'Ay
Caramba!' Yo
me llamo
Filipe Balbi,
um 'cabrón' brasileiro atualmente vivendo na Cidade do
México, numa experiência de
trabalho (representando no México a AIESEC Internacional).
Esse é meu blog, onde conto todas minhas
impressões, aventuras e desventuras na terra dos Aztecas e dos Maias,
da Tequila
e dos mariachis!
Vixe, só falei dos clichês, né? Mas o
México é muito mais que isso... Leia o blog e
descubra o México (através de meus olhos e de
minhas experiências neste país encantador)
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e
por Jota
Schuler, a
mente criativa e
perversa por trás do template deste blog. Valeu, Jota. Sua
tequila tá garantida!
Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007
Centro histórico: Templo Mayor
TEMPLO MAYOR Zócalo foi, em tempos pré-hispânicos, um grande centro cerimonial para os Aztecas Tenochtitlán. Conhecido como Teocalli, este centro foi construído em algum momento entre os séculos 14 e 15. No entanto, com a dominação espanhola, o local foi parcialmente destruído e completamente aterrado, utilizando-se, inclusive, pedras das ruínas de Teocalli e de outras construções aztecas. E até a metade do século 20, Zócalo era mais um amontoado de barracas tipo de camelô e menos uma praça aberta, como hoje. E tudo isso permaneceu aterrado até 1978, quando trabalhadores da companhia de energia da Cidade do México, escavando a área para reparação da rede elétrica, encontraram por acaso um enorme disco de pedra, pesando 8 toneladas, que representava a Deusa azteca Coyolzauhqui (vixe…). Foi então que tomou-se a decisão de demolir dezenas de prédios coloniais antigos e escavar a área, resultando na descoberta do enorme e belíssimo templo azteca, adormecido por centenas de anos abaixo de muitos metros de construção. Diz-se que o Templo Mayor foi construído exatamente onde os aztecas viram a imagem que os guiou por todo um período de peregrinação em busca do lugar onde deveriam se assentar. Eles identificariam esse lugar – que pensavam ser nada menos que o centro do universo – através de uma imagem (uma águia, com uma serpente presa em suas garras, parada sobre um cactus) que foi visualizada em um sonho por um dos guerreiros líderes dos aztecas – e, diga-se se passagem, essa imagem é hoje um dos maiores símbolos nacionais mexicanos. No sítio, que abriga um ótimo museu, é possível ver as múltiplas camadas de construção. Assim como em Teotihuacáne demais construções sagradas em Tenochtitlán, a construção do Templo Mayor foi iniciada em 1375 e expandida inúmeras vezes, aumentando-se a base para crescer verticalmente. E, claro, cara ‘reforma na casa’ era acomanhada pelo sacrifício de guerreiros capturados. A maior (e penúltima) reforma foi em 1487. Estima-se que mais de 20.000 vítimas foram sacrificadas para comemorar o fato, numa cerimônia que durou quatro dias inteiros!!! Quando os europeus chegaram, haviam duas grandes pirâmides de mais de 40 metros – que, obviamente, foram destruídas. Hoje, o que se vê são ruínas das diferentes fases da construção do templo (e não sobrou nada da última fase de construção do templo, a qual foi vista pelos conquistadores espanhóis quando chegaram por aqui). As ruínas foram transformadas em um museu, onde se podem ver peças para sacrifícios feitos no templo, além de ter uma boa perspectiva geral da civilização azteca, incluindo seu sistema de agricultura por chinampas, seu sistema de governo e comércio, suas crenças, guerras e sacrifícios. Site oficial do Museu Templo Mayor: www.conaculta.gob.mx/templomayor
Sítio arqueológico do Museu Templo Mayor. No meio da cidade, entre muitos outros prédios históricos.
Ruínas do sítio, e a enorme pedra com representação da Deusa Coyolzauhqui, peça que foi encontrada em escavações e que motivou a criação do Museu.
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