México no Oscar 2007
Ontem foi realizada a cerimônia do Oscar 2007. Para mim, uma festa chata (como sempre), que, porém, teve neste ano um atrativo especial.Confirmando a boa fase que atravessa sua indústria cinematográfica (e também o que eu já havia expressado aqui há algum tempo), o México obteve um expressivo número de indicações para a premiação, em um total de 16 nominações para os filmes de Alejandro González Iñárritu (Babel), Guillermo del Toro (O labirinto de Fauno) e Alfonso Cuarón (Filhos da Esperança).
O país estava vivendo um total clima 'Copa do Mundo'. Os principais jornais anunciaram com estardalhaço as indicações e a publicidade em torno da exibição da cerimônia na TV foi grande.
E a expectativa dos mexicanos era tão grande que a Televisa (principal emissora de TV do México; a que fez Carrossel, todas as Marias da Thalia e faz hoje a novela Rebeldes) programou o último capítulo de sua telenovela de maior audiência justamente para o domingo, para bater de frente com a cerimônia de premiação exibida pela emissora concorrente (TV Azteca).
Parênteses: e, obviamente, os mexicanos não conseguiam se decidir entre um programa e outro. Na minha casa, foi um zapping danado... A toda hora mudavam o canal, e nem esperavam o intervalo comercial para isso... E ninguém via nada, nem de um canal, nem de outro! :P
Infelizmente, o México não levou tudo... Babel concorria a muitos prêmios, mas levou apenas um (se bem que o filme era fraco...). Filhos da Esperança saiu de mãos abanando. A salvação foi Labirinto de Fauno, que ganhou 3 prêmios (ainda que tenha perdido o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro).
Porém, nada tira o valor das produções mexicanas, que se mostra uma indústria promissora e de alto nível, que seguramente vai produzir muita coisa boa nos próximos anos.
Na foto-montagem, da esquerda para a direita:Alejandro González Iñárritu (diretor de fraco Babel, mas também do ótimo 21 gramas);
Adriana Barraza (atriz em Babel e também em Amores Brutos);
Guillermo Arriaga (roteirista de Amores Brutos, 21 gramas e Babel);
Guillermo del Toro (diretor de Labirinto de Fauno, um dos melhores filmes do ano);
Alfonso Cuarón (diretor de Filhos da Esperança, e também de E sua mãe também).
Marcadores: Arte mexicana, Cinema, México




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