem diria, hein? Para uma pessoa que, até pouco tempo atrás, tinha como únicas experiencias culinárias fritar hamburguer, fazer pipoca no microondas e fazer gelatina, até que foi um resultado muito bom, não? ;)
E ah! Fiz uma descoberta super importante: percebi que o que estraga o Natal é a Simone!Putz… nada como um Natal sem aquelas músicas! (se bem que aqui eles não tem Simone, mas tem o Luiz Miguel, com seu disquinho de Natal… mas até que passa por um Natal, apenas :P)
O que sobrou do terrini (mas só sobrou porque eu escondi :P) e 'Paleta Payaso', uma gostosura feita de marshmelow e muito açúcar! :)
Ay
caramba!
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4:32 PM
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Xochimilco - o México pré-hispânico
Quando você perguntar sobre Xochimilco a algum chilango (os nascidos na Cidade do México), provavelmente eles tentarão te explicar a cidade da seguinte maneira: - Xochimilco é a Veneza mexicana! Nada mais falso do que isso!!! :P A única semelhança entre Xochimilco e Veneza é a existência de canais navegáveis. E pára por aí! :P As coloridas 'trajineras' e os canais navegáveis, 'à lá Veneza' Xochimilco é uma área onde se pode conhecer a Cidade do México como ela era em seus tempos pré-hispânicos. A Cidade do México era uma grande lagoa, que foi aterrada aos poucos pelos aztecas, através dos conhecidos sistemas de ‘chiampas’, que eram, a grosso modo, como pequenos aterros que faziam, cercando um pedaço de água com toras de madeira e enchendo de terra, criando um espaço onde podiam viver e plantar. A Cidade do México foi toda aterrada, e o grande lago que existia aqui antigamente, desapareceu por completo (aliás, essa é uma das razões por DF ser uma cidade tão plana. Além de uma questão cultural, os prédios são baixos também pela ‘fragilidade’ que tem o subsolo. Aqui raramente se vê construções altas, maiores de 4 andares… bem, mas bem raramente). Porém, em Xochimilco, ainda se pode ver como eram feitos os aterros com as chiampas. E é bem interessante (e finalmente entendi tudo o que estudei sobre história americana pré-hispanica, mas nunca havia compreendido de fato :P). Para entender as chiampas: imagens das laterais dos canais.
A cidade é uma cidade pequena, meio que de interior, mas, como tudo no México, é bem colorida e cheia de sons e olores! Tudo bem que alguns desses cheiros são bem desagradáveis – os canais são extremamente poluídos e cheiram super mal –, mas o passeio vale a pena. O passeio é feito em TRAJINEIRAS, que são como chamam umas pequenas barcas, usadas nos canais, todas muito coloridas – ou seja, bem ao estilo mexicano! O passeio completo dura como 3 horas, entre ida e volta. No meio do caminho, cruza-se com todos os tipos de “ambulantes”, que, dentro de pequenos barcos individuais, cruzam os canais oferecendo ‘serenatas’ mariachis para casais e turistas (a troco de uma ‘módica’ quantia de 10 reais por canção) e vendendo desde artesanatos com o nome da cidade até petiscos (tacos, quesadillas e cia, todos feitos dentro das trajineiras, no canal… pode me chamar de fresco, mas não tive coragem de comer lá… hahahha). Fizemos o passeio em 3 – eu, Hanna e Johanna. Ou seja, a turma de sempre. Porém, o legal é ir um grupo maior, levar música e comida, e passar o dia no barquinho, fazendo a festa. Parece ser um programa legal… É a farofada do DF! Johanna, eu e Hanna.
Os vendedores ambulantes: mariachis, fotografia, flores e comida.
Depois do passeio, passamos pelo mercadinho da cidade. Lá foi a vez da Hanna fazer a festa. A menina resolveu fazer feira em Xochimilco, comprar tomate, batata, frutas… E olha que estavamos bem longe de casa, e tinhamos que tomar um trem em horário de pico para voltar (sábado a noite é horario cheio no metrô aqui no México… é incrível a quantidade de pessoas nesse horário!). O engraçado é que não podia escolher os produtos: se quisesse comprar tomates, tinha que aceitar o que o feirante colocava na sacola, e se quisesse escolher, pagava o dobro do preço. Espertinhos, não?? Mas o melhor era o estilão do mercadão. Parecia uma feira ao ar livre. Super engraçado. Via-se de tudo, de fitas cassete (há milhões de anos não via essas fitas… ehehhe… E eram músicas de álbuns super ‘lançamento’, ou seja, ainda se faz fita cassete aqui no México!!!) a perus vivos (talvez porque era pouco antes do Natal, mas não duvido muito de que se voltamos à Xochimilco agora, também veríamos alguns exemplares da ave no meio do mercado) e plantas carnívoras!!! (sim, isso mesmo. Planta carnívora! Aquela que come insetos, sabe qual?) Esse México… cada vez mais supreendente, cada vez mais engraçado… Mercadoria: perus, fitas cassetes e plantas carnívoras!
Para ver todas as fotos de Xochimilco,clique aqui.
Ay
caramba!
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3:51 PM
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Domingo, Dezembro 24, 2006
Happy Holidays!
Queridos amigos, Desejo a todos vocês um FELIZ NATAL e um ano novo FANTÁSTICO! Que seu natal seja uma noite especial, celebrada com pessoas queridas. E que 2007 seja um ano cheio de sucesso e felicidade, para você e os seus!
Dear friends, I wish you a very, very merry holiday’s seasonand a FANTASTIC new year! May your Xmas be a really special night, celebrated together with people you care the most. And my 2007 be a year plenty of success and happiness, for you and your beloved ones!
Love, FILIPE BALBI
(Este cartão foi o vencedor em um concurso de cartões virtuais de Natal, promovido por um site da Ciudad de México. Até que é bonitinho, não?)
(This post card is the winner of a contest of Xmas virtual cards, organized by a Mexico City's website. It looks nice, doesn't it? :] )
Ay
caramba!
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3:10 PM
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Quinta-feira, Dezembro 21, 2006
Victor Victoria no México!
Domingo passado foi um dia muito especial. Pela primeira vez aqui no México, fui ao teatro. E justamente para ver "Victor Victoria", um dos meus musicais preferidos!
"Victor Victoria" é um musical da Broadway criado em 1995, baseado no filme homônimo, de 1982. E ambos são estrelados, em suas versões originais, por Julie Andrews.
A versão mexicana da peça é bem legal. A produção é espetacular, com coreografias super elaboradas e cenários de fazer cair o queixo :P (o teatro tinha as primeiras fileiras todas com mesas e pequenas luminárias, dando todo um climão de cabaré parisiense dos anos 1930, bem adequado à peça).
Mas o mais interessante é que a versão apresentada no México não é exatamente a original. Ela foi alterada especialmente para esta produção: músicas novas foram criadas e outras tantas tiveram suas letras adaptadas, dando uma cor mais local. E ficou beeeeeem legal.
Queria ir de novo, mas não vai dar, pois dois motivos:
Um, porque não é barato (até que é, custa 50 reais, muito bom para um musical daquele nível. Mas comparado com os 6 reais pra assistir a um filme no cinema...:P)
Dois, porque não está mais em cartaz... (fui no último dia, por sorte! nem sabia que era o último).
Porém, nem tudo é tristeza. Entrou em cartaz nesta semana "Os Produtores". Devo ir na primeira semana de Janeiro. Vai ser meu presente de Natal para mim mesmo! :P
Ay
caramba!
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9:00 PM
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Museu Diego Rivera (o marido de Frida)
Outro dia fui ao Museu Diego Rivera.
Diego é famoso por ter sido o marido da Frida Kahlo, a famosa artista plástica mexicana (sobre Frida, clique aqui). (ele também é um artista plástico bem famoso aqui no México, com trabalhos bem conhecidos)
O museu fica na casa onde Diego morava. É uma bela casa estilo moderno, construída no início do século XX (e que ganhou um prêmio internacional de melhor construção arquitetônica em estilo moderno, segundo uma senhora que vive na casa ao lado do museu - também em estilo moderno, a primeira construída em todo o México, e que ficou em segundo lugar no concurso - hahaha)
O museu é um daqueles "interativos", onde pode-se tocar (quase) tudo o que se vê, desenhar sobre os quadros, entre outras coisas.
Foi uma preparação interessante para visitar o museu de Frida - o que devo fazer na próxima semana!
Abaixo, algumas fotos do museu. Para ver o álbum completo, clique aqui.
Frida e Diego.
Pinturas de Diego. Museu.
Interagindo com as obras.
Prédio do Museu.
A planta que se usa para fazer tequila. E o jardim em frente ao Museu.
Ay
caramba!
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5:54 PM
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Sexta-feira, Dezembro 01, 2006
Plaza Garibaldi & Tepozotlan
Logo que cheguei aqui no México, fui a dois lugares simpáticos (meus primeiros sightseeing :)).
O primeiro (logo no primeiro final de semana) é a Plaza Garibaldi, que fica aqui mesmo na Cidade do México. Fui com Sebastiàn e Pipo. A praça é o ponto de encontro de Mariachis, que se reúnem na praça para tocar para os turistas que vão ao local. Todos vestidos a caráter, claro.
Há também alguns restaurantes onde há shows exclusivos de mariachis e danças regionais. (além de algumas casas de shows para adultos, hehehe... entramos em uma, mas saímos correndo quando vimos a principal atração da noite: a "bailarina" mais bonita da casa era um monstrinho de feia! :P). A praça é bem animada e colorida, mas não tem muita coisa pra fazer além disso :P
E no final de semana seguinte (18/11), fomos a um povoado chamadoTepozotlan. Fomos eu, Célia (uma brasileira que está fazendo um intercâmbio aqui no México), Cindy (mexicana), Gwen (americana), Ahmet (turco) e Marcos (mexicano, namoradinho da Gwen :))
É uma vila bem pequenina. Não tinha muita coisa pra fazer também :P Mas tinha um museu bem legal, que foi uma igreja (na verdade, ainda é). A igreja é impressionantemente coberta de ouro... Linda... Tem fotos no álbum.
Depois, fomos para a pracinha em frente à igreja e comemos comida típica mexicana.
Ah, a surpresa maior foi encontrar, na feira da praça, bombons Garoto. Sim, aqui a caixa amarela é bem conhecida e as pessoas adoram o chocolate capixaba :)
Ay
caramba!
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7:13 PM
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Terça-feira, Novembro 21, 2006
Pagando mico no México
Algumas pessoas me conhecem tão bem que estavam até me perguntando porque estava demorando tanto pra eu pagar meu primeiro mico aqui no México :P
A verdade é que ele já aconteceu – e não demorou nem nem uma semana!!!
Domingo, dia 12 de novembro. Estava apenas no meu QUARTO dia no México – era meu primeiro final de semana, então queria sair pra conhecer algo (estava fazendo muito frio, e no sábado choveu muito – ou seja, preso em casa no primeiro findi por aqui :S).
Sai com Daniela (alemã, diretora nacional de Recursos Humanos da AIESEC no Mexico), o namorado dela (esqueci o nome dele… :P) e Haydy (ou qualquer coisa assim… ela é colega da Dani, alemã também, e veio passar um tempo no México a passeio).
Fomos para Plaza Coyoacan, uma praça que tem todo fim de semana uma feira suuuper movimentada, onde se vende e faz absolutamente de tudo. Lá você pode encontrar de balas de pimentas a bonequinhos de luta livre, de camisetas grafadas com a palavra 'México' a casacos de frio… Lá você pode fazer cursos de artesanato (alí mesmo, no meio da feira) ou até colocar um piercing, se quiser (ali, no meio da feira, numa barraquinha… uuuuuhhhhhh).
Mas a principal atração da praça – a que mais chama a atenção das pessoas que visitam o local – são as apresentações públicas de artistas de ruas. Palhaços, piadistas, mímicos… artistas se revezam no espaço que existe no meio da praça e apresentam seus números para toda a gente que fica ali ao redor.
Pois bem… Chegamos à praça no tal domingo. Tomamos um café e começamos a rodar. O pessoal parou pra ver o show de um ‘palhaço’ que estava se apresentando na hora. Obviamente a apresentação era em espanhol. Só que eu ainda não tinha me acostumado com a velocidade da fala deles aqui – eles falam velocidade máxima, diga-se de passagem :P – e eu não tava entendendo muitas das piadas do palhaço – sabia apenas que estava encenando com VOLUNTÁRIOS a história da Chapeuzinho Vermelho.
Beleza… sem entender tudo – e não muito interessado –, comecei a observar as pessoas em volta da praça, as barracas, o movimento em geral, sem prestar NENHUMA atenção pra peça ou pro palhaço.
Pois foi quando, no exato momento em que meus olhos se voltaram para o “picadeiro” (hehehe… pra área onde ele estava atuando), vejo aquela coisa de nariz vermelho apontando na minha direção. Obviamente nem passou por minha cabeça que fosse comigo! Tanto que até olhei pra trás pra ver quem era o azarado que ia lá pro meio pagar mico. O único problema era que não havia ninguém atrás de mim. Ou seja, o palhaço estava apontando era pra mim mesmo! Shit!!!
Subitamente, um buraco enorme se abriu no mar de gente que me separava do palhaço (acho que era a vez das pessoas terem a mesma reação que eu, olhar pra trás e ver quem era o azarado) – e ficamos ali, eu e ele, frente a frente.
Minha primeira ação após o susto foi pedir pro pessoal dizer a ele que eu não falava espanhol.
- Não fala espanhol? Não tem problema. Do you speak english? (Fala inglês?) - Sim, eu falo –respondi, em inglês.
- Bem, não importa. Eu não falo inglês, mas vem assim mesmo.
E, do nada, eu comecei a ser empurrado pela multidão para a arena. E lá estava eu, no meio da praça, para interpretar o LENHADOR – ou guarda-bosques em espanhol – na encenação da peça Chapeuzinho Vermelho.
E o FDP começou me zoando:
- Bem… agora que temos o Salsicha, precisamos do Scooby-Doo. Algum voluntário?
Ha. Ha. Ha. Muito engraçado. (UAHUahuHA… o pior é que eu achei maaaaassa a tirada dele! Muito boa! Hahahah).
Já que estava lá, resolvi confessar pra ele que entendia espanhol, desde que ele falasse devagar. Ai começamos a interação: - Como se chama?
- Filipe.
- Quantos anos?
- 24.
- De onde é?
- Do Brasil.
E aí foi a festa. O palhaço sambou, cantou samba e falou um monte de coisas num portuñol pior que o meu :)
Não sei direito, não entendi tudo, mas sei que ele fez um monte de piadas sobre mim (hehehehe).
E começamos a encenação – eu e mais quatro pobres vítimas escolhidas por ele lá na praça (a chapeuzinho, a vovó, o lobo mau e o ajudante do lenhador – que não sei de onde ele tirou esse personagem, mas… :P)
No final, ao invés de matar e estripar o lobo, o palhaço mandou que eu fizesse o lobo dizer: “eu prometo nunca mais fazer isso novamente”. - Agora, você, lenhador. Repete comig. Eu prometo…
- Eu premeto…. - repeti - …nunca mais…
-…nunca mais…- continuei. - … voltar ao México! -completou o palhaço.
FDP!!!! :P
E o pior é que eu estava mais preocupado em pronunciar corretamente o que ele ia pedir pra eu dizer do que propriamente com o conteúdo da frase… E não é que, sem pensar, eu repeti?
E o povo foi às gargalhadas…
Bem… tenho que confessar que ADOREI a brincadeira. Foi super divertida. Cheguei ao México do jeito que eu gosto – aparecendo... BRILHANDO :P (HAUhauHAUhauA… que horror! Quem não me conhece até pensa que eu sou assim mesmo!)
Tem vídeos também, mas esses não podem ser exibidos aqui – tem que estreiar primeiro nos cinemas, para que eu possa concorrer ao Oscar no ano que vem. E olha que eu tenho chances, viu? :P
Ay
caramba!
Post escrito (en perfecto portuñol) por Filipe at
7:47 PM
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Quinta-feira, Novembro 16, 2006
Metrô na Cidade do México
Andar de metrô aqui é uma experiência INCRÍVEL!
O metrô do México é enorme: são 11 LINHAS (!!!) no total, com mais de 200 km de linha que cruzam toda a cidade! E o melhor de tudo é o preço: 2 pesos! (algo como R$0,40!!). Faz ou não faz inveja? Aff….
Porém, nem tudo são flores. Todos os dias, cerca de 8 milhões de passageiros usam este meio de transporte. Dá pra imaginar o caos que é, né?
Peguei o metrô pela primeira vez num sábado a noite.
Primeiro, fiquei impressionado com a quantidade de gente que tinha (era como em SP em um dia de semana, por volta das 9h, 10h da manhã!!!). Nos horários de pico, as estações lotam (todas as manhãs milhões de pessoas usam o metrô, principalmente entre 9h e 10h da manhã!) e, como a cidade é enorme, é possível passar horas sobre os trilhos até o destino.
Segundo, com o empurra-empurra que é quando um trem para na estação. Vocês não tem noção do que é aquilo. A multidão sai empurrando quem quer que esteja pela frente, não importa se é velho, criança ou deficiente físico! Um desespero pra entrar no metrô que só vendo! Fiquei com medo, achei que tava acontecendo alguma coisa séria, como um arrastão (hHAUahuHAU).
(pena que não pode usar câmera fotográfica dentro das estações, senão eu faria um videozinho pra vocês verem).
O comércio informal é tão (ou mais) presente como no Brasil. No metrô, é possível encontrar vendedores de tudo quanto é coisa, desde balas e chicletes a livros de tabuada e ufologia (!), passando, é claro, pelos CDs e DVDs – piratas, óbvio!
Os de CD e DVDs são uma atração à parte: carregam nas costas uma mochila alto-falante que entoa o disco à venda. Tem uns mais moderninhos que tem até um monitorzinho para mostrar os DVDs que estão sendo vendidos!
É um comércio clandestino e ilegal, obviamente. Mas tudo é muito engraçado! Nunca vi isso no Brasil e acho que faria um sucesso danado se alguém começasse isso por lá.
Quem sabe não tenha descoberto aqui uma oportunidade de negócios pra quando eu voltar pro Brasil?
Ay
caramba!
Post escrito (en perfecto portuñol) por Filipe at
6:07 PM
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Quarta-feira, Novembro 15, 2006
Primeiras impressões
Eis me aqui no México, e já por praticamente uma semana!
Uma das coisas que mais me perguntaram desde que eu cheguei aqui é se eu estranhei alguma coisa na Cidade do México, se fiquei assustado com a quantidade de gente, com o tamanho da cidade… mas até que não – esse tempo morando em São Paulo foi como uma preparação/ transição para a experiência aqui no México.
São Paulo e Cidade do México tem muito em comum. A começar pelo tamanho. São duas cidades enormes, mas a hermana mexicana se supera: imagine São Paulo elevada à enésima potência, com mais gente, mais trânsito e mais confusão. Então você chegou perto do que é a Cidade do México.
Mas só perto, porque Mexico City consegue ser ainda mais caótica! Andar na rua é um desafio! Nas calçadas, tropeça-se em homens tocando realejos e altares à Virgem de Guadalupe, a principal santa do país. O México é um país bem religioso – tanto ou mais que o Brasil! Aqui predomina a religião católica e em tudo que é esquina tem uma igreja,
O trânsito aqui é bem pesado (muitos carros na rua) e as regras de trânsito não são muito obedecidas - ou, se bobear, até desconhecidas! Os motoristas não respeitam muitos os semáforos, parece não existir muita diferença entre “vermelho” e “verde” (e quem respeita ouve chingamentos sobre pelo menos 4 gerações de sua família!). Isso faz do simples ato de cruzar um semáforo uma aventura e tanto. Mas acho que não se compara ao caos que é a Índia. :)
Às vezes, no meio dessa confusão, é difícil saber para onde andar ou olhar. Nesse caso, a melhor coisa é achar um café, tomar um “helado” (os mexicanos tomam muito sorvete, até mesmo em épocas frias, como agora) ou uma água de jamaica (refresco feito com a flor do hibisco), respirar fundo e voltar à confusão!
Uma das coisas que mais me chamou a atenção até agora foi a comida. Tudo o que eu sabia sobre a culinária mexicana era:
que ela era uma das cinco maiores/mais famosas cozinhas do mundo (junto com a Turca, Chinesa, Francesa e Italiana).
que aqui se come pimenta com comida (e não comida com pimenta J) e que ela é usada até no café da manhã.
Eu jurava que ia sofrer horrores com a comida aqui e que meu estômago ia explodir de tanta gastrite. Mas sabe que eu estou até gostando? A comida aqui é MARAVILHOSA! O cheiro de comida pelas ruas as vezes enjoa, mas são um convite para não parar de comer! E o que são aqueles TACOS, meu Deus!
Taco é um prato tipicamente mexicano e fundamental na gastronomia local. Onde quer que você vá pela cidade, é possível encontrar tacos, seja em traillers que vendem apenas tacos (que hamburgueres, que nada!), seja em casas especializadas em tacos ou até mesmo restaurantes de luxo. Ele é tido como um tipo de “fast food”, mas é muito mais saudável e gostoso que qualquer sanduíche do MacDonald’s.
Os tacos são feitos com uma tortilla enrolada e recheada, e que se come com a mão mesmo. O recheio pode ser feito com praticamente qualquer tipo de carne e/ou verdura – e, logicamente, é acompanhado de ‘salsa’, os temperos picantes.
Há muitos tipos de tacos, tem de tudo quanto é recheio – e o meu favorito são os TACOS AL PASTOR, que leva carne de porco temperada com naranja, vinagre e pimenta. Dizem que é uma adaptação do KEBAB turco – ou seja, não consegui fugir do Kebab (que, por ser gostoso e barato, era o que eu comia praticamente toooooodos os dias enquanto estive na Europa :P).
Num breve resumo, assim é a Cidade do México: excessivamente colorida, excessivamente grande, muito religiosa, suja, muita gente pobre nas ruas, com cheiro de comida por todos os lados, com muita gente nas ruas, trânsito absolutamente desordenado… enfim, absolutamente ADORÁVEL!
Estou apenas começando a conhecer a cidade, mas tenho certeza de que terei momentos inesquecíveis aqui.