Voladores de Papantla
Hoje, quando alguém menciona o povoado de Papantla (em Veracruz), a primeira imagen que vem à minha é a dos ‘voladores’, já que esta dança, que é um verdadeiro atentado à segurança pessoal e à lei da gravidade, feita com intenção de saudar ao Rei Sol e pedir por chuvas, transcendeu o tempo e fronteiras e hoje é um dos maiores marcos da cultura mexicana.
Em suas origens, esta tradição executada por indígenas Totonacas, era conhecida como “kos'niin” (ou “vôo dos mortos”) e estava relacionada ao culto de deuses da fertilidade, como Xipe Totec e Tlazolteotl.
Os ‘Voladores de Papantla’ realizam um ritual que representa uma dança para o Criador, em que atuam 5 pessoas: 4 voladores e um sacerdote, que se veste em vermelho e branco representando o sol.
Os 5 estão sobre um mastro de 25 metros de altura, que tem em sua ponta um tambor e um marco giratório que também serve para facilitar a dança do sacerdote. O mastro representa a conexão entre a terra e os céus, entre o infra-mundo e o mundo superior. No ponto em que se comunicam os mundos (onde se crava o poste), colocam-se oferendas como tamales, sete frangos (ou um perú vivo) e aguardente.
(Nota pessoal: quando vi os ‘voladores’ pela primeira vez, pensei que as oferendas, que estavam ao lado do mastro, eram compras que os ‘voladores’ tinham feito no supermercado a caminho do trabalho e deixaram ali do lado… hahaha… pobre turista desinformado).
Preso ao poste estão 4 cordas que representam o cordão umbilical. Os 4 voladores sobem, sentam-se no marco giratório e se amarram pela cintura. Depois, sobe o sacerdote, que se coloca sobre o tambor, para dançar e tocar flauta, e ao bailar sobre o tambor, suas pisadas são levadas até a terra e o som da flauta se vai em direção ao céu.
Depois de dançar e tocar para todas as direções (norte, sul, leste e oeste, para saudar toda a terra), o sacerdote se senta no tambor e os 4 ‘voladores’ se deixam cair de costas no vazio, presos apenas pela corda em suas cinturas. Seus pesos fazem com que o todo o marco (e também o tambor, que está sobre o marco) gire em torno do mastro. Os quatro ‘voladores’ caem lentamente em círculos, desenrolando completamente a corda em exatas 13 voltas em torno do mastro, até que toquem a terra.
Em suas origens, esta tradição executada por indígenas Totonacas, era conhecida como “kos'niin” (ou “vôo dos mortos”) e estava relacionada ao culto de deuses da fertilidade, como Xipe Totec e Tlazolteotl.
Fotos dos 'voladores' estão disponíveis no álbum (clique aqui).
Ou, se quiser ver um vídeo da apresentação dos voladores, que encontrei no YouTube (não fui eu que filmei, mas até que está legal... hehehe), clique aqui.
Marcadores: México








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